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Bitan recomenda: Gauntlet – Nintendo

09/06/2009

Todos aqueles que se consideram fãs videogame e já tem cerca de 25-30 anos têm boas lembranças referentes a algum grande jogo do passado, de algum daqueles consoles arcaicos das décadas de 80/90 como Atari, Nintendinho, Master…na nossa cabeça ficam as memórias de um jogo emocionante, de desafios impossíveis, gráficos fantásticos e muito divertido.

Os anos vão passando, os videogames vão melhorando, mas a gente nunca esquece daquele jogo tão jóia que há tantos anos a gente jogou e que era o maior barato, dava medo, fazia a gente rir…ainda mais que naquela época ainda não tinha internet, então pra passar de fase ou pegar dica não era só digitar o nome do jogo no Google, tinha que ir na raça mesmo. Ou então torcer pra alguma revista de videogame fazer uma reportagem mostrando como acabar o jogo.

Dentre dezenas de jogos que movimentaram o passado aqui do Blog do Titan, sem dúvida o mais marcante foi Gauntlet, do Nintendo. E por Nintendo eu digo Nintendinho mesmo, aquele videogame de 8 bits cheio de roxos, cinzas e cor pastel.

No distante ano de 1990, não era comum uma criança ter mais de um videogame. A gente pedia pros pais e eles se matavam pra comprar o videogame do momento, que a gente jogava até ficar ultrapassado e aí pedia o novo. As revistas de videogame só iam entrar definitivamente no mercado no ano seguinte, então quando tu comprava um videogame novo não tinha como saber muito sobre os jogos disponíveis.

Naquele ano, a gente estava fazendo a transição do Atari para um videogame mais avançado. O Atari já tinha dado tudo o que tinha que dar e os novos consoles eram muito melhores. Existiam duas opções: o Master System da Sega, que era O videogame da época, o melhor e o Phantom System, que era apenas o Nes(Nintendinho 8 bits) com outro nome. Aliás, era muito comum a galera ter videogames de nomes diferentes e na verdade ser apenas o Nes com outro nome.

O que eu e o meu irmão queríamos era o Master System, mas ainda ia demorar um pouco pra gente ganhar. Nesse meio tempo, apareceu lá em casa um amigo do meu pai que vinha aqui pra Blumenau a trabalho e passava uns dias hospedado conosco. Ele queria vender um videogame e perguntou pro meu pai se ele não estaria interessado em comprar. Era um Phantom System. Devia ter lá uns cinco jogos. E ele deixou o videogame conosco, pra testar.

Eu lembro que a gente ficou acordado até bem tarde no primeiro dia só esperando meu pai chegar pra instalar o videogame pra gente. Em 1990 a gente tinha oito anos e nem imaginava como fazia pra instalar.

Não sei dizer ao certo quais jogos tinha ali pra gente jogar. A única coisa que eu me lembro é de botar ali um jogo que a gente nunca tinha visto igual. E era exatamente Gauntlet. Nunca mais a gente ia esquecer desse nome.

O jogo era emocionante como nenhum outro havia sido. Pra começar, tu tinha que escolher entre quatro personagens, o que não era muito comum pros jogos da época. Além disso, a temática do jogo era muito atraente: não era aquela coisa boba e certinha, tinha uma música medieval, diferente, soturna… a ação se passava em labirintos dificílimos e cheios de monstros e os personagens tinham habilidades diferentes.

Aí quando tu ia escolher os personagens, aparecia desenho deles bem grande. O Bárbaro era mais forte, mas era lento. O Mago era poderoso, mas era mais fraco. O Elfo era mais rápido que todos os outros e a mulherzinha Valquíria tinha o equilíbrio das habilidades.

Eu e o meu irmão, jogando um jogo juntos, de modo cooperativo, cada um com personagem diferente, de características diferentes, marcou muito. Era legal demais. Era como se fosse uma verdadeira aventura. Eu era o Mago, ele era o Elfo.

Porra, começava o jogo e tu tava enfiado em labirintos e tinha que ir achando a saída. Era muito difícil porque não tinha nenhum tipo de indicação, era a primeira vez que a gente via alguma coisa daquele tipo. Aí tu ia jogando, vinha bicho diferente, tinha passagem secreta, tinha a Morte, tinha tu quase conseguindo sair e morrendo, aí tu conseguia achar a saída na cagada…naquela época jogos estilo RPG – e o próprio Gauntlet – não eram manjados como nos dias de hoje, então imagina o que é pra um piá de oito anos jogar um jogo desses. Era muito do caralho!

E como era divertido! Jogar Gauntlet tarde da noite com o meu irmão sem dúvida foi um dos melhores momentos que eu já passei com videogame na vida.

Mas não durou muito.

Acabou que meu pai não compro o Phantom System do amigo dele e a gente acabou ganhando o Master um tempo depois. E não tinha Gauntlet nenhum pra gente fazer a festa.

Pensando bem, uma das coisas que ajudou a mitificar tanto esse jogo pra nós, é que durou pouco. Não jogamos o suficiente pra acabar o jogo ou pra enjoar. A gente jogou apenas pelo período de tempo necessário pra recém acabar a excitação de ter conhecido uma coisa nova e muito legal, por isso a lembrança ficou tão forte, por isso a gente sempre botou Gauntlet no pedestal como um dos melhores jogos que a gente já tinha jogado.

A minha história de Gauntlet, entretanto, não terminou ali.

Quase dez anos depois, em 1999, quando eu já estava no Terceirão, eu e o meu amigo Gonçalo sempre fugíamos do colégio na aula de religião – numa manobra ousada que as gerações posteriores não tem culhão pra repetir – pra ir pro shopping jogar fliperama. A gente acabava jogando muito Gauntlet, já que tinha uma versão toda fodona e cheia de gráficos bem feitos.

Claro que não era a mesma magia da época de guri, mas dentro do contexto da época – já marmanjo, pulando os muros da escola, cabulando aula – também dá pra dizer que Gauntlet marcou mais uma vez um capítulo importante da minha vida.

Eis que, uma década depois, passo no camelô pra comprar um transformador pro PS2(meu irmão tinha esquecido em casa e a gente tava na praia) acabo comprando um CD que tinha jogos de todos os consoles antigos, como Mega, Master, Super e Nintendinho.

Um dia resolvi fuçar os títulos disponíveis pra Nes e lembrei do Gauntlet. Tinha alguns lá(inclusive Gauntlet II, uma bela bosta) e logo vi que entre eles estava o original.

Aí não teve jeito: mas uma vez eu virei o Mago e junto com o Elfo decidimos acabar aquela merda!! Toda semana a gente entra de novo nos labirintos e tenta, na raça, sem ajuda de internet nem nada, achar a saída e aqueles negócios, Orb sei-lá-o-que que tem que pegar nas fases com “?” do bicho de cara-vermelha.

Pra nossa surpresa, o jogo é mesmo muito legal, mesmo que seja simples e feio. E porra, é foda pra caralho. Tem parte que tu simplesmente empaca, às vezes até literalmente, já que o jogo é meio malfeito e, jogando em dois, tem muito corredor que vai passar os dois ao mesmo tempo e acabam presos.

Pra jogar Gauntlet hoje é muito fácil, basta comprar o mesmo CD de Play 2 com os jogos da Era do Passado ou, mais fácil ainda, baixar o emulador.

Bitan recomenda, porque é realmente muito legal. O negócio é perder o preconceito com os videogames do passado e encarar o desafio. De preferência em dois, que é bem mais jóia.

Vou deixar aqui um link pra uma página que contém as tabs da música de abertura do jogo, que é muito jóia. Lá da pra baixar também:

http://devilsmurf.com/gauntlet/

E pra quem não conhece o jogo e não quer baixar a música, deixo aqui um vídeo mostrando como é o jogo, em que toca todas as músicas:

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7 comentários

  1. Cara, como foi épica aquela época do Phantom lá em casa com o Gauntlet. Lembro exatamente como era perceber que já eram quase 17h45 e logo a gente estaria jogando de novo. Pô, muito legal… :,(

    Uma pena que existam Judas em pele de Bitan. Uma pena…


    • Não lembro dessa da 17h45…


  2. Da aula, pô. A gente estudava à tarde e a aula acabava às 17h45. Sério que tu não lembra de ficar contando os minutos pra jogar Gauntlet? Pô, eu ia felizaço pra casa.


  3. joguei gauntlet demais , cheguei a ultima fase depois de meses jogando todo dia a noite com meu irmao mais velho, só que quando chegamos la na ultima fase, não tínhamos todas as interrrogações, ou alguma oisa assim que vamos passndo em todos os castelos. Eu gostara de saber se tem como jogar gauntlet pela net, eu nao tenho mais o meu phanton.

    Obrigado galera.

    Rodrigo

    Fernando Silva: Se dá pra jogar na net não sei, mas tu pode baixar algum emulador de nintendo e depois procurar o ROM de Gauntlet. Eu jogo no Play 2, comprei um DVD que vem milhares de jogos de mega, super, atari e nintendinho e tem Gauntlet. Puta que jogo foda!!


  4. Cara… tenho 29 anos e jogar Gauntlet foi simplesmente a melhor fase da minha infância…rs
    Lembro q juntava eu, meu irmão e meus primos! Todos loucos pro outro perder pra fazer uma nova dupla na incansável luta de tentar terminar esse jogo (nunca conseguimos zerar!)
    Sem dúvida… um dos melhores jogos que já joguei!!
    Abração!!! 😉


  5. Existe uma versão desse jogo para PS2?


  6. cara tem como jogar esse jogo no ps2?

    eu ja tive (tenho) um phanton system, e lembro desse jogo, tenho 23 anos. era bem guri na epoca… nao lembrava do nome, mas a musica o labirinto, nostalgia total!!! me add msn: laerciocardeal@hotmail.com



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