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Qual Flamengo?

13/11/2009

Na teoria, a tarefa do Flamengo no domingo é coisa simples.

Enfrentar o 19o colocado do campeonato.

Basta olhar de perto para ver que é muito, muito mais complicado que isso.

O Náutico luta com todas as forças para não ser rebaixado. Não existe segredo quanto a postura do time: ir pra cima do Flamengo e vencer a partida de qualquer forma.

Para isso, como de costume, o time de Recife conta com suas famosas armas extra campo.

A torcida vai infernizar a delegação rubro-negra, que desde o desembarque já terá que se preocupar com agressões ao time. Foguetório em frente ao hotel, ligações para o quarto do técnico e jogadores são itens básico no manual local de como receber equipes visitantes.

No estádio, possivelmente objetos serão arremessados em campo, gandulas farão a reposição de bolas sem a menor pressa e nem a PM local, conivente com essas babaquices, merece confiança.

Atitudes compatíveis com o tamanho do Náutico e com a posição que ocupa na tabela.

Mas com isso, o torcedor rubro-negro nem se preocupa.

O que aflige cada torcedor, até aquele corneteiro mais otimista, é a dúvida: qual Flamengo entrará em campo?

Aquele a prova de falhas que derrotou Palmeiras e Atlético ou o bando sem vontade que apanhou de Sport, Coritiba e Avaí?

O Flamengo foi uma das maiores mães dos times pequenos nesse campeonato.

Contra eles, fora de casa, parecia que o objetivo da viagem era ser o visitante ideal e entregar de presente os três pontos, sempre através de surras vergonhosas.

O técnico mudou, a postura mudou, o time melhorou. E, apático, foi derrotado com superioridade pelo Barueri.

Não é o caso de humildade, pés no chão, bla bla bla: se o time não entrar nos Aflitos com sangue nos olhos, esquece, vai perder o jogo.

A Timbuzada vai vir com tudo pra cima do Flamengo, bem naquele repertório que a gente infelizmente conhece tão bem: correndo muito, atacando a todo instante sem o menor respeito e sempre buscando o gol.

Se ficar com esse negócio de “calma, calma, vamos parar a bola, pensar…” e recuar o Adriano, de novo esquece, vem derrota.

Para equipes do tamanho do Náutico, o campeonato não existe numa partida como essas. Não importa se o time vai ser rebaixado ou não. O que vale, o que eles vão lembrar pra sempre, é que ganharam do Flamengo. E isso eles já estão tentando fazer antes mesmo do jogo.

Reclamaram junto à CBF da mudança de horário. Entendem que seria muito mais vantajoso jogar mais cedo por causa do calor, pois a temperatura alta seria uma arma a mais para a equipe do Náutico – claro, afinal de contas o Rio de Janeiro é famoso por ser uma das terras mais frias do país… olha a que ponto chega a cretinice dos caras.

É o que a catimba nordestina tem de pior; fatores extra campo levados para dentro do gramado como se fossem realmente parte do jogo, parte do desespero e vontade de vencer. Foguetório, PM, calor, aquele chiqueiro esburacado que ousam chamar de estádio. O Flamengo vai ter que passar por cima de tudo isso.

Mas só consegue se quiser ganhar. Não adianta ter o artilheiro, o melhor jogador do campeonato. Sem muita vontade de vencer não vai chegar a vitória e a sonhada vaga na Libertadores.

E os espetáculos contra Palmeiras e Atlético se tornarão apenas boas lembranças, porém insignificantes para o Flamengo que jogou o melhor futebol do país em 2009.

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