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“Justiça” Desportiva brasileira

13/01/2010

Não se engane com nomenclaturas.

A Justiça Desportiva Brasileira, representada pelo STJD, não é justa nem preza pela desportividade. Mas cumpre com louvor a tarefa de ser brasileira, com suas decisões sem lógica e manobras estapafúrdias que punem e absolvem sem critério. Além, claro, de entruncar torneios e irritar torcedores, principais consumidores do maior esporte do mundo.

No ano de 2009, dois episódios foram muito falados ao final dos estaduais de SP e Rio de Janeiro: a bronca de Juan em Maicossuel e a agressão física de Diego Souza em Domingos.

No primeiro caso, Juan do Flamengo leva um drible, comete uma falta(punido corretamente com cartão amarelo) e em seguida leva o dedo ao rosto do jogador Maicossuel, do Botafogo, caído no chão. Juan gritou pedindo ao adversário que respeitasse o Flamengo.

No segundo, Diego Souza do Palmeiras se desentende com Domingos do Santos em campo e ambos são expulsos. Diego Souza empurra Domingos, que cai no chão. O jogo para e a confusão começa. Jogadores do Palmeiras tentam segurar Diego Souza, que tenta brigar com jogadores do Santos. Quando já está fora de campo, Diego Souza chuta uma placa, volta para dentro de campo e passa uma rasteira em Domingos, que cai sentado no chão.

Como a Justiça puniu os dois?

Juan: cartão amarelo + bronca = 10 jogos de suspensão no Campeonato Carioca de 2010.

Diego Souza: cartão vermelho + empurrão + confusão e briga + rasteira = 10 jogos de suspensão no Campeonato Paulista de 2010. Entretanto, o Palmeiras conseguiu reverter a decisão e trocou os dez jogos de suspensão pela distribuição de 100 cestas básicas.

O flamenguista Juan desfalcará sua equipe nas dez primeiras rodadas, enquanto Diego Souza estará livre para agredir quem quiser desde o início do Paulistão.

Confira os dois lances:

Juan

Diego Souza

Aos olhos da Justiça Desportiva Brasileira, é mais grave gritar com uma pessoa que agredi-la fisicamente, é mais grave levar um cartão amarelo que um cartão vermelho, é mais grave fazer uma falta que parar o jogo para brigar, é mais grave disputar uma partida de futebol que transformar o gramado num campo de batalha.

Infelizmente os buracos de nossa legislação permitem que manobras jurídicas passem por cima da razão e do bom senso, transformando o esporte em circo e eu, você e todos os torcedores brasileiros, em palhaços.

Sugiro ao amigo leitor que estude para se tornar jurista.

Paga melhor que ser comediante e gera piadas melhores.

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