Archive for fevereiro \27\+00:00 2010

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Bridge deixa Terry no vácuo

27/02/2010

Chelsea e Manchester City se enfrentaram em mais uma rodada do Campeonato Inglês, como em tantas outras ocaisões.

Só que essa vez foi a primeira após o escândalo da Seleção Inglesa: o Capitão do English Team John Terry teve um relacionamento com a modelo Vanessa Perroncel, então mulher de Wayne Bridge, do City e da Seleção.

O episódio veio à tona, Terry perdeu a braçadeira, Bridge se separou e decidiu não disputar a Copa do Mundo.

Aí os dois se encontraram na partida entre seus clubes. E precisavam, seguindo o praxe, se cumprimentar antes do jogo.

O título é auto-explicativo.

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Professor destrói laptop em sala de aula

25/02/2010

Um professor muito sensacionalista decidiu ser bem claro quanto a sua política de “nada de laptop na minha aula”.

Tacou nitrogênio líquido num computador, esperou fazer efeito e estraçalhou no chão. O manezão que filmou tudo não pegou o laptop sendo quebrado – a melhor parte – mas vale uma espiada, principalmente se a gente imaginar que o computador era do professor e estava cheio de boa pornografia.

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Flamengo 2 x 0 Universidad Católica

25/02/2010

Começou bem!

Quer dizer, na verdade começou muito mal. Com dois minutos de jogo o Williams enfiou a cara na mão de um adversário e foi expulso.

Não foi aquela cotovelada estilo Leonardo na Copa de 94, foi mais uma mão no nariz, de leve, com os dois jogadores se trombando. Mas não teve apelação e o árbitro mandou o volante rubro-negro pra rua.

Típico lance que argentino faz pra cima de brasileiro e não leva nem amarelo. Libertadores é assim mesmo e não pode dar esses vacilos.

Aí, com um a menos, ficou difícil.

Mas aí o Léo Moura deixou tudo mais fácil. Primeiro abrindo o placar numa cobrança de falta perfeita. Depois disso o Flamego mostrou manha de jogar a Libertadores. Recuou quase todo o time, só administrando, que nem aqueles times argentinos putos fazem quando jogam em casa.

Felizmente o Universidad também tem seus cabeças de bagre. Mirosevic pisou no peitado de um Toró deitado e também foi expulso pelo juiz. E o Flamengo ganhou espaços para atacar.

Era jogo pra dar goleada, mas com um a menos desde os dois minutos não tem como. Além disso, o Flamengo contou com noite particularmente pouco inspirada do Imperador, e aí mesmo é que não vai sair gol.

Adriano esteve lento, parecia disperso, desinteressado. Errava tudo o que tentava. Ainda assim, saiu de campo com um gol marcado, após ótima jogada de Léo Moura.

Por outro lado, Vagner Love esteve de bem com a bola. Raça pura, correu o campo todo até ser substituído, chegando até a atuar como volante em certas oportunidades. Só não dá pra dizer que teve uma atuação irrepreenssível porque isolou um pênalti que daria ao Flamengo três gols de saldo.

O time jogou bem, mandou em campo e conseguiu a vitória que era obrigação. O próximo compromisso é pontuar fora de casa – as próximas duas do Flamengo são fora – porque do jeito que anda o grupo nenhum dos times vai conseguir sair de lá como um dos melhores segundos colocados. Então o Mengão tem que ser o primeiro.

Melhor em campo:

Léo Moura – um gol, uma assistência numa grande jogada e perfeito na parte defensiva.

Destaques positivos:

Vinícius Pacheco – rápido, forte, habilidoso. O Flamengo redescobriu um grande reforço entre os seus.

Fabrício – o zagueiro vindo da base teve atuação impecável.

Vagner Love – partidaça, com muita vontade. SÓ PRECISA PARAR DE BATER PÊNALTI!!!

Destaques negativos:

Adriano – tudo bem, deixou um golzinho, que é o principal trabalho dele. Mas porra Impera, é Libertadores, tem que se ligar, tem que entrar voando! E ainda deu o pênalti pro Vagner Love bater…

Bruno – não foi em nenhuma bola, não fez nenhuma defesa… nem bateu tiro de meta! Parece que nem entrou em campo!!!

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Começa a temporada 2010 para o Flamengo

24/02/2010

Esqueçam a pré-temporada, os jogos do Carioca, a semifinal da Taça Guanabara.

Para o torcedor rubro-negro nada disso aconteceu. Ou se chegou a acontecer, não importou. 2010 para o Flamengo começa hoje, quando o time estréia às 21h50 pela Libertadores da América, contra o Universidad Católica, no Maracanã.

O título é o sonho de consumo da Nação. Mais do que é para todos os outros clubes. Talvez mesmo até que para o Corinthians, que chega pra tentar ganhar no ano do centenário com Ronaldo e Roberto Carlos.

O Flamengo vai bem preparado, com um bom time, um ótimo ataque e a credibilidade de Campeão Brasileiro.

Sendo assim, é difícil não reparar no recalque dos meios de comunicação. Veículos como Terra e o Ig fizeram reportagem sobre a estréia do Flamengo citando os “fracassos” do time nos últimos anos como se fosse esse o fato mais marcante da participação rubro-negra.

A última derrota do Flamengo realmente foi o que se pode considerar um vexame, mas nada que justifique o rótulo de time fracassado, como querem acreditar.

O Flamengo perdeu para o América nas oitavas de final. Cruzeiro e São Paulo já perderam títulos dentro de casa, em finais. O Internacional perdeu uma semifinal para o fraquíssimo Olímpia em 1989 jogando no Beira-Rio( o jogo famoso pelo episódio do “Juca Wite Fibe”). E o Fluminense em 2008 também caiu na final, em casa, com estádio cheio.

Isso pra não citar o Grêmio, que em 2007 protagonizou a pior surra já sofrida por qualquer time brasileiro numa final de Libertadores contra o Boca Juniors e o Corinthians, que deu vexame em todas as oportunidades em que disputou o torneio, sendo inclusive eliminado pelo arqui-rival Palmeiras por duas vezes consecutivas.

Mas nada disso parece importar. O Grêmio, por exemplo, conseguiu o feito de ser exaltado com a derrota. A surra foi ignorada e Mano Menezes endeusado. Já o Flamengo, óbvio, cai nas oitavas e é o fracassado.

Essa má vontade não é de hoje. Assim como todos tiveram que engolir o hexa, terão também que engolir o bi da Libertadores.

Enquanto isso teremos que seguir lendo PALHAÇADAS como essa reportagem do Terra que afirma que o Flamengo perdeu para o América com três gols de Cabañas. Uma mentira, uma vergonha. Manobra típica de jornalistas de baixa competência que enxergam mais prazer em humilhar o time que rival que exercer a profissão com decência.

O segundo gol do América foi marcado por Esqueda. Para os anti-flamenguistas, lógico, é muito mais engraçado zuar através do suposto hat-trick do gordinho paraguaio. Uma lástima um veículo do tamanho do Terra protagonizar um erro grotesco desse calibre. E feito de propósito.

Aguardaremos pela zuação, pelas risadinhas e pala falta de caráter ao término da competição.

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3D: eu só quis dizer…

24/02/2010

Após o sucesso de Avatar, o mundo da tecnologia voltou os olhos – de novo – para a projeção em 3D. No entanto, diferente de outras ocasiões, acreditam que dessa vez ele veio para ficar. Já se fala em transmissão de partidas de futebol em 3D e televisões que venham equipadas com o formato.

Como consumidor assíduo de programas de televisão, acredito que o 3D é exatamente como a geladeira com internet: inútil.

O 3D vai fracassar no século XXI assim como fracassou algumas vezes no século passado.

Entendo que, como sempre, assim que uma tecnologia “nova” é anunciada a maioria dos entusiastas e bobalhões se excite frenéticamente e acredite estar diante de uma revolução sem limites. Isso acontece porque não há discernimento. Na cabeça dessas pessoas, não existe o “tá, mas eu vou querer isso?” existe apenas o “OBA É NOVO ENTÃO EU QUERO!”

Mas aqui a gente analisa. Pensa e posta. E aposta. Claro que o 3D pode dar certo, mas não tenho medo de errar, apenas digo o que eu acho. Seria pouco Cirilo de minha parte não fazer dessa forma.

Então vamos lá: existem três problemas crônicos que vão decretar o fracasso do 3D:

O 3D em si

Por mais que James Cameron tenha dado ênfase ao processo de produção de Avatar – que foi filmado em 3D e não de modo convencional para daí ser passado para a tecnologia – as diferenças entre o resultado “novo” e o convencional são praticamente imperceptíveis.

Isso significa o mesmo que significava no século passado: a primeira vez que tu assiste é legal, depois nem tanto e depois foda-se esses óculos imbecis. Por que não posso levar pra casa?

A tecnologia 3D não é auto-suficiente, não se garante. Ou seja, seus efeitos não sustentam uma revolução ou um novo nicho de mercado. Nunca sustentaram. É simplório. A única graça é quando as coisas voam da tela pra tua cara – coisa que nunca acontece em Avatar – e mesmo assim o impacto é reduzido a cada sessão. O que nos leva ao próximo ponto…

Aplicabilidade

O 3D será usado em transmissões esportivas, como jogos de futebol e corridas de Fórmula 1.

Como espectador de futebol, não consigo enxergar o mínimo benefício no 3D esportivo.

Num primeiro momento, o único lance que parece realmente vantajoso é quando a bola vai pra fora, mas se contar quando é num ataque do time adversário e o nervosismo supera o entretenimento, por que eu vou torcer pro meu time chutar a bola pra fora?

“Ai minha nossa, parece que a bola vai bater na minha cara!”

O consumidor de futebol não quer saber se os jogadores está ali, pertinho dele na sala, eles querem ver o time jogar bem e vencer. E não estão dispostos a trocar os ângulos privilegiados das câmeras de TV por algo que nos leve “pra dentro do jogo”. Eu só quero assistir a um maldito jogo de futebol!

Mesma coisa com a F1. Não interessa se parece que se está dentro do carro. O que importa é ver a corrida. Fã de esporte gosta de ver esporte e não quer saber de firulas tecnológicas pra melhorar algo que já julga perfeito. E se quer efeito em 3D, vai ao cinema ou ao Maximotion no Beto Carreiro World.

Entusiasmo

Todo mundo defende o 3D, exalta como nova “tendência” mas ninguém sabem explicar exatamente como isso vai acontecer.

Aliás, de concreto, nada aconteceu.

Hoje ainda somos reféns de poucos títulos disponíveis que não dão a menor pinta de que vão criar uma revolução. Pode até se estabelecer como um nicho legalzinho para filmes infantis, mas não vai mudar o mundo porra nenhuma. Dá até pra ver os DVD’s vindo junto com óculos, como acontecia com Toppo Giggio no Castelo do Drácula(mas aí o brinde era uma dentadura de plástico).

Os malditos óculos 3D.

Feios, desconfortáveis e inúteis. Mas o pior é que tu não pode levar pra casa depois do filme, o que significa que ele ficou na cabeça caspenta de outra pessoa antes de tu usar.

Especialistas dizem que no futuro as transmissões em 3D não vão precisar de óculos. E essa sim é a melhor notícia sobre o 3D. Ou será que não?

Bote na balança: o que soa melhor(ou bem mais barato): um par de óculos 3D ou uma TV de Led equipada com a tecnologia 3D sem a necessidade de se usar óculos?

O que vai acontecer é que o preço irá desencorajar os compradores e por consequência, o baixo número de televisores vendidos não conseguirá manter a produção de programas em 3D. É uma indústria fadada ao fracasso.

É perigoso investir tanto numa coisa que no máximo pode se dizer que é legalzinho.

Chega a ser ridículo como alguns produtores dizem que as possibilidades são “infinitas”. Principalmente porque com os brinquedos da Disney já vimos à exaustão diversos usos para o 3D e nenhum causa entusiasmo.

O único futuro que consigo vislumbrar no 3D é na indústria de entretenimento adulto.

Um filme pornô em 3D é algo fascinante, inovador!! Imagina só aquela tua atriz favorita se curvado, com a bunda, os peitos e tudo mais bem pertinho, indo direto pra tua direção. Não é o máximo??

O único problema será se os produtores de filmes pornôs também decidirem que o bom do 3D é quando as coisas parece que saem da tela e que vão te acertar bem na cara. E anatomicamente, existe apenas uma opção óbvia para desempenhar esse papel da forma correta.

Realmente não existe a menor possibilidade do 3D emplacar…


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As 10 melhores imagens da semana

23/02/2010

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Café com Leite Podcast

23/02/2010

O Café com Leite voltou. E com fórmula nova: mais curto, mais ágil. Um… café expresso(eu sou um gênio).

O novo blog ainda está em fase de construção mas em breve, muito breve, não teremos mais vergonha de divulgar nossa página.

Nesse programa:

– Boas vindas aos Calouros

– Carnaval do Rio de Janeiro

– iPad e Google Buzz

– E o preço do Busão?

– Ações do Calcomunic para 2010

– Estréia dos quadros: Balcão de empregos e Letras e Leituras

Campeonato catarinense com Léo Batista

– Toca do vinil com The Beatles

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Carioca: Vasco e Botafogo sagram-se vice-campeões

22/02/2010

No duelo dos vices, deu a certeza:

Vasco e Botafogo se tornaram vice-campeões na tarde de ontem.

O Botafogo mais uma vez esqueceu o futebol em casa, mas teve sorte ao marcar um gol e sagrou-se vice-campeão. O Vasco até levou futebol ao Maracanã, mas se esqueceu que é preciso marcar gols e teve que se contentar com o vice.

O Fogão vibra com a possibilidade de ser, pela quarta vez consecutiva, vice do Flamengo. Mas para isso, a equipe rubro-negra precisa vencer a Taça Rio e se garantir na final.

A expectativa se superar o tetracampeonato da década de 1910 anima a “torcida”.

Enquanto isso, o Vasco lamenta ter desperdiçado a chance de acabar com a hegemonia do alvi-negro.

Vice pela última vez em 2006, desde 2004 o time da colina não consegue se sagrar vice do Flamengo em Campeonatos Cariocas.

O incômodo jejum promete mudar as coisas em São Januário. A diretoria já estuda a possibilidade de fazer o time se tornar vice do Flamengo ainda nas semifinais do segundo turno:

“Dos últimos 11 Cariocas, o Flamengo ganhou 7 e fomos vice em 4. O Botafogo conseguiu 3 e esse ano pode alcançar nosso número de vices. Isso não pode acontecer. O Vasco tem tradição. Foi o único grande do Rio a subir da Segundona para a Primeira Divisão sendo campeão. Podemos planejar um vice ainda nas semifinais, mas vamos ver”.

A direção do rubro-negro foi procurada, mas o time se encontrava concentrado com a Taça Libertadores, um torneio que vale de verdade.

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Novos uniformes do Flamengo

19/02/2010

Hexacampeão brasileiro reconhecido pela CBF

Foram lançados na manhã desta sexta-feira os novos uniformes do Flamengo.

Como novidades, a alteração do design das camisas de jogo, o patrocínio da BMG nas mangas – o da Batavo já vinha sendo usado – e o escudo da CBF com os dizeres “hexacampeão brasileiro”.

Muitos já reprovaram o novo modelo mesmo sem saber como ficaria, pelo simples fato de que temiam que o Manto se torna-se um abadá, como o uniforme do Corinthians por conta dos novos patrocinadores. Isso não aconteceu.

A presença da BMG e nem mesmo da Batavo comprometeu a beleza das camisas. Temos que ser bem francos nessa avaliação. Só na cabeça de torcedor iludido que acha que Zico tinha que ser presidente do clube é que patrocínio atrapalha. O que é melhor, ficar com o “Lubrax” que já acostumou sem receber dinheiro da Petrobrás ou embolsar uma quantia justa e considerável por expor uma marca – exatamente o que patrocínio significa?

Sim, o Batavo é grande e azul. Sim, o BMG é laranja. E daí? É o Manto! E mais que isso, é um novo capítulo da parceria com uma empresa de material esportivo que respeita o Flamengo e valoriza o clube. Bem diferente da negligência da Nike, que pagava uma miséria e ainda deixava faltar material.

A OLK vendeu mais de 1,2 milhões de camisas em menos de seis meses no ano passado, recorde absoluto no Brasil e valor considerado alto até para os padrões internacionais.  Muito mais do que a Nike conseguiu em anos de contrato.

Isso fez parte da valorização da marca Flamengo. E dentro desse contexto o patrocínio é de importância primordial.

Não adianta fazer bico porque achou feio. Isso é o mercado, é a realidade. O Flamengo poderia usar a camisa toda limpa, sem patrocínio nenhum. Só que aí não ia ter Adriano, não ia ter Vagner Love. Valeria a pena um time sem grandes nomes em troca de uma camisa mais bonitinha?

Pode não ser o uniforme dos sonhos. Flamenguista é bem saudosista nesse sentido e gosta de sonhar com a volta das camisas da década de 80. Não vai acontecer. É hora mesmo de olhar pra frente, é besteira ficar copiando os modelos antigos apenas por nostalgia.

Eu acredito que seja possível fazer uma camisa mais bonita que essa. Fácil, fácil. Mas gostei. A única coisa que desagradou foram eses triângulos em cima dos ombros. Se é pra lembrar uma gola à moda antiga, que se faça então uma gola à moda antiga e não um desenho parecido.

Esses são os Mantos de 2010. Que tragam boa sorte.

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Queda de Muricy e a supervalorização dos técnicos

19/02/2010

Recentemente escrevi um texto criticando a supervalorização dos técnicos no futebol brasileiro.

Por supervalorização entenda-se os salários milionários e a fama de “craques” que decidem partidas.

O dia de ontem apenas deu razão à minhas palavras. Muricy foi demitido pelo Palmeiras.

Alguém realmente acreditava que daria certo?

Não digo nem pelo fato da identificação do Muricy com o São Paulo. São inúmeros os casos de jogadores e também treinadores com fortes ligações com algumas equipes que assumem rivais com e obtém êxito.

O grande problema foram as circunstâncias.

O Palmeiras havia passado por um período turbulento nas mãos de Vanderlei Luxemburgo.

Dedo da Traffic em todos os setores do time, contratações fracassando, má fase e venda de Keirrison, eliminação da Libertadores.

O time ficou exposto, desgastado, desunido. E aí entrou Jorginho.

Jorginho ganhava um décimo do salário de Luxemburgo. Não tinha holofotes, não gostava de aparecer e, mais importante, tinha a simpatia de todo elenco. O time embalou e engatou uma série de vitórias. Problema resolvido?

É claro que não. A parte burra da cultura boleira reza que time grande precisa de técnico de nome. Jorginho, barato, sem nome bonito, terno de grife e currículo era uma aberração para a maioria dos dirigentes do Palmeiras. E aí entrou Muricy.

Por mais contraditório que possa parecer, o Palmeiras contratou Muricy para que ele tentasse fazer o que Jorginho já vinha fazendo, só que pagando 500 mil reais a mais por isso.

Entre resultado e grife, o Palmeiras escolheu o segundo. E os resultados foram pro saco. O time deixou de ser campeão brasileiro, conseguiu ficar de fora da Libertadores e ocupa hoje a oitava posição no Campeonato Paulista.

E aí, os mais de 500 mil reais mensais de salário serviram pra que?

Quando um time contrata um craque de nome – e caro – para jogar, espera-se que dentro de campo ele influencie positivamente o resultado das partidas.

Um atacante marca gols, um zagueiro arruma a defesa… pelo o que, jogo após jogo, qualquer um deles mostra, a idéia incial quando trazemos um atleta de nome, é que vale a pena. E quanto ao treinador?

Ele monta e escala a equipe, treina o time, escolhe o elenco. Tem lá esquema táticos e filosofias de trabalho, mas a verdade é que se os bons jogadores estiverem em dias ruins, o time provavelmente vai perder, independente do que o treinador faça.

Num universo em que existe tanta agressividade velada e trairagem entre marmanjos, vale mais a pena investir em alguém que o elenco todo admire e goste. Aquele cara que os jogadores se reúnem e o capitão fala “vamos lá, vamos ganhar. Pelo professor!”. E esse cara, no Palmeiras, não foi Luxemburgo nem Muricy. Foi o Jorginho.

Aí é apenas o fato de ser bem sincero: técnico de futebol, salvo raríssimas excessões, é mais uma questão geográfica – estar no lugar certo na hora certa – que técnica.

Por esse motivo, não se justifica de forma alguma pagar meio milhão de reais pro cara que fica gritando na beira do gramado quando existem Jorginhos que conseguem muito mais apenas porque trabalham sérios e quietos para a mídia e como ursinhos carinhosos para os mimados jogadores.

Andrade, o técnico campeão brasileiro foi o maior exemplo. A demissão de Muricy o segundo. Não acho que seja preciso mais um.

Para os torcedores do Palmeiras, a demissão – e contratação de Antônio Carlos – é só mais um dos vários erros cometidos por Belluzzo a frente do Verdão. Muitos alardearam as capacidades do presidente, santificaram sua imagem. Alguns, iludidos, ainda acreditam que foi o meio que interferiu na capacidade do profissional. Isso é um erro. O que aconteceu, embora difícil de admitir é simples: pura incompetência administrativa.

Belluzzo mostra despreparo total para comandar um meio em que as teorias ficam de lado, enquanto predominam a política de interesses e o (mau)caráter humano.

Muito diploma, nenhum que o tivesse preparado para o futebol.