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BRUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUNOOOO!!!!

01/11/2009

É necessário que Nelson Rodrigues ressuscite para descrever o que aconteceu no Maracanã nesta tarde de sábado.

Bruno, o maldito, garantiu mais três pontos para o Flamengo.

Acima do gol do Imperador. Acima dos 80 mil rubro-negros que lotaram as arquibancadas. Bruno, Bruno, Bruno, meu deus…

Quantas vezes um goleiros já defendeu dois penaltis numa partida de futebol?

Lembro-me de Dida, despachando o São Paulo faz aproximadamente uma década.

Mas a beleza do Flamengo sempre brilha diferente.

Bruno é aquele amor que não se acomoda, um afronta ao torcedor que sempre espera um escorregão para achincalhar e execrar sua pessoa.

E sempre existe uma atuação, um ato de amor maior que a lógica que explica porque a relação permanece.

Existiram milhares, milhões de rubro-negros para dar o primeiro motivo para que o camisa azul não defenda mais o gol do Flamengo. Listem-se falhas, desaforos.

Ou, aos olhos dos apaixonados, demonstrações de raça, a típica fúria daqueles que exercem o ofício com mais apenas que lógica; daqueles que possuem coração.

Bruno começou como jovem revelação do Atlético-MG, clube que defendeu com brilhantismo na mocidade. Em transações de empresários, acabou no Rio de Janeiro, ídolo da maior massa do futebol mundial. Exagerado, destemperado, louco.

Bruno é o capitão do Flamengo.

E, entre falhas técnicas e desvios de caráter, é exatamente isso o que ele mais representa: o vermelho e o preto, a entrega de alma que justifica uma paixão.

Uma agremiação acostumada a grandeza, que esvaiu-se perante más administrações e aos trancos e barrancos busca recuperar o tamanho de outrora.

Genial? Absoluto? Bruno é um retrato do Flamengo. Não da equipe, com histórico recente irregular, mas da torcida. Essa por si só, uma aberração, que transoforma confrontos de pouco apelo comercial na festa mais linda do país.

Não importa a quantos anos o time não vença o Brasileiro, as chances contra, a maldição do acaso. É a Nação mais apaixonada do mundo contrariando a lógica e empurrando o time para o topo da tabela. Isso é Flamengo.

E o goleiro temperamental.

Que grita, xinga, falha e vibra como cada um de nós, rubro-negros.

Bruno tem a torcida que merece.

E o trabalho de suas mãos faz história, buscando a cada jogo, honrar a marca que carrega estampada na camisa.

40 milhões a frente da possibilidade, crédulos à paixão que se opõe à lógica.

E, arás deles, solitário, o goleiro.

O maldito, as falhas, a genialidade, a benção que defende o gol do Flamengo.

Bruno defendeu dos penaltis e o Flamengo venceu por 1 a 0.

Bruno defendeu dois penaltis!

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