Archive for 27 de julho de 2009

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Tá com medo?

27/07/2009

A maioria dos torcedores flamenguistas já tinha profetizado.

“Ronaldo vai inventar alguma desculpa pra não jogar no Maracanã”

Não deu outra.

Pra escapar da humilhação de ser hostilizado pela Nação Rubro-Negra, Ronaldo se jogou no chão em cima do braço, simulando a fratura.

Teria sido mais digno forçar uma expulsão, um terceiro cartão amarelo. Pelo menos assim, ainda arrumou um mês de férias.

Nenhum flamenguista engoliu a cena. Ano passado vimos o que é um jogador quebrar o braço de verdade, quando Diego Tardelli teve uma lesão cinematográfica e ficou meses longe dos gramados.

Ronaldo não vai nem pisar no Maracanã. Sabe que tem uma festa toda preparada pra ele.

Faixas, travestis, músicas… tudo pra lembrar do vexame que passou com duas “garotas” de programa num motel barato no ano passado.

O jogador Souza, que se dá muito bem com as organizadas do Flamengo, tentou em vão pedir aos líderes de torcida que não façam a festa pra Ronaldo.

Infelizmente a estrela principal não poderá comparecer.

Mas podem ter certeza, mesmo ausente, será homenageada.

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Sérgio Guedes é o novo técnico do Flamengo

27/07/2009

O Flamengo tem novo treinador.

Sérgio Guedes, aquele que vinha fazendo um bom trabalho no Santo André, acertou com o Mengão.

Não gostei. Preferia que o Andrade fosse efetivado. Poderia ser um Carlinhos do século XXI.

Além do mais, não entendo por que o Flamengo vive de apostas pra comandar a equipe.

Primeiro foi com Ney Franco, num esquema comandado pro Kléber Leite que levou não apenas o técnico, mas vários jogadores do Ipatinga ao rubro-negro.

Quando Ney fracassou, quem assumiu a equipe foi Joel Santana. Tarimbado e experiente, levou o Flamengo a espetacular 3a posição, melhor colocação desde o penta, em 92. Depois que Joel saiu, mais uma aposta: Caio Jr.

O time conseguiu uma boa posição, o quinto lugar, mas ficou aquém do esperado pelo elenco que dispunha para trabalhar. Tá certo que certos negócios de Kléber Leite fizeram atrasar os salários e prejudicaram o desempenho do time, mas é fato que o time não decolou.

Depois veio o Cuca, mais experiente e com belos trabalhos no currículo. O time venceu o Pentatri estadual e teve bom aproveitamento, mas vinha jogando muito mal e claramente os jogadores tentavam derrubá-lo. Conseguiram. Mas isso não é importante.

O que é importante e deve ser levado em conta é: o que o Flamengo ganhou nos últimos anos com técnicos exprientes x o que o Flamengo ganhou nos últimos anos com técnicos “promessa”.  Tem que pegar essas informações e botar na balança, como eu fiz aqui, antes de sair contratando. Mesmo sem muitos dados, acho que já deu pra perceber que o Flamengo de hoje funciona melhor com um técnico mais experiente, com voz de comando.

Não sou corneteiro, sou até bem otimista. Por isso, não vou ficar falando do Sérgio Guedes como se fosse uma perua irritada com o marido por não ter comprado roupa de grife. O resultado vale mais que a marca do treinador. Se ele vier através das mãos menos onerosas de um técnico novo, melhor. Mas terão que surgir.

O último domingo foi importante demais para as pretensões do time no campeonato. Teremos eleições pela frente, muita turbulência e ambiente ruim. Não conheço o trabalho de Sérgio Guedes muito detalhadamente. Mas é melhor que ele saiba como apagar incêndios e blindar jogadores, senão terá o mesmo destino infeliz de Ney Fraco, Caio Jr. e Cuca.

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Top 10 Mecernários do futebol

27/07/2009

O The Sun tomou gosto por Top 10.

Depois de fazer o Top 10 Piores Contratações do Manchester United, bolou uma listinha de mercenários do futebol.

Muito boa a idéia, principalmente se levarmos em conta que o bom mocismo da imprensa brasileira impede uma listagem doméstica(embora seja muito fácil imaginar a Placar criando também seu Top 10).

Importante avisar o leitor que os padrões de mercenário dos ingleses são um pouco diferentes dos nossos. Não dizem respeito apenas ao grau de trairagem do jogador, mas também a quanto ele embolsou por contratos ou quanto o clube gastou para contratá-lo.

Dessa forma, a lista do The Sun fica um pouco fajuta aos olhos do brasileiro, mas tem lá seu grau de interesse.

10. Pascal Chimbonda

Um bom exemplo do jogador mercenário no sentido mais limpo da palavra: depois de seis meses, de um contrato de quatro anos, ele fez um pedido de transferência a diretoria do Wigan, clube pelo qual atuava, após uma derrota de 4 a 2 para o Arsenal no último dia da temporada 2005-06.

Como resposta, teve que ficar esquentando banco entre os reservas até agosto de 2006, quando foi negociado por £4,5 milhões com o Tottenham, no última dia de prazo para transferências.

Em seguida foi para o Sunderland, onde disse ter como meta levar o time ao título “num período de cinco anos”.

Mas veja só: a promessa nunca se concretizou, pois em agosto Chimbonda estava de volta ao Tottenham. Tudo pelo melhor acordo…

9. Winston Bogarde

Deve ser algum recorde: Winston recebeu £8,3 milhões por um contrato de quatro anos e foi titular em apenas quatro partidas.

Por qualquer ângulo que se olhe, era um emprego de £40 mil por semana.

E Winston era leal – mesmo quando o clube fazia de tudo para mandá-lo embora, ele persistia agarrado ao Chelsea, querendo ficar de todas as formas, chegando inclusive a treinar com a equipe de juniores.

A razão para tanto empenho era simples: ele sabia que ninguém mais pagaria tanto dinheiro por sua presença no elenco.

8. Sol Campbell

Para os torcedores do Tottenham, Campbell ainda é mais conhecido como “Judas”.

Os pecados são os velhos conhecidos dos torcedores de futebol: após jurar que ficaria no Tottenham e que nunca jogaria no Arsenal, Campbell fez exatamente isso: se transferiu para o rival.

A raiva da torcida aumentou ainda mais quando ele conquistou o título do Campeonato Inglês e da FA Cup em sua primeira temporada no Arsenal.

Pra deixar tudo ainda pior, a ida de Campbell para os rivais não rendeu um trocado sequer ao Tottenham, já que o Judas saiu de graça.

7. Nicolas Anelka

Sem dúvida um dos maiores beijadores de escudo do futebol europeu.

Basta ficar seis meses em acompanhar futebol europeu pra, quando tu jogar o novo Winning Eleven, achar Anelka atuando por uma equipe diferente em relação a do ano anterior.

Entre contratações e empréstimos por Anelka já foram gastos por seus clubes mais de £90 milhões. O recorde mundial.

Real Madrid, Paris St Germain, Liverpool, Manchester City, Fenerbahce, Bolton e finalmente o Chelsea – que deve estar comemorando o “casamento” mais longo do jogador com uma equipe.

Daqui a pouco os torcedores vão até começar a achar que ele realmente se importa com o time…

6. Pierre van Hooijdonk

Esse holandês de nome impronunciável – Petrus Ferdinandus Johannes van Hooijdonk – entra na lista por ter sido autor de uma célebre frase que representa bem o jogador mercenário:

“£7 mil por semana? Essa quantia é boa pros sem-teto, mas não pra mim”

Entretanto, é bom deixar claro que o ex-jogador do Celtics teve seus dias de ruína.

Quando jogava pelo Forest, entrou em greve para protestar contra a falta de ambição do time e um tempo depois perdeu £2 milhões para golpistas.

Tomara que não vire um sem-teto.

5. Carlos Tevez

Um belo exemplo de mercenário europeu bem ao estilo brasileiro.

Lembrando a transferência de Bebeto do Flamengo ao Vasco da Gama no final dos anos 80, Carlitos Tevez saiu do Manchester United – aonde possuía uma grande base de fãs – para jogar no ascendente rival Manchester City.

Os motivos de Bebeto e Tevez foram bem diferentes. Mas em comum ficam a indiferença do jogador em trocar de camisa como se fosse apenas uma peça de roupa e o rancor deixado para sempre no coração do torcedor.

Curiosamente, Tevez declarou que não iria jogar no Liverpool para não magoar o torcedor do United.

Quanta consideração…

4. Sven Goran Eriksson

Esse é da escola do Felipão.

Um caso clássico de mercenário brasileiro: perco o prestígio, mas encho os bolsos.

Assim como vários jogadores e técnicos que vão ao Oriente sumir do mundo futebolístico e fazer o pé de meia, o ex-técnico da Seleção Inglesa deixou a badalação de lado e foi feliz da vida pra Segunda Divisão.

Eriksson vai ganhar £5,480 por dia para ser Diretor de Futebol do Notts County.

Não que ele precise do dinheiro. Em um ano treinado o English Team, Sven embolsou £5 milhões. E ainda ganhou um aumento da Federação quando houve rumores de que estaria de saída para o Chelsea.

Tá vendo Felipão, nem precisa ir até o Uzbequistão pra ganhar tanta grana…

3. Luis Figo

Talvez o jogador-definição do mercenário.

Luis Figo trocou o Barcelona pelo Real Madrid. Um pecado frente a rivalidade mais global do futebol.

Diferente de jogadores como Ronaldo, que jogou também nos dois clubes, Figo saiu diretamente do Barça para o Real. E de nada adiantou a fé dos torcedores no ídolo português. “Ele nunca faria isso conosco”. Fez.

Pelo valor recorde de £30 milhões, Figo trocou o Camp Nou pelo Santiago Bernabeu em 2000. E nunca foi perdoado.

Um bom exemplo disso foi quando a torcida atirou uma cabeça de porco no jogador, em seu primeiro retorno à casa do Barça.

Mas talvez o episódio mais marcante tenha sido durante a final da Eurocopa de 2004, disputada entre Portugal e Grécia. Não apenas o time português surpeendentemente perdeu o título para os gregos, como Figo sofreu uma humilhção particular quando um torcedor paralisou a partida invadindo o campo e correndo pelo gramado, arremessando uma bandeira do Barcelona na cara de Figo antes de encerrar o trajeto dentro de um dos gols.

E o torcedor do Barcelona deve ter achado mais graça ainda quando Figo deixou o Real Madrid em 2005, se sentindo desprezado pelo clube e pelo novo treinador da equipe, Vanderlei Luxemburgo.

2. Ashley Cole

Ganhou o ódio mortal dos torcedores do Arsenal ao se transferir para o Chelsea.

Além de sair de graça, não deixando para seu ex-clube nem um dinheiro consolador, Cole ainda saiu reclamando que o Chelsea havia oferecido apenas £55 mil por semana ao invés de £60 mil.

Assinou com o Chelsea no dia final do prazo para inscrições em agosto de 2006.

E assim recebeu o carinhoso apelido de “Cashley”.

1. Emmanuel Adebayor

O primeiro lugar da lista de mercenários fica com Emmanuel Adebayor, recém contratado pelo Manchester City por £25 milhões.

Antes de se transferir, culpou os torcedores por sua saída do Arsenal após uma temporada apagada, cravando uma frase fundamental para sua colocação na lista: “não é culpa minha se Milan, Barcelona e Real Madrid queriam me contratar”

Então por que é que foi pro bem mais modesto Manchester City? Ah sim, £150 mil por semana…

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Mengão histórico

27/07/2009

O Flamengo completou 1000 jogos no Campeonato Brasileiro.

Venceu o Santos na Vila Belmiro em jogos oficiais pela primeira vez.

E, mais do que isso, fez brilhar o vermelho e o preto nesta alegre tarde de domingo, em que a equipe se firma com mais três pontos na disputa pelo topo da tabela.

A crise desenrolada ao longo da semana foi instantaneamente dizimada ante a vitória do Mengão.

O Flamengo levou o primeiro gol no segundo tempo. Parecia impossível empatar, que dirá virar. Mas a verdade é que em momento algum o time perdeu o controle ou deixou de jogar um belo futebol de visitante: calmo, exporando brechas da defesa, atacando.

E foi premiado com o belíssimo gol de Adriano, bem a seu estilo, em lindo chute de fora da área(veja o vídeo dos melhores momentos ao lado, na Bitan TV).

No final, com pinta mesmo de que podia fazer gol a qualquer hora, Pará faz contra em cruzamento do garoto Bruno Paulo.

Alguns torcedores de memória curta e de posicionamento político bem definido perguntavam quem seriam os culpados pelos fracassos do time após a saída de Cuca e Kléber Leite.

E quem são os culpados pelo sucesso da equipe?

O Flamengo é maior que Cuca e Kléber Leite. Maior que qualquer treinador e, principalmente, maior que qualquer dirigente.

Não será o fracasso de alguns ou a falta de profissionalismo de outros que tombará a estampa rubro-negra. A força do Flamengo é imortal. A torcidinha mesquinha de meia dúzia de oportunistas não levará o time ao fracasso. O Flamengo há de vencer, vencer, vencer.

O jogo de hoje foi o melhor exemplo de como adversidades podem ser superadas em prol do bem maior.

E em uma belíssima coincidência coube ao rubro-negro Andrade a oportunidade de homenagear nosso goleiro Zé Carlos, que aos 47 anos não conseguiu derrotar o câncer, embora tenha enfrentado a doença com a mesma garra que o fez ídolo da torcida rubro-negra e honrador de plantão do Manto Sagrado.

Um momento rubro-negro inesquecível que reproduzo aqui no blog, pra quem não viu.

Esse tem que ser o espírito para o jogo de quarta-feira contra o Atlético:

Longe de politicagens e mesquinharias. Rubro-negro acima de tudo.