Archive for novembro \30\UTC 2009

h1

O campeão voltou

30/11/2009

A torcida do SPFC compareceu em peso.

Os dois telões do bar exibiriam Goiás x São Paulo.

Jogo do Flamengo, só nas televisões de plasma, bem menores e sem som. Ainda assim, o número de rubro-negros era maior. A eles, somavam-se alguns gatos pingados colorados e palmeirenses.

O Flamengo empatava com o Corinthians quando Washington abriu o placar no Serra Dourada. A torcida do São Paulo repetiu aquele mesmo canto manjado de sempre “o campeão voltou!”

E tinha voltado mesmo.

Foi muito difícil de não imaginar o São Paulo sendo campeão de novo.

Mas durou pouco tempo.

Vitor recebeu na área, cortou e acertou um golaço de canhota. O bar inteiro gritou e, segundos depois, ainda mais forte e com mais alegria, com o gol de Zé Roberto pelo Flamengo.

Essa sequência, a mistura perfeita de torcida, zuação e alegria, talvez tenha sido o melhor momento em 15 anos acompanhando o Flamengo.

Como foi bom zuar a bambizada. Quando o SPFC fez o segundo ainda tiveram forças pra mandar mais um “o campeão voltou”, mas depois do golaço de Léo Lima, o canto só voltou a ser repetido com ironia.

E agora o Flamengo é líder do Brasileirão.

Estarei no Maracanã presenciando esse momento histórico que espero desde 1994. Pela primeira vez no maior do mundo, torcendo como nunca na vida. Ensinando alguns acomodados como se deve cantar e empurrar o time durante 90 minutos.

E tenho que, mais uma vez, afirmar que o Flamengo não vai ser campeão brasileiro.

Não existe certeza da vitória, não tem hexa, não existe adversário entregando jogo.

O Flamengo precisa vencer o Grêmio, fazer aquilo que não fez contra o América, contra o Goiás, contra o Santo André.

Não me venham comemorar título antes do jogo.

Segunda que vem a gente conversa.

 

 

 

h1

Inversão de papéis

27/11/2009

É recomendável aos flamenguistas que esperam um resultado positivo diante do Corinthians no jogo de domingo, que fiquem de longe dos programas esportivos da TV.

A imprensa nacional, numa daquelas jogadas em que não se entende bem os motivos, vem apresentando ao espectador um panorama muito diferente da realidade.

Na Bandeirantes, na Globo e até mesmo na ESPN, o foco adotado pelas redações é de que o Corinthians vai decidir o campeonato, como o time vai se comportar, como a torcida do Corinthians vai reagir ao jogo, como jogará Ronaldo, as ambições de Mano Menezes.

Não engulam essa bobagem.

É o Flamengo que joga domingo para decidir o campeonato.

Quem está disputando o título? Quem tem o artilheiro da competição? Quem tem a melhor campanha do segundo turno? Quem tem o melhor jogador do campeonato?

O Corinthians ocupa a modesta 10a colocação, abandonou o Brasileirão faz tempo. Não é o protagonista desta história.

Se por acaso o time paulista arrancar pontos do rubro-negro, será como um coadjuvante ousado que resolveu se intrometer no caminho do ator principal.

Os veículos de comunicação tratam do jogo como se fosse o Corinthians o líder do campeonato, como se a vitória rubro-negra fosse um ingrato milagre que Ronaldo jamais poderia permitir.

Como se o Flamengo que derrotou Atlético-MG e Palmeiras fora de casa tivesse ainda que provar alguma coisa a alguém.

Não engulam essa bobagem.

O artilheiro do Brasileirão não é gordo, não é supervalorizado financeiramente. Ele veste vermelho e preto e defende, ao lado do melhor jogador do campeonato, a busca pelo título brasileiro. Vai ser a torcida do Flamengo, a quinta maior de São Paulo, a lotar o Brinco de Ouro.

Os jornais e televisões parecem ter acordado apenas agora, numa realidade alternativa, ignorando tudo o que aconteceu no campeonato nos últimos meses, subitamente depositando importância infundada no escrete corintiano.

É o Flamengo que joga para decidir o título.

E fica a sugestão aos flamenguistas, decidam não assistir mais reportagens sobre esse jogo.

Sua torcida é tudo o que o real panorama da partida exige.

h1

As 10 melhores imagens da semana

27/11/2009

h1

Trailer: remake japonês de “Sideways”

25/11/2009

????

Até que faz algum sentido… Hollywood desanda a refilmar filmes de ação e terror japonês e os japoneses contra-atacam refilmando uma, hã… dramédia sobre casamentos e vinhos.

Será que não faria mais sentido a personagem da Sandra Oh no primeiro filme ser representada por uma loira caucasiana no japonês?

 

 

h1

Beatles 3000

25/11/2009
h1

Confirmada a cara do novo Freddy Krueger

25/11/2009

 

Aquilo mesmo que já havíamos mostrado aqui no Blog do Titan acaba de ser confirmado pela empresa de brinquedos NECA: o remake de A Hora do Pesadelo vai ser uma merda.

Até onde eu sei, não se mostrou uma atividade muito lucrativa pegar um personagem muito conhecido e mudar a cara dele. Imagina botar orelhas pontudas no Mickey, ou nariz no Pato Donald. Bem, essa segunda seria mesmo muito engraçada… mas o que eu quero dizer é que quando tu mexe com uma base sólida de fãs, tu simplesmente não pode descaracterizar um personagem ou corre o risco de ninguém querer pagar pra ver o filme.

Segundo os produtores, o novo rosto de Freddy foi desenvolvido com base em pesquisas de como a cara de vítimas de incêndios ficava depois de queimados pela fogo, para dar uma “característica mais real” ao personagem.

Porque se tem uma coisa que é tudo a ver com um filme onde um bandido pedófilo e assassino morre num incêndio e volta do além para matar jovens através de seus sonhos, essa coisa é realidade.

Uma lástima.

Com essa cara de monstro de massinha mal trabalhado, não dá pra imaginar o Freddy sendo sarcástico ou sádico enquanto mata os jovens de Elm St. nos pesadelos. Quer dizer, não dá nem pra saber se essa coisa aí consegue sorrir, além de ser como uma tela em branco, que inspira terror zero.

Dá muito mais medo da versão dele em carne e osso. Ou mesmo da cara do Jackie Earle Haley, ator que interpreta o Freddy na nova versão, dono de uma carranca de responsa:

Bu!

 

h1

Amarelo rubro-negro

23/11/2009

Qual foi a grande novidade?

O Flamengo, diante de mais uma participação recorde de sua torcida, deixou de ganhar a partida mais fácil da arrancada do segundo turno e jogou no lixo a oportunidade de se tornar o líder do Campeonato Brasileiro.

Entre lembranças da década de 80 e o oba-oba de sempre, mantive minha postura realista e alertei para a memória de outra partida decisiva contra o Goiás: a do Brasileirão de 2008, quando o Flamengo fez 3 a 0, permitiu o empate e ficou de fora da Libertadores.

Pois aconteceu: mais uma vez, o time amarelou.

O Flamengo não merece ser campeão brasileiro. Não quer ser campeão e, enfim, não vai ser campeão brasileiro.

Seria mais fácil o elenco rubro-negro se reunir para entregar a taça ao time do Morumbi. Estes sim, vencedores. Não porque ganham todas as partidas, mas porque quando PRECISAM vencer pra assumir a ponta da tabela, o fazem sem problemas.

O Flamengo tem medo da vitória.

Não existe a vontade real de vencer, aquela que supera qualquer adversidade e consagra as equipes que realmente desejam os três pontos mais do que tudo.

Basta a chance chegar que o time engasga, pipoca, treme na base, fica nervoso. E, sem maior carimônia, o trabalho excelente dos últimos meses vai quase todo pelo ralo, simplesmente porque falta preparo para o time assumir o papel de protagonista. Papel que, diga-se, deveria representar com orgulho e propriedade.

O São Paulo vai atropelar o Goiás.

O Flamengo, com sorte, empata com o Corinthians.

A vaga na Libertadores será sim um belo presente ao grupo dono da melhor campanha do segundo turno. Mas um indigesto prêmio de consolação pra quem chegou tão perto de conquistar o Campeonato após 17 anos de uma longa espera.

Se não tiver um trabalho dentro do clube para mudar essa síndrome de perdedor, ano que vem será cenário de mais um vexame na competição sulamericana, como em 2007 e 2008.

Ou muda ou a diretoria que incorpore oficialmente o amarelo às cores oficiais do uniforme do Flamengo.