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A final do “sem final”

06/11/2009

Os apaixonados pelo mata-mata costumam defender a utilização do sistema argumentando sobre a emoção que a final do Campeonato Brasileiro causava no coração dos torcedores.

Eis que na reta de chegada do Brasileirão 2009 teremos, mais ou menos, umas seis ou sete “finais” até o encerramento do torneio.

A mais eletrizante delas, sem dúvida nenhuma, parece ser a partida de domingo entre Atlético-MG e Flamengo, talvez a maior rivalidade interestadual do futebol brasileiro.

Os atleticanos tiveram as melhores formações de sua história na década de 80. E tiveram que ver, jogo após jogo, o esquadrão mineiro ser derrotado em seus melhores momentos exatamente pelo Flamengo, que teve justamente na década de 80 a melhor formação da história do futebol brasileiro.

Azar, sina ou consequência….

Criou-se a rivalidade, lapidada naqueles espetáculos oitentinos. E permanece até hoje, permanecerá para sempre, não importa se o Galo caiu para a Segunda Divisão ou se os tempos de glória do Flamengo ficaram pelo passado.

A Nação rubro-negra, dona daquela arrogância de quem é, de fato, a maior e melhor torcida de todo o planeta, consegue inclusive respeitar a apaixonada torcida do Atlético que, diferente de outros times, não vai ao estádio apenas pra ver troféu ser erguido. Está nas arquibancadas também uma fração do embate.

A verdadeira final do Campeonato Brasileiro de 2009.

O Flamengo passou pela principal pedra no caminho da retomada, o Palmeiras. Naquela ocasião, ainda havia alguma esperança, que rapidamente botou os pés à terra após a derrota fora de casa para o Barueri.

Digo e reafirmo sem pudor que o Flamengo não vai ser Campeão Brasileiro. E, com sinceridade, devo admitir que não consigo enxergar a equipe vencendo o Atlético Mineiro no jogo de domingo. Encontro conforto no pessimismo, sempre com uma ponta de esperança, mas essa final não acredito que o Mengão leva.

O objetivo continua sendo a disputa da Libertadores. Essa é só a primeira das decisões. Sim, podemos vencer e disputar o improvável título, mas nada, nem um Mineirão lotado pode tirar do torcedor rubro-negro o orgulho que este sente ao ver seu time ocupando a grandeza que é sua por direito.

Sem mala branca, sem esquema, sem favorecimento. Raça, amor e paixão.

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