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Alemanha 4 x 1 Inglaterra

28/06/2010

Que Ffffuuuuuuuuuuuuuuuuuuurrrrraaaaaa!!!

Meter 4 a 1 em oitavas de final contra a Inglaterra não é pra qualquer um!

A Alemanha despachou o English Team e mostra que vai ser inevitavelmente o carrasco argentino.

Após algumas atuações meio sem-vergonha, o time alemão resolveu voltar a jogar uma bola redonda exatamente quando mais precisava.

É por isso que eu digo que a Alemanha é o time mais puto da história das Copas. Sempre que tem um favorito, um time sensação, eles vão lá e ganham.

Sempre que o mundo inteiro está olhando para um determinado grupo de jogadores com atenção, eles chegam pelo outro e são campeões.

Certo, a Inglaterra passava looooooooonge de ser uma sensação ou um time que todos estavam acompanhando de perto. Mas eu estou falando da Alemanha, não da Inglaterra. Porque se for pra falar fa Inglaterra…

Foi um dos times mais vagabundos que eles já levaram à uma Copa do Mundo. Extremamente burocrático, daquele tipo que tu sabe que quando a bola cai nos pés dos meias(?), dos atacantes e dos laterais, não vai surgir nada de bom, nada de diferente, nada que lembre uma jogada de gol.

Nunca um time inglês foi tão sinônimo de falta de capacidade criativa, dependendo apenas de bola alçada dentro da área. Nem nos tempos do Beckham. Contra a Alemanha, deu pena. Era como assistir a um embalado líder de campeonato contra o pequeno recém-promovido que briga para não voltar à Segundona.

A culpa é do horroroso Fabio Capello. Nunca vou entender como esse sujeito conseguiu o nome que tem dentro do mundo do futebol.

Capello é o tipo de técnico que não pensa em marcar gols, prefere evitá-los, esperando vencer partidas em contra-ataques e em gols de zagueiro recorrentes de lance de bola parada.

Dizer que o Capello é retranqueiro é falar pouco. Um técnico retranqueiro, quando possui jogadores de qualidade, pode até não abrir mão de um esquema mais defensivo, mas sabe que para formar uma boa equipe é preciso privilegiar os talentos do elenco e escalar os melhores.

Capello não. Ele não é retranqueiro, a alma dele é, a essência dele é, de um modo em que isso acaba prejudicando as equipes que tenta montar. Um bom exemplo foi quando ele treinou o Real Madrid, à época com um Robinho no auge, esperando para se firmar na equipe. Entretanto, Capello não gostava de escalar o brasileiro por considerá-lo “ofensivo demais”. Ou seja, não importa o quão talentoso o jogador realmente é, mas apenas o fato de ele não jogar como zagueiro ou volante.

A Seleção Inglesa era uma piada. Joe Cole, de longe o mais habilidoso jogador do elenco, era reserva. Enquanto isso, Gerrard e Lampard – como sempre, desde que surgiram para o mundo do futebol – desentendiam-se enquanto tentavam não ocupar o mesmo espaço de campo e – como sempre, desde que surgiram para o mundo do futebol – mostraram que não prestam nem juntos como criadores de jogadas de uma Seleção de futebol.

Mas para Capello isso não importava. O que importava era seguir se defendendo e enganando com um golzinho de cabeça aqui e outro de bicanca acolá.

O pior de tudo é que o melhor jogador do time, Wayne Rooney, não jogou absolutamente nada no Mundial. Foi a grande decepção da Copa até hoje, pelo menos. Pelo Campeonato Inglês, marcou 26 gols, manteve a média da temporada próxima a de um gol por partida, o que levava muita gente a colocá-lo apenas atrás de Messi nas listas de Melhores do Mundo. Alguns até diziam que o inglês ofuscaria o argentino.

Longe disso. Errou tudo o que tentou, não produziu nada nem marcou gols. Uma lástima. Assim, sem futebol e sem estrela, a Inglaterra foi um alvo fácil para a Alemanha.

Mas com ressalvas. Quando o jogo estava 2 a 1 – a Inglaterra havia acabado de descontar – Frank Lampard mandou um belo chute por cobertura, a bola bateu na trave, passou da linha do gol e voltou para fora. O bandeirinha não viu e não deu gol, que seria o do empate e que traria novos rumos ao jogo.

A bola entrou 33cm pra dentro do gol. É inadmissível que, numa Copa do Mundo, uma bola entre 33cm dentro do gol e o profissional cuja função é exatamente avaliar a legalidade de lances como esse não conseguir enxergar. Por que diabos ele está ali então?

A FIFA não quer, mas esse lamentável episódio mostra que já passou da hora de instalar o tal do maldito chip na bola, que avisaria quando foi ou não gol. Não, isso não acabaria com a emoção do esporte. Dúvida é emoção? Talvez, para mentes mais pobres de pensamento. Mas aquilo não foi dúvida, foi um fato. Gol é gol. E é ridículo o esporte perder seu momento crucial de existir apenas por falta de preparação adequada.

Dessa forma, com 2 a 1 no placar, a Inglaterra tentou ir pra cima apenas para levar mais dois gols. E foi isso.

Özil, que interpretou o Baiano em Tropa de Elite, tá jogando um bolão. Inclusive, consegue marcar gols, coisa que um argentinozinho aí não faz.

Como sempre a transmissão da Rede Globo mostrou Blumenau e o povo daqui foi lá aparecer na TV. Eu nunca iria numa dessas, porque não sou alemão nem nada do tipo. Agora, se a Rede Globo quiser me filmar fazendo a maior festa nas quartas de final, basta que a Alemanha – nossa graaaaaande Alemanha, time do povo de Blumenau! – vença seu adversário das quartas de final. Aí sim, tomarei chopp e comerei marreco recheado em homenagem à nossa pátria, eterminadora de bambinos.

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