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Vale tudo

22/03/2010

Flamengo e Botafogo conseguiram um feito admirável na noite de ontem: transformar uma partida que não valia absolutamente nada num jogo emocionante.

Nenhuma das duas equipes precisava dos pontos do clássico para se classificar para as semifinais da Taça Rio. Além disso, o Flamengo está com as atenções voltadas para a Taça Libertadores e o Botafogo já está na final do campeonato.

Mesmo assim, o jogo foi emocionante. Teve todos os ingredientes que o clássico costuma apresentar, gols, polêmicas, chororô botafoguense e empate em 2 a 2.

Aliás, a parte do chororô foi devida ao costume e pequenice do time do Botafogo. Após abrir o placar com um pênalti marcado em cima de uma falta que aconteceu fora da área o time de Joel Santana não tinha que reclamar de absolutamente nada.

A grande novidade no Flamengo foi Petkovic jogando como titular. Pet até fez umas boas jogadas, mas o time não conseguiu fluir, mesmo com o toque de bola diferenciado do sérvio no lugar da velocidade de Vinícius Pacheco.

Adriano voltou a se apresentar lento e pesado. Os dribles com os quais que ele costumava infernizar os adversários, não encaixam mais. Tem melhor sorte quando joga fora da área e consegue trabalhar alguma jogada.

O Imperador foi o personagem do jogo, marcando dois gols. Mas pode produzir muito mais.

Falar em Adriano fora da Copa é uma asneira sem tamanho. Às vezes parece que tocam nesse assunto apenas pra tirar o atacante da África do Sul. Se fora de forma e cheio de problemas ele resolve um jogo desse, imagina depois de treinar e se preparar com o Brasil às vésperas do Mundial. Vai voar. E Dunga precisa de um atacante desse porte físico, não dá pra achar que uns varapau que nem Robinho e Nilmar vão bastar quando a Seleção encontrar pela frente uma Holanda, uma Alemanha.

Mas de volta ao jogo: o Flamengo foi pra cima deles com qualidade, embora às vezes tenha faltado efetividade(ou Léo Moura e Juan). Fabrício vem se firmando como bom jogador, mas a defesa não pode dormir como no lance do segundo gol do Herrera.

No final das contas, a derrota parcial do Flamengo serviu para deixar o jogo emocionante, com Andrade escalando o time quase todo ofensivo, Bruno indo pra frente bater falta e Adriano empatando aos 48. Foi legal.

Em seguida o Flamengo encara o Tigres e o Volta Redonda, eu acho. Nem fiz questão de confirmar, tamanho é o desinteresse que o estadual causa no torcedor.Uma espiada a gente sempre vai dar, mas provavelmente não farei textos sobre essas partidas.

Me chamem quando a Libertadores voltar.

Notas:

Bruno: quase defendeu mais um pênalti e fez uma grande defesa numa cobrança de escanteio. Nota 6,5.

Everton Silva: muita correria. Mais efetivo na marcação que no ataque, setor em que carece de um pouco mais de qualidade. Nota 5,5.

Álvaro: foi lento em algum lances e dormiu no lance do segundo gol de Herrera. Tem que ficar mais ligado. Nota 5,5.

Fabrício: também falhou no lance do segundo gol, mas mostra muita personalidade dentro de campo. Se posiciona cada vez melhor, joga com raça e sobe para o ataque com qualidade. Ainda levou perigo numa cobrança de falta. Nota 6,5.

Rodrigo Alvim: não substituiu Juan à altura, atacando modestamente e sem muita efetividade. Na parte defensiva cometeu erros bobos. Joga melhor de volante. Difícil acreditar que Mozer afirmou que Alvim roubaria a titularidade de Juan. Nota 5.

Toró: grande partida do Torozinho. Incansável, foi um leão em campo quando Andrade colocou o time pra cima no segundo tempo. Nota 7.

Willians: fez boa dupla com Toró, roubando muitas bolas. Subiu bastante para auxiliar o ataque. Nota 6,5.

Kleberson: boa partida de Kleberson. Aparecia no meio para sair jogando e no ataque como elemento surpresa. Precisa ficar mais solto para subir, porque se ficar fingindo que está marcando, não rende tanto. Nota 6,5.

Petkovic: depois de muito tempo como reserva, Pet voltou à titularidade. Mostrou seu toque de bola diferenciado e tentou jogadas mais criativas, mas sem obter grande êxito. Daqui pra frente, só deve melhorar. Nota 6.

Vagner Love: após uma péssima apresentação na quarta passada, o Artilheiro do Amor entregou uma grande atuação. Muita movimentação, raça e boas jogadas. Aparecia criando, tabelando e concluindo. Infernizou a defesa do Botafogo. Mandou um lindo voleio pro gol, que caprichosamente bateu na trave. Merecia um gol. Nota 7,5.

Adriano: mais uma vez pareceu lento e pesado, mas salvou o Flamengo com seus dois gols. Precisa entrar em forma, mas provou que continua decisivo como sempre. Nota 7,5.

Vinícius Pacheco: entrou com a velocidade de sempre, buscando o gol. Nota 6.

Ronaldo Angelim: o herói do hexa entrou em campo com muita vontade e determinação. Nota 6.

Ramon: foi a tentativa de Andrade de mandar o time pra frente, mas não conseguiu produzir muito. Nota 5,5.

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