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Espanha 0 x 1 Suíça

16/06/2010

Todo mundo parece surpreso com a tal “1a zebra da Copa”.

Todo mundo a não ser, claro, aqueles que sabem manter a razão, o auto-cornetismo nacional de lado e conseguem formar sua opinião sem o que um amigo meu costuma descrever como “porra-louquice”.

Explicando: quando a Espanha venceu a Eurocopa, o brasileiro comum e os jornalistas – pagadores de pau oficiais dos europeus e seu futebol quadrado, forma que encontram de se acharem os verdadeiros conhecedores das verdades do esporte – logo apontaram que essa era a melhor Seleção do mundo. A favorita absoluta ao título mundial.

Essa opinião, lógico, veio junto do costume de menosprezar o que vem do Brasil. Não interessava que os espanhóis nunca tivessem ganhado um mundial enquanto nós temos cinco, não importava que vencemos a Copa das Confederações – e que a Espanha nem ao menos chegou na final. Esse era o melhor time do mundo e acabou.

Afinal de contas, a grama do vizinho é sim, sempre mais verde. Nosso time é retranqueiro e pouco criativo, pois não tem um meia atacante articulado. O deles, possuía o melhor meio de campo do mundo, curiosamente avaliado com toda essa superioridade sem possuir o tal do meia talentoso, falha maior de nossa equipe.

E assim, na porra-louquice, ergueu-se o mito da Espanha. Da mesma forma como Ganso e Neymar se transformaram em “solução” de um time que venceu tudo o que disputou, jogando apenas quatro meses contra os Imbiruraquara da Copa do Brasil, o escrete espanhol era o favoritíssimo apenas porque tem uns dois bons jogadores do Barcelona.

Quando palpitei sobre a Copa, já apostava: a Espanha vai pipocar. Como sempre.

Basta ver as escalações da Seleção espanhola nos últimos cinco mundiais para ver que o pipoquismo lá é doença crônica. Sempre tiveram equipes boas, muitas vezes tidas como ótimas. E sempre naufragaram.

O apelido Fúria, imagino, deve ser por conta da raiva que passam os jogadores a cada vez que são eliminados.

Na partida de hoje, contra a Suíça, vimos exatamente o mesmo cenário apresentado no jogo de ontem entre Brasil e Coréia do Norte: uma equipe superior encontrando muitas dificuldades em furar um bloqueio de quase 100% na defesa.

Como eu disse na análise do jogo do Selecionado do Dunga, é muito difícil, no futebol atual, qualquer equipe encarar um ferrolho desse calibre e sair goleando, como seonhavam os eternos iludidos torcedores brasileiros.

Mas e aí, se a VITÓRIA do Brasil foi horrível e vergonhosa, o que dizer da DERROTA da superfavorita Espanha?

Apenas uma coisa: foi ridícula.

Não tem essa de querer aliviar. Quando a Seleção vai mal, mesmo vencendo, aí todo mundo critica, desce o cacete. Mas na hora em que o queridinho europeu cai com a bunda dentro da privada, aí todos ficam tão cheios de dedos, metidos em análises técnicas e termos leves, querendo sempre desviar do que realmente aconteceu: um vexame.

Não, a “zebra” não “aprontou” pra cima da Espanha. O time dos espanhóis é que é limitado e pouco convincente. Jogou mal, muito pior que o Brasil, levou um gol e ainda tem que dar graças as Deus que o golaço do suíço lá bateu na trave, senão teria passado ainda mais vergonha.

Obviamente, entretanto, que a derrota não significa que a Espanha não vá se recuperar e se classificar para a segunda fase. Isso pode acontecer. Mas, no máximo, chegam até as quartas-de-final e isso se não enfrentarem o Brasil nas oitavas. Semifinal? Final? Esquece. Mais fácil o Raúl ser contratado pelo Barcelona e se tornar artilheiro do Campeonato Espanhol da próxima temporada.

Inclusive, aproveitando que o papo é a Espanha, prefiro enfrentá-los do que a uma Suíça, na fase de mata-mata. Eles vem pra cima mesmo, para marcar gols, acreditando que seus bons jogadores são os cracaços que o Mauro Cezar Pereira diz que são e aí o Selecionado do Dunga, especialista em contra-ataque, vai lá e mata. Já a Suíça, fechadona, é mais complicada.

Não existe maneira melhor de acompanhar uma Copa do Mundo do que vendo as previsões dos porra-loucas indo por água abaixo enquanto você segue coberto de razão.

E vamo que vamo em ritmo de Copa(:P) que daqui a uma horinha já tem mais um jogão: a Bafanada pega o Uruguai.

E olha só, parece mesmo que meu texto sobre o “sexo animal” do Milton Neves tava certo mesmo. O Brasil já foi convocado, já treinou, já estreou, já venceu e o Merchan não consegue deixar de falar no seu amor de pica amado amante. E pelo visto virou ménage…

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