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O Imperador do Flamengo

15/05/2009

Hoje é um dia importante para a história atual do Flamengo.

A maior contratação da temporada – atrás apenas de Zé Roberto – esteve no clube e conheceu pela primeira vez o elenco de qual fará parte em breve.

A torcida espera ansiosa pela estréia do atacante, que promete resolver os problemas de gols da equipe e se tornar a grande atração do Campeonato Brasileiro.

Adriano nesta sexta(15/05) no Flamengo

Adriano nesta sexta(15/05) no Flamengo

O grande problema é o sentimento de filme repetido que passa na cabeça do torcedor flamenguista. O Blog do Titan apresenta essa linda historinha curiosa, chamada “O Imperador Rubro-Negro: uma comédia de erros”, pra gente curtir enquanto o Imperador não faz sua estréia.

Capítulo 1: a máquina rubro-negra de jogar talentos no lixo

Muita gente não lembra, ou simplesmente nunca soube, que Adriano foi revelado pelo rubro-negro. Esteve presente na partida final do Campeonato Carioca de 2001, aquela famosa pelo gol de falta de Petkovic, conquistando o Tri Carioca em cima do Vasco.

Mas Adriano não era estrela. Não era Imperador. Na Corte Rubro-negra da época, não seria mais que um soldado padrão: em seu pouco tempo como profissional, tinha conseguido alguns admiradores, como  Zagallo, mas com seus 18/19 anos ainda não era titular absoluto da equipe.

Adriano e Zagallo em 2001

Adriano e Zagallo em 2001

No total, Adriano disputou 46 partidas e marcou 12 gols com a camisa do Flamengo, entre fevereiro de 2000 e julho de 2001.

Os números, se não podem ser considerados espetaculares, também passam longe de ser desprezíveis, ainda mais se tratando de um jogador jovem e inexperiente, que muitas vezes atuou entrando no segundo tempo.

Além disso, o Flamengo da época era uma equipe muito desorganizada, que não conseguia manter o mesmo técnico ou time-base por mais de três meses, o que dificulta o entrosamento de qualquer formação.

Dentro desse cenário nada favorável, os números de Adriano mostram-se bastante favoráveis e promissores, certo?

Não para a torcida do Flamengo.

Seguindo a filosofia rubro-negra das arquibancadas, Adriano passou a ser hostilizado pelos torcedores. Era chamado de “bonecão” pelo estilo, digamos, fisicamente exacerbado de seu futebol.

Dessa forma, não houve nenhum tipo de retaliação à diretoria quando Adriano foi negociado junto a Inter de Milão. Não apenas vendido. O futuro Imperador fez parte de um dos mais memoráveis negócios do futebol brasileiro. O acerto foi o seguinte: Adriano e Reinaldo(outro bom atacante revelado pelo Flamengo na época) mais cinco milhões de dólares em troca de…Vampeta.

Adriano Imperador + Reinaldo + U$ 5,000,000 = Vampeta.

Feizmente, os dramas do passado se tornam comédia graças a simples ação do tempo…

Só após ser enxotado pelo Flmengo é que Adriano desabrochou.

No primeiro jogo como profissional do futebol italiano, marcou um golaço de falta contra o Real Madrid.

Mesmo assim, a Inter já tinha atacantes de renome no elenco e Adriano foi emprestado para a Fiorentina, para se adaptar ao futebol italiano e desenvolver seu futebol.

Após a passagem pela Fiorentina, Adriano jogou no Parma e, aí definitivamente, se tornou o jogador de futebol completo e merecedor do apelido de “Imperador”, em referência ao Imperador Adriano de Roma.

De volta a Inter, marcou 15 gols em 16 jogos e assegurou sua posição como estrela da equipe.

Depois foi pra Copa América, foi artilheiro, virou titular bla,bla, bla…

E oito anos depois, retorna ao Flamengo. A torcida comemora, como se não tivesse sido ela a mesma a difamar o futebol real do Imperador. Tudo segue mágico e bonito na Gávea, enquanto o Imperador se prepara para estrear e resolver os problemas de gols do ataque do Flamengo.

O mais curioso(ou engraçado ou simplesmente triste) é que a mesma Gávea que hoje recebe o outrora perna-de-pau Adriano continua sendo a máquina de fritar talentos mais espetacular do futebol brasileiro.

Enquanto re-contrata seu Imperador  – após vendê-lo por uma mixaria – o Flamengo continua gerando promessas da base, mal trabalhadas e exploradas de forma incorreta, jogando dinheiro fora e prejudicando o time de futebol, que poderia contar com bons jogadores sem precisar pagar milhões por empréstimos ou salários.

Flamengo 1990 Até hoje flamenguistas devaneiam sobre um Flamengo dos anos 90 campeão máximo da década, com Paulo Nunes e Sávio  fazendo gols a penca na frente, e um meio-campo ofensivo formado com Marcelinho Carioca e Djalminha.

Flamenguistas que, na época, eram os primeiros a vaiar os jovens jogadores da base.

Hoje, a expectativa da torcida é por um fracasso retumbante do meia Erick Flores. Espera-se muito a queda do menino, com muita ansiedade. Afinal, tem pouco físico e muita habilidade, tem tudo pra dar errado. Vaza logo, Erick Flores!!

E volte oito anos depois, consagrado e custando uma centena de milhares de dólares por mês.

Continua…

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One comment

  1. adriano é foda!!!!!!!



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