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A culpa é de Marcos Braz

20/04/2010

Torcer de verdade para um clube de futebol significa muitas vezes perder a paciência com jogadores em forma técnica ruim ou que perdem lances de dificuldade reduzida.

Quando o motivo de ira, entretanto, é um dirigente, uma pessoa de dentro do clube que nem mesmo entra em campo, aí é sinal de que as coisas estão muito, muito erradas.

O Flamengo está sim, muito, muito errado. E o culpado pela atual situação é o cartola Marcos Braz, o responsável pelo futebol rubro-negro.

Braz ficou conhecido junto aos rubro-negros por ter assumido o time em 2009, durante a gestão de Márcio Braga. Na época, se destacou por apresentar uma política financeira dentro da realidade do Flamengo, diferente das engenharias financeiras de Kléber Leite, que endividaram o clube com valores na casa do milhões.

Era arrojado, falastrão, metia a cara. Fez bons negócios no período em que dirigiu a pasta, tanto que assim que a nova Presidente Patrícia Amorim assumiu o Flamengo, chamou Marcos Braz para repetir o exercício da função.

E as coisas simplesmente foram de mal a pior.

Desde dezembro de 2009, o vice de futebol rubro-negro tem se desententido com jogadores e com o técnico Andrade.

Toda renovação de contrato se tornou uma novela longa, escancaradas para a imprensa. O clube fica exposto, os envolvidos saem desgastados, muitas vezes queimados com os torcedores e terminam por trazer esse momento ruim para dentro de campo.

Marcos Braz, entretanto, parece adorar cada ato desse circo.

Fala pelos cotovelos, releva detalhes que deveriam ser confidenciais, enfia sua cara de dirigente fanfarrão cujo poder subiu à cabeça em qualquer canto de câmera que esteja disposto a lhe oferecer um segundo de atenção.

2010 já prometia ser um ano daqueles no momento em que começaram as “conversas” para a renovação de Ronaldo Angelim. Andrade passou pelo mesmo problema. Com Petkovic, conhecido exatamente pela personalidade forte, não poderia ser diferente.

Quando Adriano entrou em campo gordo e fora de forma no domingo e terminou sua atuação ridícula perdendo pênalti, a culpa também foi de Marcos Braz.

Foi ele quem cantou com galhofa que o Imperador poderia fazer tudo o que quisesse. Que poderia faltar a treinamentos, se tivesse vontade. Que sim, desfrutava de regalias dentro do clube e que as merecia. Nem Kléber Leite na época de Romário havia sido tão irresponsável.

Deu já de fingir que a gente acredita nessa palhaçada de “pessoas ruins” perseguindo Adriano na imprensa. Ele tem um problema com álcool, está fora de forma e não vem jogando nada. Graças a Marcos Braz, o homem genial que receitou o consumo de cachaça para curar dependência alcólica.

Mas não fica nisso não. Fica pior.

Marcos Braz, Patrícia Amorim e cia. realizaram uma reunião de quatro horas para definir a permanência do técnico Andrade.

Pra variar, apenas o falastrão destemperado abriu o bico após o encontro. Pra variar, falou absolutamente tudo o que foi discutido.

O mesmo Andrade que levou o time ao hexacampeonato. O mesmo Andrade que tem que segurar a pemba do despreparo de Marcos Braz.

Durante as quatro horas, o treinador teve seu trabalho questionado por não bater de frente com os atletas quando foi necessário.

Ou seja, Marcos Braz não é nem homem para assumir o erro que cometeu. Como Andrade vai bater de frente com os atletas de o próprio chefe do grupo permite que façam o que bem entender?

Mas o problema vai mais longe. Marcos Braz quer mandar Andrade embora para que seu amiguinho Celso Roth assuma a vaga de técnico do Flamengo. Aquele Celso Roth conhecido por nunca vencer títulos. Aquele Celso Roth conhecido por ser odiado por todas as torcidas de clubes que dirige. Aquele Celso Roth que já dirigiu o Flamengo e deixou um aproveitamento de 33,3% com 10 derrotas em 19 partidas.

É quase como se Marcos Braz estivesse torcendo contra só pra derrubar o Andrade, estivesse tumultuando só pra dar uma boquinha pro querido amigo. E ainda tem a cara de pau de dizer que todo o planejmento está voltado para o  jogo de quarta-feira.

Quem sabe se o melhor jogador do time não tivesse desfrutado de suas regalias e jogado mais de duas partidas na Libertadores o time não estivesse melhor?

A gota d’água apareceu hoje, na capa do Terra.

Andrade não pode escalar Petkovic. Nem no banco. Ou vai pra rua.

Muitos podem achar que o sérvio não vem mais jogando o mesmo futebol do ano passado. Mas quando foi, desde a primeira partida, que Petkovic entrou em campo sem nenhum tipo de problema extra-campo com o departamento de futebol?

É o fim do time hexacampeão brasileiro.

O Flamengo pode até se classificar para as oitavas de final da Libertadores. Mas é óbvio que dali não passa. Acabou nossa equipe vencedora, acabou o time com o melhor atacante do país, do ídolo Petkovic do mito Andrade. O Império do Amor ruiu mesmo antes de começar, quando a arrogância e a fome de aparecer mancharam o trabalho de Marcos Braz.

Nem seis meses após o hexacampeonato, o Flamengo volta a se afundar na incompetência e amadorismo de dirigentes despreparados para comandar o time.

O Flamengo perdeu o Carioca, assim como vai ser eliminado da Taça Libertadores, assim como vai sofrer – e muito – nesse próximo Campeonato Brasileiro.

E muito da culpa por todo esse fracasso é de Marcos Braz.

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