Archive for 5 de junho de 2009

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Juan pega dez jogos por dar bronca em Maicossuel

05/06/2009

Juan foi suspenso por dez jogos pelo TJD.

A pena deverá ser cumprida no próximo campeonato estadual que Juan disputar.

Ele foi julgado por, após ter feito falta em Maicossuel, ter se abaixado e, de dedo em riste, ter dado uma bronca no jogador.

Vale lembrar que por começar um quebra pau no clássico entre Palmeiras e Santos, agredir um jogador, ser expulso, invadir o campo e aplicar uma rasteira em Domingos, Diego Souza pegou oito jogos, também a ser cumprido no próximo estadual.

Então quer dizer que é mais grave um jogador apontar pra cara do outro e gritar que sentar a porrada nele?

Sim e não.

O problema da Justiça Desportiva do Brasil é que, diferente do que acontece na Europa, não existe um sistema específico, enxuto e eficiente para julgar a violência do futebol.

Uma bronca pesada pode ter o valor de um chute no saco de o tribunal enquadrar ambas as ações no mesmo artigo.

Assim como não têm distinção específica para cada chute ou cusparada, a pena por artigo também é padrão. Dessa forma, se enquadrado num artigo mais “pesado”, uma ação não tão violenta pode receber também uma punição pesada.

Outra falha do tribunal é o longo tempo entre a ocorrência e o julgamento do atleta. Ao invés de acontecer logo após o jogo, o julgamento acontece apenas depois que a mídia tem oportunidade de explorar o lance repetidas vezes, muitas vezes influenciando na decisão do tribunal(como foi o caso de Juan).

Além disso, existe a possibilidade do atleta recorrer, o que leva a um novo julgamento e nova pena, atrasando ainda mais o processo.

Na Europa, onde a situação é mais organizada, a legislação está espcialmente preparada para punir os atletas, com julgamentos ocorrendo logo após o término da rodada e com punição previamente determinada para as infrações.

Infelizmente o futebol brasileiro ainda está muito longe de se ver livre da encheção de saco injusta do TJD. Ainda vamos ver muitos lances bobos recebendo penas pesadas e muitas pauladas criminosas passado despercebidas.

Na dúvida, o melhor parece ser recorrer a violência.

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Oasis – My Big Mouth(Live Heaton Park 04/06/09)

05/06/2009

O Oasis tocou ontem em Machester, no Heaton Park e teve uma série de problemas técnicos.

O show foi interrompido duas vezes(a segunda durou 45 minutos) e o tão esperado show épico “melhor que Knebworth” não rolou e terá que ficar para as próximas duas noites.

Mas nem tudo foi ruim. A banda tocou “Half The World Away”, “Live Forever”(que não tocaram durante toda a turnê”) e “My Big Mouth”.

E é exatamente essa obscura música do álbum “Be Here Now” que o Blog do Titan bota aqui pra gente curtir. Sensacional!

http://oasisnews.virgula.uol.com.br/

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Zico na Rede – Documentário

05/06/2009

No endereço http://www.ziconarede.com.br/documentario/trechos.php tem um trailer com trechos do vídeo.

No site, também é possível encomendar o vídeo para compar.

Espetacular!! Faz tempo que o Galinho merece um documentário.

Craque em talento e caráter, Zico foi um dos maiores artilheiros do Brasil, marcando 686 gols na carreira.

Zico não foi apenas o grande craque da história do Flamengo, mas um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos.

Enquanto não chega o documentário, fica aqui um vídeo do youtube com lances geniais do Galinho de Quintino:

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Livro – Anjos Brancos à Beira do Inferno, de John Carlin

05/06/2009

“Nunca até então um time de futebol tinha conseguido apresentar tal monopólio dos melhores atacantes do mundo. Nos cinco anos posteriores, Zidane, Ronaldo, Figo, Raúl e Roberto Carlos(o defensor mais ofensivo da história) tinham estado na seleção ideal de quase todos os apaixonados por futebol. David Beckham também aparecia na seleção de muitos(…) Em meados de março de 2004 ele[o Real Madrid] era líder do Campeonato, tinha acabado de eliminar o Bayern de Munique da Copa da Europa e chegara à final da Copa del Rey.”

Esses seriam os Anjos Brancos.

E a queda espetacular da equipe no restante da temporada de 2004, o Inferno.

Mais do que um supertime de futebol, o Real Madrid da Era Galácticos era a personificação do sonho de um amante do futebol arte, o então presidente da equipe Merengue Florentino Pérez.

Além de narrar a trajetória da equipe, Anjos Brancos mostra detalhadamente a visão do homem pro trás dos Galácticos. Toda a filosofia que levou ao montar da equipe está no livro, narrada em episódios marcantes(como quando Florentino descobriu, estarrecido, que nem todas as contratações feitas por um clube de futebol de fato se firmam na equipe principal) a relatos feitos diretamente ao autor.

Pra que gosta de futebol arte, é difícil não se identificar com a visão de Florentino Pérez. Empresário bem sucedido do ramo de construção, Pérez cresceu assistindo ao Real Madrid dos anos 50/60, com Puskas, Di Stefano, Gento, Del Sol e Kopa vencendo seis Copa dos Campeões da Europa, sendo as cinco primeiras seguidas.

Mais do que as vitórias, o que ficou na cabeça do jovem Florentino foi o futebol praticado pela equipe. Um futebol que só poderia ser praticado pelos melhores jogadores do mundo. Era mais do que apenas futebol bem jogado. Assistir a um jogo do Real Madrid daquela época era, nas palavras de Pérez, presenciar ilusión.

Ilusión é a palavra em espanhol similar a portuguesa “magia”. E foi atrás dessa magia que Florentino vislumbrou o projeto dos Galácticos: um time de futebol com os maiores craques do mundo, que desse show a cada partida e que estivesse acima da rigidez tática do futebol moderno.

“Este time não precisa de complicados esquemas táticos”

“Os outros times que se preocupem em defender. Contra nossos jogadores, vão precisar”

Galácticos e o Marketing Esportivo

O Real Madrid dos Galácticos foi um fenômeno do marketing esportivo. Mesmo que John Carlin não se aprofunde muito no assunto, o texto apresenta bastante informação sobre como o Real Madrid utilizou os jogadores-astros para passar o Manchester United e se tornar o clube de futebol mais rico do mundo.

O episódio da contratação de David Beckham, contado em detalhes no livro, é um dos melhores episódios da obra e um ótimo exemplo da filosofia de Florentino Pérez em relação a contratação de jogadores.

“Os jogadores mais caros do mundo, são os mais baratos”

Afinal de contas, se você paga, por exemplo, 68 milhões de euros pelo futebol de Kaká, você não tem apenas o jogador Kaká atuando pelo seu time, você tem a marca Kaká junto da marca Real Madrid gerando lucros muito acima do valor investido. Além de se tratar de um verdadeiro craque, que não resta dúvidas de que jogará muita bola dentro de campo, gerando ilusión, que gera ainda mais dinheiro.

Só na época da contratação de Beckham, o Real Madrid vendeu 4 milhões de camisas.

À beira do Inferno

O maior problema em ler Anjos Brancos é que antes mesmo de abrir o livro já sabemos que o Real Madrid não ganhou nada de importante na Era Galácticos.

É impossível ler o texto, que várias vezes cita a Seleção Brasileira de 1982 como sinômino de futebol arte, sem se animar com a equipe do Real enquanto esta criava a ilusión imaginada por Florentino Pérez e parecia mesmo que ia ganhar toda a Europa e o mundo.

Isso torna extremamente difícil a leitura dos capítulos onde os diversos fracassos da equipe são descritos. Cada erro, cada minúcia da derrota está lá, rico em detalhes, e não tem nada que se possa fazer a não ser e aceitar que aqueles episódios fazem parte do passado e que nada pode ser feito para que ocorram de forma diferente.

Anjos Brancos às vezes exagera no tratamento de alguns jogadores, descrevendo seu talento e habilidade por diversas vezes ao longo do livro, algumas beirando a  fantasia. Páginas e mais páginas são usadas para explicar ao leitor o futebol mágico dos Galácticos, como Figo e Raúl. Zidane mesmo, é elevado pelo autor a condição de semideus e alguém mais desavisado pode pensar que se trata do maior jogador que já pisou na Terra.

Muitos capítulos também estão lá dedicados ao inglês David Beckham, o jogador que mais simbolizou a Era dos Galácticos, descrito pelo autor não apenas como um grande jogador, mas também como uma grande pessoa que teria sentido mais que todos os outros a dor do fracasso da equipe.

Assim, estão lá todos os erros do Presidente Florentino Pérez, o fim melancólico do projeto e as vitórias que conseguiu, principalmente extra-campo.

Tomara que durante a nova passagem de Florentino Pérez ele demonstre ter aprendido com os erros do passado e consiga fazer do Real Madrid mais do que uma equipe de futebol. A chegada de Kaká tem tudo pra ser o que foi a chegada de Figo no passado, o marco zero de uma nova era futebolística. Uma era de verdadeira ilusión.

Pra encerrar, um vídeo que mostra um pouco da visão de Florentino sobre o futebol. Um tributo a magia dos Galácticos…

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Leão é o novo técnico do Sport

05/06/2009

Acaba de ser confirmado pelo SportNet, site oficial do Sport Recife.

O casamento perfeito:

Um técnico arrogante, mal-educado, que pensa que é top de linha no Brasil, assumindo um dos times cujos dirigentes são os mais arrogantes, mal-educados e que pensam que o próprio Sport é um time grande.

Emerson Leão, que em seus 22 anos de carreira ganhou 9 títulos, assume o clube que em toda a sua história venceu um título nacional, a Copa do Brasil de 2008.

Feito que, claro, passa longe da pequeneza do texto de apresentação do treinador.

Segundo a SportNet “…foi pelo Sport que o treinador conquistou o seu primeiro título brasileiro, em 1987. Esse título de 87 por sinal, também foi primeiro título nacional do Sport.”

E não fica por aí: “o técnico deverá reestrear no comando do time da Praça da Bandeira justamente diante do Flamengo (se o jurídico do Sport resolver a questão da suspensão do técnico), clube que perdeu o título brasileiro de 1987 por WO para o Sport do próprio Leão.

Uma fanfarronice desnecessária, manobra típica de time pequeno.

Típica de Guilherme Beltrão, o espalhafatoso vice-presidente do Sport que o público cansou de ver vomitando bobagens sobre o time do Palmeiras em suas esdrúxulas entrevistas sobre os jogos da Libertadores da América, em que o gigante Sport foi eliminado dentro de casa.

Só faltou ao texto super informativo do site esclarecer ao visitante que Leão está aceitando o cargo apenas para quitar uma dívida que o Sport tem até hoje com este profissional e que a contratação veio em forma de desespero, após as negativas de Ney Franco, Silas e Vagner Mancini a diretoria do Leão.

Isso, claro, sem contar outros técnicos sondados que tiveram o cuidado de não se identificar.

Cada time tem o comandante que merece.

Haja energético.

http://www.sportnet.com.br/noticias/futebol/1128/LEAO+ESTA+DE+VOLTA+A+ILHA+DO+RETIRO.html