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A despedida de Marcelinho Carioca

14/01/2010


O primeiro jogo do Corinthians em 2010 foi também o último de Marcelinho Carioca como jogador de futebol.

Um dos maiores craques da história do clube paulista, Marcelinho prometia no mínimo uma tarde de diversão ao atuar no meio-campo do time, ainda sem reforços como Roberto Carlos, Danilo, Tcheco e Iarley. E sem Ronaldo.

O legal do jogo era mesmo ver Souza e Morais, jogadores odiados pela torcida e considerados fiascos, se juntando ao eterno camisa 7(que atuou com a 100) para enfrentar o Huracán. No mínimo, curioso.

E, quem diria, foi mesmo Souza o homem do jogo. Com muita movimentação e participação, foi o principal jogador do Corinthians. Jogou apenas o primeiro tempo, fez um gol e deu uma bela assistência para Morais, quem diria, marcar o segundo em bela jogada.

Eu gosto do Souza. Não acho ele o perna-de-pau que muitos flamenguistas e todos os corintianos acreditam que seja. Teve participação decisiva no Brasileirão de 2007, quando o Flamengo terminou em 3o e ia fazendo um bom campeonato no torneio de 2008, quando foi vendido.

Agora, esperar que ele seja um artilheiro de quase um gol por jogo é viajar em devaneios. Ele é mais um jogador de esquema, que segura a bola na frente, prepara jogadas e serve os companheiros.

Legal vê-lo jogando bem. E sorte do Corinthians que tem Dentinho e Ronaldo. Mas ele nunca será pior que o Jorge Henrique…

E o Marcelinho?  Até começou aparecendo, tocou bastante na bola e fez um ou dois bons lançamentos, lembrando os velhos tempos. Mas daí cansou. Ou então não teve moral suficiente com o treinador Mano Menezes, saindo no intervalo. Mano era um dos principais opositores à idéia de um jogo de despedida de Marcelinho. O treinador preferia que a partida contra o Huracán fosse um teste para parte do elenco de 2010.

Mas com que objetivo? O Huracán – atuando com reservas e sem nenhum tipo de interesse no jogo – apenas cumpriu o contrato que previa o amistoso como parte do pagamento pela transferência de Defederico. Pra se ter uma idéia da falta de vontade dos argentinos, a delegação do time esqueceu as caneleiras no hotel e teve que atuar com material emprestado pelo Corinthians.

Um jogo-teste de verdade não teria o peso-morto Escudero atuando como titular da lateral-esquerda. E um jogo-teste de verdade não teria o peso-morto Escudero atuando sem receber cartão amarelo. E ele conseguiu. Jogou a partida inteira e não foi advertido com cartão. Parabéns Escudero, foi a primeira vez!!

Assim, o Timão ainda marcou o terceiro, um golaço de Dentinho, mas não teve pela frente um teste considerável. Jogando a Libertadores, o Campeonato Paulista pode ser usado com muito mais eficiência como campo de testes para montagem da equipe.

Teria sido muito mais justo com Marcelinho e com o torcedor que foi ao Pacaembu deixar o Pé de Anjo atuar os 90 minutos, mesmo que se arrastando em campo.

Infelizmente quem assistiu a partida não teve a oportunidade de ver Marcelinho cobrar uma falta pela última vez.

Ainda assim, Marcelinho pelo menos teve a chance de se despedir da forma que merecia, com dignidade, diante da torcida, jogando e sendo homenageado.

É muito mais do que o injusto esporte brasileiro costuma oferecer a seus grandes atletas do passado.

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