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África do Sul 1 x 1 México

11/06/2010

O empate não foi nenhuma surpresa.

É óbvio que a África do Sul não ia vencer.

Mesmo marcando primeiro e jogando um futebolzinho jóia no segundo tempo, existia um fator pertinente que não permitir que a Bafanada saísse com os três pontos.

No banco africano, pairava a figura de Carlos Alberto Parreira.

O velho treinador do tetra ficou conhecido por encarar diversos pepinos treinando times de qualidade técnica baixa em variados mundiais… e nunca ter conseguido, com qualquer um deles, uma vitória.

Em 1998, inclusive, chegou a ser demitido da função de treinador da Arábia Saudita antes mesmo de encerrada a fase de classificação, passados apenas dois jogos.

Com uma uruca desse tamanho, não tem vuvuzela que empurre time nenhum pra vitória.

Mesmo porque, convenhamos, esse time da África do Sul é muito sem-vergonha.

Na defesa é um bando. Não sabem se posicionar, não sabem levar a bola pra frente, não sabem marcar. Batem cabeça em todo o ataque adversário.

O México chegou tocando o putero, parecia que ia ganhar fácil. Mas, em toda a história do futebol, quando foi que o México ganhou fácil?

Mas eles apertavam, e os africanos não sabiam o que fazer com a bola. A todo momento subia um negão livre pela direita, mas ninguém enxergava. E, mesmo que enxergasse, parecia difícil que surgisse alguém capaz de meter a bola, redonda, lá do outro lado pra sair a jogada.

Daí, superando as adversidades e todas as previsões, a África do Sul começou a tocar bola bem direitinho no ataque. Começou a ensaiar umas jogadas. Botou pressão no final do primeiro tempo. E, no segundo, foi pra cima.

Aí melhorou muito mais o jogo.

Com o time de Parreira empolgado, a história era diferente. Eu nem tava torcendo ou ligando muito pro jogo, só curtindo mesmo, mas aí comecei a torcer pela África do Sul. Imagina como ia ser legal se eles marcam um gol, as vuvuzelas cantando mais alto – sério, que troço estranho aquele som 90 minutos por partida – e o povo todo feliz, que nem final de filme.

Os minutos iam passando e Galvão Bueno tagarelava sobre a pouca estatura do goleiro mexicano, que mede modestos 1,74 cm. Aonde foi parar o Ochoa? É assim o nome dele? Aquele que joga no América do México e é tido como um dos melhores do mundo.

Súbito, uma bola é lançada pro cabeludo Tshabalala entrar na área e finalizar. Ele mandou um canudo e fez o gol. Imprevisível e comemorado com uma dancinha bem jóia.

Mas a defesa continuava uma mãe. Aí não tardou pro México empatar. Aliás, como faltou noção de jogo pro time africano. Mesmo com a experiência do Parreira, o time pareceu perder o controle da partida e desesperar pelo apito final, como se o jogo estivesse muito perto do fim. O gol foi aos 10 minutos, galera! Foco! Calma!

Pouco depois, Casagrande, Arnaldo César Coelho e Galvão Bueno, torcedores de carteirinha da África do Sul conseguiram enxergar um pênalti não marcado para os donos da casa.

Galvão, pênalti assim só é marcado no Brasil. Em qualquer outro lugar do mundo, onde os jogadores não tem a mania irritante de se jogar pro chão em qualquer contato físico com o zagueiro, o lance não é considerado falta.

Aí vem o Arnaldo argumentar que o defensor usa o braço para empurrar, inventando uma ação não realizada pelo jogador. Sim, o braço encosta. Não, não empurra.

Arnaldo tem mesmo essa mania de querer achar que quando o cara cai dentro da área sempre é falta apenas porque ele está sendo tocado…

Muitos lances nessa Copa do Mundo serão assim: infrações inexistentes que comentaristas esportivos irão classificar como penalidade máxima. Repito: isso só acontece no Brasil. Na Europa, onde os jogadores são mais fortes e menos mimados, não adianta se atirar. E a arbitragem mundial segue esse padrão.

Uma boa dica pra matar a dúvida: imagine o lance acontecendo fora da área. Seria razoável a marcação da infração? Não? Então não foi pênalti. E, nesta partida, foi o caso.

Depois do “pênalti”, aos 34, Rafa Márquez empatou o jogo, numa falha hedionda da defesa. A zagueirada saiu toda pra ilegalizar as ações do ataque mexicano e ficou um africano lá, bonitão, dando condição pro Rafa Márquez e mais dois.

Isso é culpa do Parreira. Porra professor, nem o Fluminense na Segunda Divisão… quero dizer, nem o Fluminense na Terceira Divisão levava gol assim…

E de gol, foi isso.

O técnico do México ainda colocou o Blanco pra jogar, aquele, de 37 anos, que inventou o drible mais bolha da história do futebol(aquele que ele segurava a bola no meio das pernas e pulava por cima do defensor), mas não adiantou.

E, nem no finalzinho, Mphela teve a chance de desempatar, mas chutou a bola “no pé da trave”, como disse o Galvão Bueno.

Engraçado que os africanos ficaram desolados. O goleiro deitou no chão de cócoras e cobriu a cabeça num gesto visto de maneira comum em situações de desclassificação. Após uma estréia com empate, eu nunca tinha visto.

Foi um jogo nota 6.

Alguns vão cair na pilha da Rede Globo e discordar, argumentando que se tratou de uma peleja emocionante em que duas equipes deram o máximo de si e lutaram até o fim. Balela. A Copa do Mundo oferecerá partidas muito melhores, confiem em mim.

E agora o negócio é agilizar os afazeres pra tentar assistir também a Fraça x Uruguai.

“Serão três títulos mundiais em caaaampo, amiiiigo” como repetiu de novo e de novo Galvão Bueno…

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One comment

  1. foi a melhor estreia de copa dos ultimos 20 anos



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