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Avatar é eleito “Melhor Filme – Drama” no 67o Golden Globe Awards

18/01/2010

Não assisti a entrega dos prêmios, mas ao conferir hoje os vencedores do Globo de Ouro, não me surpreendi com a consagração de Avatar.

O longa venceu nas categorias “Melhor Filme – Drama” e “Melhor Diretor”, para James Cameron.

Desde que foram anunciadas as indicações, ficou bastante claro que a nova obra de James Cameron não sairia de mãos abanando, não apenas pela “revolução” tecnológica, mas também pela bilheteria de mais de 1 bilhão de dólares. Valores muito além do que os votantes do Globo de Ouro poderiam ignorar.

Assisti ao filme no cinema – infelizmente em versão “normal”, pois a tecnologia 3D não está  disponível nos cinemas de minha cidade – e devo confessar que achei melhor que o esperado.

A história, o roteiro e os defechos são formados exclusivamente por clichês. Não existe nada em Avatar, narrativamente falando, que você já não tenha visto em outro filme.

Ainda assim, a trama é bem desenvolvida, os personagens são bem feitinhos e a cultura dos Na’Vi – o ponto alto do filme – foi criada com muito cuidado, de modo que capta todas as atenções do espectador e transforma o usual filme-de-guerra-que-o-mocinho-troca-de-lado-e-os-bonzinhos-vencem e uma história de amor e auto-conhecimento com até que bastante profundidade.

Mas seria isso suficiente para tornar a vitória do filme justa? Não, de jeito nenhum. O grande mérito de Avatar, além do sucesso pessoal de James Cameron em transformar uma visão megalomaníaca em realidade e explorar novas tecnologias, é sua mensagem anti-belicista e pró-ecologia, duas posições bem pertinentes aos tempos que o mundo vive hoje em dia.

Entretanto, não são mensagens ou lições de aprendizado que disputam prêmios. Ou melhor, que fazem de um filme, um bom filme, o melhor filme. Um longa deveria ser considerado o de maior mérito entre outros realizados exclusivamente por seus méritos artísticos. É um erro justificar a honra máxima a um filme cênicamente razoável apenas porque no fundo sua história apresenta alguns fatores que, pretensiosamente, espera-se que sirvam de lição para a humanidade.

Um exemplo recente foi a vitória de Crash – No Limite no Oscar de 2006 sob o argumento de que mesmo o filme sendo tedioso e apenas um pouco acima de razoável, mereceu o prêmio pois “a Academia quis alertar o mundo sobre os perigos dos diversos tipos de discriminação”.

Bobagem. Não alertaram nada a ninguém e ainda encravaram um filme beeeem mais ou menos na história.

Quanto ao prêmio de “Melhor Diretor” conquistado por James Cameron, só podemos afirmar que houve justiça. O trabalho, desde a concepção da história, o desenvolvimento da tecnologia, da cultura Na’Vi até de fato o trabalho braçal de comandar os atores foi muito bem executado. E Cameron sempre foi mesmo um bom diretor.

No mais, apenas fico muito contente por ver Michael C. Hall enfim ter seu brilhante trabalho como Dexter Morgan em Dexter reconhecido com um prêmio expressivo. Esperamos com muita fé que o câncer não interrompa seu magnífico trabalho.

Confira abaixo todos os vencedores do 67 Globo de Ouro:

Melhor atriz coadjuvante
Mo´Nique, por Preciosa

Melhor atriz em série de TV (comédia ou musical)
Toni Colette, por United States of Tara

Melhor ator coadjuvante em série de TV
John Lithgow, por Dexter

Melhor animação
Up – Altas Aventuras

Melhor ator em série de TV (drama)
Michael C. Hall, por Dexter

Melhor atriz em série de TV (drama)
Julianna Margulies, por The Good Wife

Melhor canção original
The Weary Kind, de T-Bone Burnett e Ryan Bingham, do filme Crazy Heart

Melhor trilha sonora
Up – Altas Aventuras, de Michael Giacchino

Melhor minissérie ou filme feito para TV
Grey Gardens

Melhor atriz de comédia ou musical
Meryl Streep, por Julie & Julia

Melhor ator em minissérie ou filme para TV
Kevin Bacon, por Taking Chance

Melhor atriz em minissérie ou filme para TV
Drew Barrymore, por Grey Gardens

Melhor Roteiro
Jason Reitman e Sheldon Turner, por Amor sem Escalas

Melhor ator em série de TV comédia ou musical
Alec Baldwin, por 30 Rock

Melhor filme estrangeiro
A Fita Branca (Alemanha)

Melhor série de TV drama
Mad Men

Melhor atriz coadjuvante em série de TV, minissérie ou telefilme
Chlöe Sevigny, por Big Love

Melhor ator coadjuvante em filme
Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios

Homenagem do ano
Martin Scorsese, pelo conjunto da carreira

Melhor diretor de cinema
James Cameron, por Avatar

Melhor série de Tv de comédia ou musical
Glee

Melhor filme de comédia ou musical
Se Beber Não Case

Melhor atriz de drama
Sandra Bullock, por O Lado Cego

Melhor ator de comédia ou musical
Robert Downey Jr., por Sherlock Holmes

Melhor ator de drama
Jeff Bridges, por Crazy Heart

Melhor filme de drama
Avatar, de James Cameron

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