Archive for 8 de fevereiro de 2010

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A volta do Pequeno Robson

08/02/2010

Pequeno Robson está de volta ao futebol brasileiro. Agora, mais do que nunca, oficialmente.

Ele já havia sido superexposto quando de sua viagem a São Paulo, para mais uma vez atuar pela equipe do Santos. Vimos o Pequeno Robson no aeroporto, se apresentando, na coletiva de imprensa, numa festa em pleno gramado da Vila Belmiro, organizada apenas para recebê-lo, na pele de um azarado torcedor do Manchester City que hoje deve lamentar muito a infeliz idéia de tatuar o então novo ídolo para sempre no corpo.

Por algumas semanas, Pequeno Robson apenas esperou.

O bom momento do time de futebol profissional do Santos ajudou a criar mais expectativa em torno da volta de Pequeno Robson ao time da Vila, principalmente devido ao jogo de alto nível apresentado pelo jovem Neymar, o novo Pequeno Robson.

Ontem, contra o São Paulo. A espera acabou. E Pequeno Robson reestreou no futebol brasileiro.

(fogos)

Começou tocando pouco na bola. Lento, economizando na movimentação. Que é isso Pequeno Robson, só tocando de primeira? Cadê as pedaladas? Calma, calma…

O jogo segue. Pequeno Robson e Neymar, o novo Pequeno Robson tentam criar magia. Fazem uma boa tabela que termina em conclusão do Pequeno Robson. Mas é pouco, ainda pode ser classificado como “estréia discreta”.

O relógio bate 40 minutos do segundo tempo(?).  O Santos ataca pela lateral. O zagueiro do São Paulo marca a bola, deixando Pequeno Robson livre, livre. Esqueceu do Pequeno Robson? Será que reportagens diárias nos maiores veículos de comunicação do país não são o suficiente para fazer com que o adversário lembre-se da presença do Pequeno Robson?

Pois o próprio Pequeno Robson tratou de reforçar a memória do zagueiro bambi; o complemento da jogada, que começou com o cruzamento vindo da lateral, foi um chute de letra. E o desfecho, golaço.

Sim, Pequeno Robson reestreou marcando golaço. E o jogo estava 1 a 1, ou seja, não apenas Pequeno Robson marcou um tentaço, como foi o próprio golo que deu mais três pontos ao time de Neymar, o novo Pequeno Robson.

Pequeno Robson está feliz.

Voltou ao Brasil. Procura novamente o futebol alegre que apenas nossas terras cheias de irreverência, cachaça, pagode, coca, fanta e puta moças de família que exercem ofício de motivos sexual remunerado podem oferecer.

Sorria Pequeno Robson!

Deixe a raiva para o torcedor do Manchester City que teve que aguentar meses de inoperância esportiva em terras inglesas celebrados em um gol antológico. Por outro clube. Não o que pagou exorbitantes milhões de euros pelo seu passe, Pequeno Robson. Outro clube.

E, junto do Pequeno Robson, vamos fazer de conta que faz meses que o Pequeno Robson também só vem enganando pelo Selecionado Brasileiro de Football da CBF. Afinal, é ano de Copa do Mundo.

Pergunta: o que é mais ridículo, um marmanjo de 37 anos chorar, fazer bico e bater o pé em rede nacional ou dar um dos maiores exemplos de hipocrisia já vistos no futebol brasileiro?

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Avatar 3D

08/02/2010

Graças à renatjidão de 90% das salas de cinema do Brasil, Avatar, o filme revolucionário e bilionário de James Cameron, não pôde ser visto em 3D pela maioria dos mortais nascidos em nosso país verde, amarelo e pobre.

Felizmente eu, como bom imortal, tive a possibilidade de me desbundar sob o emaranhado de efeitos especiais que a obra do pai do Titanic nos oferece; graças a uma visitia a cidade de São Paulo – e ao Morumbi Shopping – pude conferir Avatar com a realidade em 3D que será a nova tendência moderna do futuro, embora a tecnologia  já exista faz mais de 50 anos e já tenha fracassado boas dezenas de vezes.

Eu já havia assistido a Avatar em modo palhão de duas dimensões, então o enredo não era novidade nenhuma(e pra falar a verdade já não havia sido na primeira vez) e tudo o que motivou a sessão foi a possibilidade de conhecer o mundo de Pandora em três dimensões, com aqueles bichos jóia saltando pra te atacar ou tiros passando pelo lado da tua cabeça e quase acertado o muleque barulhento das poltronas de cima.

Mas isso não aconteceu.

Por mais bacana que seja o filme sob a tecnologia 3D, faltam cenas como as que eu descrevi logo acima, com objetos e pessoas que parecem que estão tão “pra fora” que vão tocar em ti e aí tu não consegue fazer nada a não ser desviar, mesmo sabendo que é tudo de mentirinha.

Para uma nova geração de tecnochatos que enxerga nos óculos tridimensionais mais um novo futuro da indústria, esse apelo pode parecer um desejo bobo de alguém que não possui o “paladar” apurado suficientemente para poder verdadeiramente apreciar as emoções do recurso; uma busca tola por “cheap thrills”, sustinhos acima da “experiência”.

Pois eles estão errados.

Antes do filme começar, fomos agraciados com o teaser de Toy Story 3D. Aquele cowboy que agora eu não lembro o nome estava com mais um outro bicho que eu não me lembro, ambos olhando para a platéia e “conversando” conosco como se estivéssemos realmente ali(ou como se eles estivessem ali). Súbito, pra dar susto na galera mesmo, brota o Buzz Lightyear bem à nossa frente, como se tivesse saído da fileira de poltronas seguinte.

Foi o melhor uso de 3D de toda a sessão.

Na falta de uma ação desse tipo, os efeitos tridimensionais de Avatar vão deixando de surpreender, aos poucos. Ao final do filme é bem capaz que o espectador nem se lembre mais que o filme foi todo 3D e que no começo foi legal e tal… apenas acostuma.

Não acredito que exista alguém que tenha assistido ao filme e não tenha tirado os óculos durante a projeção ao menos uma vez. Eu sei que eu tirei umas quatro. Quando o efeito acostuma é normal a gente dar uma verificada o quanto realmente ele faz diferença. Faz muita, tendo lá monstros e tiros passando pela tua cabeça ou apenas máquinas andando mais perto do que pareceria normalmente.

Um monte de gente vai criticar Avatar porque a obra agora já se tornou um monstro capitalista bilionário, superando até Titanic, mais bem resolvido artisticamente e por causa de muitas “injustas” indicações ao Oscar. Ignore.

James Cameron trabalhou duro para realizar Avatar e todo esse esforço está ali na tela, seja em 3D ou não. Vale a pena pagar pra ver. Tudo bem que a indicação ao Oscar  de Melhor Filme – assim como a vitória na mesma categoria no Globo de Ouro – tenha sido um exagero, mas o filme passa longe de ser ruim.

Por mais que os críticos torçam o nariz, Cameron filma muito bem. Não acredite em quem não enxerga os méritos do cineasta e condena sua indicação à estatueta de Melhor Diretor. Nenhum desses jornalistas profissionais de cinema teria a competência(ou apenas a capacidade) de filmar uma página sequer de Avatar, ou mesmo ainda de criar um storyboard ou entender o roteíro técnico do filme(sim, eu teria, pois sou muito mais foda que o Rubens Ewald Doris Day Filho).

Assista ao filme nos cinemas. Em 3D, porque senão é melhor esperar por quando sair em DVD. E não tente me convencer de que no futuro todos vamos colocar óculos para assistir aos jogos da Copa do Mundo.