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A maldição de Curitiba

03/09/2009

Vem ano, vai ano e é sempre a mesma ladainha: o Flamengo vai jogar em Curitiba e leva porrada.

Esse ano não foi diferente e o time passou por um vexame histórico diante do combalido time do Coritiba que, aliás, estava desfalcado da principal estrela. O torcedor rubro-negro já sabe: se o local do jogo for Curitiba, é melhor preparar o saco, porque lá vem aporrinhação e derrota.

O Flamengo parecia ter superado esse tabu na Libertadores de 2007, ao vencer o Paraná Clube por 1 a 0, gol de Renato, lá mesmo no Paraná. Ora, se o time consegue derrubar uma pedra no sapato como o Paraná na competição mais importante da América do Sul, então não existe mais perigo, finalmente estamos salvos! Mas…

E a história voltou a se repetir. Ano passado, na última rodada do Brasileirão, o Flamengo levou 5 a 3 exatamente do Atlético, lá na Baixada, e não entrou pra Libertadores 2009.

Levam-me a crer, os fatos, que o Flamengo nunca enfrentou o Atlético no Paraná. Nunca enfrentou o Paraná Clube ou o Coritiba. O que o Flamengo desafia nos campos de futebol, quando visitante do Sul, é a própria cidade do Curitiba, personificada nas diversas cores das agremiações que habitam seu distrito. Um amálgama de todas elas, talvez, com revezamentos sobre qual delas protagonizará a derrota rubro-negra diante da metrópole paranaense. Uma força maior.

Normalmente eu escreveria mais um texto pessimista, justificado pela mania irritante do Flamengo em entrar em campo fora de casa como mero figurante, especializado em levar lances e gols do adversário para as reportagens do Fantástico e do Globo Esporte. Mas, confesso, resta-me uma vaga esperança. Assisti ao jogo contra o Santo André e gostei do que vi. Pet brilhando, a defesa atuando de forma competente e o Mengão marcando três. Maldita esperança!

Não há, entretanto, motivo nem justificativa que altere a realidade: o Flamengo deve perder para o Atlético. Não importa se o time é recheado de pratas – o que particularmente me dá muito gosto – ou se o time do Atlético é inferior ao do Fla. Vem chumbo por aí. A maldita Curitiba vai aprontar de novo.

Resta ao Flamengo entrar em campo com alguma raça e vontade de vencer e ao torcedor acreditar, como sempre, embora com receio. Se a segunda-feira se revelar uma doce surpresa com o sabor inebriante de vitória, o Flamengo progride na tabela e passa a almejar a arrancada que nunca vem. Se perder, decepção, perigo de rebaixamento, mas nenhuma surpresa. É apenas Curitiba, ensinando mais uma vez aos flamenguistas com quantas letras se escreve “tabu” e porque ano após ano o Flamengo se mantém como apenas uma fração de sua real grandeza.

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