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Adriano deixa o Flamengo: o triste adeus do Imperador

25/05/2010

Alguns, poucos, não acreditavam que Adriano, de volta ao Flamengo no ano passado, pudesse contribuir com a equipe rubro-negra exibindo o melhor de seu futebol durante a disputa do Campeonato Brasileiro.

A minoria errou. Adriano foi artilheiro, campeão e melhor jogador do Brasileirão de 2009. Desempenho absolutamente previsível, levando em conta o passado e técnica diferenciada do atacante.

Mesmo sendo poucos os que duvidavam, ainda é natural que dentro de um cenário de pouca harmonia exista certa desconfiança. Assim, como o esperado, Adriano veio, viu e venceu.

O que ninguém poderia prever era que, nos quase seis meses de contrato que o Imperador ainda tinha com o Flamengo, a imagem de ídolo perante a torcida poderia cair de forma tão avassaladora e impressionante.

Que Adriano retorna à Europa ao fim do contrato, não é novidade. O que espanta é que o atacante está perto de se despedir do Flamengo saindo pela porta dos fundos, seis meses depois do hexacampeonato.

Mas por que a torcida do Flamengo subitamente odeia Adriano?

Existe dentro do futebol, um pequeno, minúsculo, grupo de equipes para quem a vitória não é o principal objetivo do jogo.

Sim, busca-se sempre vencer, mas é necessário algo mais. Não basta fazer 1 a 0. Não basta colecionar três pontos. A matemática da vitória é fria e de pouco prazer para essas equipes e principalmente para seus torcedores.

Seleção Brasileira, Flamengo e Real Madrid são algumas dessas equipes.

Seus torcedores querem, precisam que o jogador se importe, ame o clube. A torcida do Flamengo prefere jogadores com raça, suando sangue no Manto Sagrado àqueles com mais técnica que jogam bola sem se importar com a instituição.

Já os torcedores do Real Madrid e da Seleção esperam sempre o espetáculo, a magia do futebol, o esporte levado à última instância como forma de arte. Em comum entre essas três equipes a exigência perpétua de algo mais; de que o futebol deve ser jogado com o coração.

Quando um jogador é eleito, sem questionamentos, à condição de ídolo por uma torcida dona desses princípios, o mínimo que pode se esperar é que retribua o carinho na mesma porção.

Adriano recebeu todo o amor de uma Nação. E dedicou os últimos seis meses da carreira a desprezá-lo.

Em momento nenhum pareceu conhecer o peso do momento que o clube vivia ou ao menos se importar com ele de alguma forma.

Apresentou-se fora de forma o ano inteiro. Deixou de jogar partidas decisivas. Custou ao clube derrotas importantes graças à fraca forma técnica que apresentava.

Mas o pecado maior cometeu ao faltar a 13 treinamentos em 2010. Cada falta foi um recado à torcida: por pior que estivesse dentro de campo, não faria o menor esforço para tentar melhorar.

Adriano marcou 15 gols em 18 partidas em 2010. Uma média espetacular, mas que esconde todo um semestre de atuações pífias, sendo a maioria dos tentos marcada contra adversários varzeanos e de Terceira Divisão no fraco Campeonato Carioca.

E, após cada partida ruim, uma nova falta, uma nova mostra de descaso.

A torcida do Flamengo precisa que o atleta se importe. Mas Adriano não se importa.

Seu contrato termina no dia 30 de maio, no próximo domingo. Até lá, o Flamengo tem duas partidas importantes pelo Campeonato Brasileiro, contra Fluminense e Grêmio. Obviamente, Adriano não quer jogar nenhuma das duas.

Quer disparar logo para a Itália, aonde acerta um contrato milionário, come uma comissão, antes de aproveitar o período de férias da Copa do Mundo. Imagina, se tivesse sido convocado, teria que estar treinando, sóbrio, de regime… muito melhor curtir o que o período de festa pode oferecer. Ele é uma celebridade, certo?

Resta ao torcedor esperar que a Presidente Patrícia Amorim, num arroubo de coerência não mostrado em seis meses de mandato, cobre do Imperador a execução do comprossimo assinado em contrato e que ele jogue as duas partidas.

Se despeça da torcida, tente lembrar ao torcedor por que foi ídolo.

Alguns, poucos, acreditam que Adriano deveria ter se despedido do clube após aquele 6 de dezembro de 2009. Que fosse pra Itália, ganhar mais dinheiro…

E sonhar com o que Adriano poderia ter feito na Libertadores teria valido mais a pena que vê-lo jogar fora, com a falta de comprometimento, o primeiro semestre rubro-negro.

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