h1

Se torcermos bastante, o Flamengo NÃO se classifica…

22/04/2010

Qualquer pessoa que acompanha futebol há um período razoável de tempo já passou por essa situação: teu time precisa construir placar contra uma outra equipe bastante inferior; domina a posse de bola com ampla vantagem e se mata pra marcar um golzinho que seja, mesmo criando jogadas de fácil definição. Enquanto isso, o outro time, mais fraco e muitas vezes já eliminado, se lança ao ataque exibindo competência que em nenhum momento da competição apresentou, levando perigo quase sem querer em belos lances de efeito e marcando golaços. O resultado não vem.

Foi exatamente isso o que aconteceu com o Flamengo esta noite, no Maracanã, contra o Caracas.

Desnecessário lembrar ao leitor as picuinhas problemáticas que se encontravam nos miúdos do time da Gávea. Andrade, escalação(ou não) do Pet, Adriano, pressão, má fase, derrota pro Botafogo… então vamos focar nas últimas duas horas de bola rolando.

Não deu. Venceu. Não perdeu. Mas fudeu.

O Flamengo, como eu já havia previsto faz alguns posts mesmo sem me utilizar do horóscopo do Pai Bitan que volta amanhã, está eliminado da Taça Libertadores da América de 2010. Com um vexame muito maior que o dos anos anteriores. Isso é pra torcida aprender, não reclamaram tanto que o time sempre perdia nas oitavas de final? Taí, nem chegamos até lá.

Claro, existe uma chance. Nefasta e inconvenientemente grande. É preciso matemática, coisa sobre a qual não possuo um mínimo conhecimento, mas está lá. E isso basta para incomodar a massa rubro-negra.

O Flamengo não pode se classificar. Torci muito hoje e torcerei ainda mais para que os resultados sejam os mais negativos possíveis.

A vergonha da eliminação conquistada nesta quarta-feira já está assimilada. É melhor assim.

Se o Flamengo por acaaaaaaso se classifica, isso significa que sem que possamos controlar nossos instintos básicos, esperança brotará em nossos corações. Seguido de muita dor. Seguido de muita vergonha. E quando eu digo “seguido” quero dizer em quantidades que fazem o enrubescimento facial do dia de hoje parecer soluço de bêbado(sabe, enche o saco mas passa rápido e não deixa lembranças).

Disputar as oitavas de final significa comparecer ao Rock Bola para mais duas partidas. Hoje já senti uma raiva estupidamente anormal quando uma matilha de veados, que acompanhava Once Caldas x Forever Bambis, comemorou os gols do Caracas – e eu insisto no “anormal” pois o clima do Rock Bola é amistoso e eu sou um cara pacífico.

Num jogo de oitavas, na mesma situação, eu seria obrigado a tomar uma providência e levar uma surra dos seguidores de Richarlyson.

Vamos parar por aqui. Foi indigno, foi vexatório… mas faz tempo que Libertadores pro Flamengo é assim. Pelo menos não foi dramático como mata-mata. E dessa forma eu escapo de um combo de decepção e de mudar a legislação de Blumenau em relação à torcidas de futebol e transmissão de partidas por bares que vendem bebidas alcólicas.

Ainda dá tempo de arrumar a casa pro Brasileirão. A cagada maior já foi feita, maaaaaas… Flamengo é isso aí. E infelizmente já estamos acostumados.

Confira a avaliação da partida a seguir, seguindo as notas individuais dos jogadores:

Bruno – exigido mesmo ele só foi naquele chute que aquele filha da puta quase mandou por cobertura. Defesaça. O goleiro deles aceitaria. Fora isso, só reposição de bola. Nota 6.

Léo Moura – apareceu muito bem no ataque, jogou com raça, confirmou a grande fase. Mas deveria ter juntado o bambino que fez o golaço do Caracas. E perdeu um gol em que qualquer outro com canelas daquela espessura teria dificuldades pra mandar a bola pra qualquer lugar que não fosse o fundo da rede. Nota 6,5.

David – o gol na final do hexa e no jogo de hoje não mudam a verdade: não tem condições técnicas de ser zagueiro do Flamengo. Transformou Gomez em Pelé. Nota 2.

Angelim – o Flamengo vem precisando muito do Angelim “Magro de Aço” e hoje ele entrou em campo. Tudo bem, foi afobado em alguns lances, faltou calma em outros, mas marcou gol decisivo e cumpriu seu papel com um mínimo de desempenho aceitável. Nota 6,5.

Juan – gosto muito do Juanzinho, mas hoje é difícil de acreditar que faz pouco tempo ele já foi o principal jogador do Flamengo. Não conseguiu encaixar nenhum drible, errou muitos passes. Mas jogou com raça. Nota 5,5.

Maldonado – melhor jogador do Flamengo na partida. Uma pena que não temos mais atletas desse nível dentro da equipe. Dominou seu setor de atuação, colocou o coração na ponta da chuteira. A cara do time. Nota 9.

Willians – parece um pouco mais perdido que na época em que foi o maior ladrão de bolas do Brasileirão. Talvez porque tenha atuado com funções mais ofensivas. Tentou com vontade, vai… Nota 6.

Michael – dentro de suas limitações futebolísticas exibiu até um bom trabalho. Marcou o gol da virada e esteve bem durante o primeiro tempo. Depois, sofreu uma queda de produção, mas rendeu bastante dentro de campo, apesar de errar alguns lances por afobação. Nota 7.

Vinícius Pacheco – não esteve bem. Mas correu bastante, tentou bastante. O mínimo que um jogador pode fazer numa partida como essa é mostrar vontade. E isso ele fez. Nota mínima pra ele então. Nota 5.

Vagner Love – um jogador com a cara do Flamengo. Raça, amor e paixão. Correu como um desgraçado – destaque para aquele lance em que alcançou bola perdida e deu um gol que Léo Moura perdeu – e foi a referência do Flamengo no ataque. Pena não ter deixado o dele. Nota 7.

Adriano – ex-jogador em atividade. Um fardo do qual o Flamengo precisa se livrar. Pela quantia que ganha, dava pra trazer dois, três bons atacantes. Fora de forma, apático, inútil. O retrato de tudo o que está errado no Flamengo. Nota 0.

Petkovic – é um crime que não seja titular da equipe. Se o Adriano tivesse um décimo da vontade de vencer a partida que o Pet exibiu ao entrar, logo após o segundo gol do Caracas, teríamos o resultado. Jogadas inteligentes, lançamentos primorosos, visão de jogo, técnica diferenciada… o Flamengo precisa desse futebol por 90 minutos e não posto a prova sob pressão, querendo que resolva os problemas de todo o semestre num lance isolado. Nota 7,5.

Fierro – entrou e ocupou seus espaços com burocracia, como sempre. Nota 5.

Kleberson – pouco tempo em campo, não deu pra fazer nada. É bom que tenha uma televisão bem grande na sala, porque vai assistir a Copa do Mundo de casa. Sem nota.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: