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Libertadores: Brasil segue servindo de bunda para a trolha sulamericana

11/02/2010

A Copa Santander Libertadores começou de verdade para os brasileiros na noite de ontem, mostrando novamente o que o principal torneio sulamericano tem a oferecer de pior: vitória do São Paulo e roubalheira pra cima de times brasileiros.

O Cruzeiro foi à Argentina enfrentar o Velez Sarsfield e teve que engolir, logo aos 2 minutos, a expulsão do novo ex-lateral do Selecionado Gilberto, por conta de um carinho num jogador hermano.

No lance, a bola vinha pelo alto e era disputada pelos dois jogadores. Gilberto, olhando para a pelota sem perceber a aproximação do jogador adversário acabou por acertá-lo na coxa, com as travas da chuteira. E foi mandado embora.

O árbitro não hesitou por um segundo e o Cruzeiro teve que disputar a partida com um jogador a menos. No decorrer da partida – que terminou com vitória do Velez por 2 a 0 – o time argentino deveria ter tido pelo menos dois jogadores expulsos por lances violentos. Mas o juiz nada fez.

Foi o caso clássico do que acontece ano após ano: os árbitros sulamericanos prejudicam as equipes brasileira. E com apoio da Conmebol.

Aí tu fica puto, desesperado e pensa “meu Deus, por que é que ninguém faz nada?”. Simples: porque somos brasileiros.

Isso não significa apenas que temos a supremacia futebolística mundial que nos deixa a quilômetros de distância dos co-irmão sulamericanos. Significa que seremos fruto de inveja por conta disso. Significa que farão, de forma velada, de tudo para que nosso domínio continental não se concretize. Significa que ficaremos de braços cruzados enquanto isso acontece.

O Flamengo disputou a Copa Libertadores em 2007 e, na ocaisão, dirigiu reclamações à Conmebol por duas vezes.

Naquele ano, o Flamengo enfrentou os problemas de disputar uma partida na altitude quando enfrentou o Real Potosí. O clube carioca queria que partidas naquelas condições fossem vetadas pela FIFA. Os adversários que possuem a artimanha de morar no alto caçoaram. Fizeram comparativos absurdos entre a altitude e as altas temperaturas do verão brasileiro.

Pelo outro lado, os donos de estádios localizados nas altas temperaturas do verão brasileiro não ficaram do lado do Flamengo. Não se manifestaram a favor do clube carioca nem engrossaram o coro junto à FIFA. O Flamengo foi alvo de piadas. Piadas que, claro, sempre perdem a graça quando a Seleção Brasileira entra em campo na altitude, com Galvão Bueno sempre lembrando o absurdo que é jogar naquelas condições. E aí, covardemente, os clubes ameaçam cobrar a CBF em caso algum jogador sofra algum tipo de lesão.

Nada aconteceu e ainda temos que aturar jogos nos morros distantes da Bolívia e as choradeiras do Galvão Bueno.

Nas oitavas de final, o Flamengo enfrentou o Defensor do Uruguai. No primeiro jogo, derrota carioca por 3 a 0. O Rubro-negro precisava vencer a partida de volta no Maracanã por 4 x 0 para se classificar – ou marcar três gols para levar o jogo para a decisão por pênaltis.

O time jogou com raça e quase chegou lá, alcançando o placar de 2 x 0. Entretanto, o que mais marcou o torcedor naquela ocasião foi a arbitragem tendenciosa e criminosa do árbitro argentino Hector Baldassi.

Além de não marcar dois pênaltis claros para o Flamengo, Baldassi foi conivente com faltas duras dos jogadores do Defensor, cera dos jogadores – que seguraram a partida por mais de vinte minutos – e não deu os acréscimos necessários à partida.

O Flamengo reclamou. Exigiu que Baldassi nunca mais apitasse uma partida do clube. E novamente, nada aconteceu. O Flamengo foi zuado, destroçado pelas torcidas adversárias. E os clubes não se manifestaram, como sempre aceitando covardemente a trolha que era enfiado no futebol brasileiro.

Mas dessa vez o clube carioca conseguiu sentir o doce sabor da vingança: o Fluminense alcançou a final da Libertadores do ano seguinte e viu, mais uma vez no Maracanã, o Sr. Baldassi apresentar mais uma grande performance, prejudicando muito a equipe carioca.

Muito bom quando acontece no dos outros, não?

Mas o problema continua: enquanto os clubes brasileiros babacamente continuarem a atirar uns aos outros ao fogo bambino apenas pelo fugaz prazer de zuar um rival, teremos que engolir argentinos, uruguaios e toda a hermanidade passando a mão em nossos times de futebol.

Sabe qual é o pior? Ninguém vai fazer porra nenhuma. Porque o brasileiro adora se passar por vítima, adora ser o tadinho que fica de braços cruzados chorando, com os coleguinhas apontando e rindo a sua volta porque ele apanhou de um argentino. E imagina quando chegará sua vez. Não sua vez de dar o troco no argentino que lhe agrediu, mas de ficar de pé apontando e rindo de outro colega brasileiro que chora por ter apanhado de um bambino.

Brasileiro é muito paga pau de argentino.

O Boca Jrs. não é o grande bicho-papão da Libertadores porque teve os melhores jogadores ao disputar o torneio, nem mesmo por jogar com mais raça e conhecer as artimanhas do caminho ao título. Eles são os melhores porque na maior parte de suas conquistas tiveram times brasileiros pelo caminho.

Brasileiro morre de medinho de argentino.

O Cruzeiro perdeu a Libertadores do ano passado numa amarelada tipicamente brasileira ao ser derrotado pelo inferior Estudiantes em pleno Mineirão. Medinho!

Brasileiro respeita demais. Trata a Bombonera como se fosse um templo do futebol, quando na verdade é um gramado do tamanho do Sesi do Metropolitano de Blumenau com um monte de parede velha em volta. E o argentino sabe disso. Porque enquanto temos medo, eles tem orgulho.

Eles nos ganham na base do orgulho. Não aquele orgulho patriótico de amar a pátria, de jogar pela nação. Aquele orgulho teimoso, de quem mesmo quando sabe que não tem a razão se recusa a admitir que está errado.

É como a história de dizer que o Maradona foi melhor que o Pelé. Ele não foi. Os próprios argentinos sabem que não foi. Eles não acham isso, eles sabem. Mas nunca, nem em um milhão de anos admitiriam isso. Porque são argentinos. Porque não admitem perder em nada e querem sempre ser e ter o melhor, mesmo que seja numa ilusão que eles mesmos criaram.

E nego acredita. Brasileiro acha nobre, acha bonito engolir essa bobagem. Aí dá a destratar o Pelé e a endeusar o Maradona. Distorce toda a realidade de um jeito que fica mais feio o Pelé ter feito propaganda de Viagra que o Maradona ter sido expulso da Copa do Mundo de 1994 por ter sido flagrado no exame antidoping.

O povo argentino é simpático. Buenos Aires é maravilhosa, barata. Mas fica nisso. Futebol é campo de batalha e lá dentro argentino vira inimigo. E não só o argentino, mas qualquer um que fale aquele tal de espanhol e use o corte de cabelo que a sua irmã usava na década de 80. Brasil-il-il!

A Libertadores 2010 já começou, a roubalheira já começou. Choraram e foram zuados. Não vai parar por aí. O futebol brasileiro tem técnica e força para acabar com a ameaça bambina. Prefere que essa palhaçada tenha fim ou zuar os amigos da escola?

Pense nisso quando passarem a mão no seu time.

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