Archive for 9 de junho de 2009

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O Imperador do Flamengo – a folga de terça-feira

09/06/2009

Os jornais e sites de notícia repercutiram aos quatro ventos a falta de treino aos treinos dessa terça-feira.

A chamada do site globo.com diz que “Adriano não vai aos treinos do Fla e é visto na praia”.

Isso, meu caro amigo leitor do Blog do Titan, é uma manobra das mais baixas para denegrir a imagem do atleta e do Clube de Regatas do Flamengo.

A própria reportagem explica que Adriano não faltou ao treino, mas sim recebeu a terça-feira de folga para comparecer a uma audiência judicial na Vara da Família.

Da mesma forma como explica que o jogador foi visto num quiosque às 8h30 da manhã tomando uma água de côco.

Algo bem diferente de Adriano estar durante a parte da tarde, vagabundeando na areia da praia.

É patético que um site ligado ao gigante das comunicações precise recorrer a uma chamada tão apelativa para a matéria.

O sensacionalismo usado pela Globo é apenas um triste retrato do dia a dia de quem busca notícias pela internet.

É uma pena que as vendas de jornal estejam caindo, porque num mundo onde a informação vem de “jornalistas” virtuais como Cahê Mota – esse que escreveu essa história de Adriano – a credibilidade de um informativo impresso é item raro.

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Barcelona quer Mascherano

09/06/2009

O Barcelona pretende tirar Javier Mascherano do Liverpool por 20 milhões de libras.

De acordo com o tablóide inglês The Sun, o Liverpool precisa do dinheiro desesperadamente, já que na última temporada estima-se que tenha sofrido perdas de 45 milhões de libras.

Isso deve facilitar a ida de Mascherano ao atual Campeão Europeu.

E também criar problemas para o técnico Rafa Benítez, já que Xabi Alonso deve se transferir para o Real Madrid, num negócio de 24 milhões de libras.

O técnico do Barcelona Pep Gaurdiola sempre foi um admirador do futebol de Mascherano. Além disso, o Barça perderá Yaya Toure Seydou Keita por dois meses, durante a disputa da Copa da África, e precisa de peças de repoisção.

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Chelsea pode pagar 30 milhões de libras por Alexandre Pato

09/06/2009

Depois de Kaká, pode ser Alexandre Pato o próximo brasileiro a deixar o Milan.

Carlo Ancelotti revelou ao tablóide inglês The Sun interesse em contar com o jogador na próxima temporada.

O Milan parece ter interesse na venda do atacante, estimado em 30 milhões de libras, para amenizar suas dívidas milionárias.

Pato afirmou que pretende conversar com Ancelotti sobre a negociação, mas adiantou que primeiro vai esperar pelo fim da Copa das Confederações.

“No final de junho eu vou me encontrar com dirigentes do Milan para decidir meu futuro. Mas antes, vou falar com Ancelotti. Ele é um homem extraordinário”

Alexandre Pato deve ser o titular do Brasil na partida de quarta-feira contra o Paraguai.

Bem que o Florentino Perez podia atravessar esse negócio e levar o Pato pro Real…

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Pai Bitan de Bitoneroxalá

09/06/2009
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O poderoso Pai Bitan

Eu fui perguntado por buitas pessoas sobre o resultado do jogo entre Corinthians e Interdaciodal. Isso foi o que me disseram os espíritos e seres que contam as coisas pro Pai Bitan:

– O jogo vai terbidar empatado

– A torcida do Corinthians vai perder a paciência com Rodaldo pela pribeira vez

– Felipe vai fazer uba grande defesa

– Cristian vai dar porrada em D’Alessandro

– O Inter vai botar a bão da taça

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Bitan recomenda: Gauntlet – Nintendo

09/06/2009

Todos aqueles que se consideram fãs videogame e já tem cerca de 25-30 anos têm boas lembranças referentes a algum grande jogo do passado, de algum daqueles consoles arcaicos das décadas de 80/90 como Atari, Nintendinho, Master…na nossa cabeça ficam as memórias de um jogo emocionante, de desafios impossíveis, gráficos fantásticos e muito divertido.

Os anos vão passando, os videogames vão melhorando, mas a gente nunca esquece daquele jogo tão jóia que há tantos anos a gente jogou e que era o maior barato, dava medo, fazia a gente rir…ainda mais que naquela época ainda não tinha internet, então pra passar de fase ou pegar dica não era só digitar o nome do jogo no Google, tinha que ir na raça mesmo. Ou então torcer pra alguma revista de videogame fazer uma reportagem mostrando como acabar o jogo.

Dentre dezenas de jogos que movimentaram o passado aqui do Blog do Titan, sem dúvida o mais marcante foi Gauntlet, do Nintendo. E por Nintendo eu digo Nintendinho mesmo, aquele videogame de 8 bits cheio de roxos, cinzas e cor pastel.

No distante ano de 1990, não era comum uma criança ter mais de um videogame. A gente pedia pros pais e eles se matavam pra comprar o videogame do momento, que a gente jogava até ficar ultrapassado e aí pedia o novo. As revistas de videogame só iam entrar definitivamente no mercado no ano seguinte, então quando tu comprava um videogame novo não tinha como saber muito sobre os jogos disponíveis.

Naquele ano, a gente estava fazendo a transição do Atari para um videogame mais avançado. O Atari já tinha dado tudo o que tinha que dar e os novos consoles eram muito melhores. Existiam duas opções: o Master System da Sega, que era O videogame da época, o melhor e o Phantom System, que era apenas o Nes(Nintendinho 8 bits) com outro nome. Aliás, era muito comum a galera ter videogames de nomes diferentes e na verdade ser apenas o Nes com outro nome.

O que eu e o meu irmão queríamos era o Master System, mas ainda ia demorar um pouco pra gente ganhar. Nesse meio tempo, apareceu lá em casa um amigo do meu pai que vinha aqui pra Blumenau a trabalho e passava uns dias hospedado conosco. Ele queria vender um videogame e perguntou pro meu pai se ele não estaria interessado em comprar. Era um Phantom System. Devia ter lá uns cinco jogos. E ele deixou o videogame conosco, pra testar.

Eu lembro que a gente ficou acordado até bem tarde no primeiro dia só esperando meu pai chegar pra instalar o videogame pra gente. Em 1990 a gente tinha oito anos e nem imaginava como fazia pra instalar.

Não sei dizer ao certo quais jogos tinha ali pra gente jogar. A única coisa que eu me lembro é de botar ali um jogo que a gente nunca tinha visto igual. E era exatamente Gauntlet. Nunca mais a gente ia esquecer desse nome.

O jogo era emocionante como nenhum outro havia sido. Pra começar, tu tinha que escolher entre quatro personagens, o que não era muito comum pros jogos da época. Além disso, a temática do jogo era muito atraente: não era aquela coisa boba e certinha, tinha uma música medieval, diferente, soturna… a ação se passava em labirintos dificílimos e cheios de monstros e os personagens tinham habilidades diferentes.

Aí quando tu ia escolher os personagens, aparecia desenho deles bem grande. O Bárbaro era mais forte, mas era lento. O Mago era poderoso, mas era mais fraco. O Elfo era mais rápido que todos os outros e a mulherzinha Valquíria tinha o equilíbrio das habilidades.

Eu e o meu irmão, jogando um jogo juntos, de modo cooperativo, cada um com personagem diferente, de características diferentes, marcou muito. Era legal demais. Era como se fosse uma verdadeira aventura. Eu era o Mago, ele era o Elfo.

Porra, começava o jogo e tu tava enfiado em labirintos e tinha que ir achando a saída. Era muito difícil porque não tinha nenhum tipo de indicação, era a primeira vez que a gente via alguma coisa daquele tipo. Aí tu ia jogando, vinha bicho diferente, tinha passagem secreta, tinha a Morte, tinha tu quase conseguindo sair e morrendo, aí tu conseguia achar a saída na cagada…naquela época jogos estilo RPG – e o próprio Gauntlet – não eram manjados como nos dias de hoje, então imagina o que é pra um piá de oito anos jogar um jogo desses. Era muito do caralho!

E como era divertido! Jogar Gauntlet tarde da noite com o meu irmão sem dúvida foi um dos melhores momentos que eu já passei com videogame na vida.

Mas não durou muito.

Acabou que meu pai não compro o Phantom System do amigo dele e a gente acabou ganhando o Master um tempo depois. E não tinha Gauntlet nenhum pra gente fazer a festa.

Pensando bem, uma das coisas que ajudou a mitificar tanto esse jogo pra nós, é que durou pouco. Não jogamos o suficiente pra acabar o jogo ou pra enjoar. A gente jogou apenas pelo período de tempo necessário pra recém acabar a excitação de ter conhecido uma coisa nova e muito legal, por isso a lembrança ficou tão forte, por isso a gente sempre botou Gauntlet no pedestal como um dos melhores jogos que a gente já tinha jogado.

A minha história de Gauntlet, entretanto, não terminou ali.

Quase dez anos depois, em 1999, quando eu já estava no Terceirão, eu e o meu amigo Gonçalo sempre fugíamos do colégio na aula de religião – numa manobra ousada que as gerações posteriores não tem culhão pra repetir – pra ir pro shopping jogar fliperama. A gente acabava jogando muito Gauntlet, já que tinha uma versão toda fodona e cheia de gráficos bem feitos.

Claro que não era a mesma magia da época de guri, mas dentro do contexto da época – já marmanjo, pulando os muros da escola, cabulando aula – também dá pra dizer que Gauntlet marcou mais uma vez um capítulo importante da minha vida.

Eis que, uma década depois, passo no camelô pra comprar um transformador pro PS2(meu irmão tinha esquecido em casa e a gente tava na praia) acabo comprando um CD que tinha jogos de todos os consoles antigos, como Mega, Master, Super e Nintendinho.

Um dia resolvi fuçar os títulos disponíveis pra Nes e lembrei do Gauntlet. Tinha alguns lá(inclusive Gauntlet II, uma bela bosta) e logo vi que entre eles estava o original.

Aí não teve jeito: mas uma vez eu virei o Mago e junto com o Elfo decidimos acabar aquela merda!! Toda semana a gente entra de novo nos labirintos e tenta, na raça, sem ajuda de internet nem nada, achar a saída e aqueles negócios, Orb sei-lá-o-que que tem que pegar nas fases com “?” do bicho de cara-vermelha.

Pra nossa surpresa, o jogo é mesmo muito legal, mesmo que seja simples e feio. E porra, é foda pra caralho. Tem parte que tu simplesmente empaca, às vezes até literalmente, já que o jogo é meio malfeito e, jogando em dois, tem muito corredor que vai passar os dois ao mesmo tempo e acabam presos.

Pra jogar Gauntlet hoje é muito fácil, basta comprar o mesmo CD de Play 2 com os jogos da Era do Passado ou, mais fácil ainda, baixar o emulador.

Bitan recomenda, porque é realmente muito legal. O negócio é perder o preconceito com os videogames do passado e encarar o desafio. De preferência em dois, que é bem mais jóia.

Vou deixar aqui um link pra uma página que contém as tabs da música de abertura do jogo, que é muito jóia. Lá da pra baixar também:

http://devilsmurf.com/gauntlet/

E pra quem não conhece o jogo e não quer baixar a música, deixo aqui um vídeo mostrando como é o jogo, em que toca todas as músicas: