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Flamengo 1 x 1 Avaí

22/07/2010

Pouco importa que o “técnico” Rogério Lourenço tenha ficado satisfeito com o resultado.

O empate foi péssimo para o Flamengo.

Porra, Flamengo jogando no Maracanã, mesmo com o time todo sem-vergonha e sem treinador, como ocorre atualmente, não pode jogar ponto fora quando enfrenta o Avaí.

Sim, tenho muito apreço pelo Leão da Ilha, segundo time e tal, mas vamos ser sinceros: era obrigação do Flamengo vencer a partida.

Principalmente marcando gol aos 10 minutos do primeiro tempo. Diego Maurício, um garoto tão limitado quanto esforçado da base rubro-negra abriu o marcador com seu primeiro tento como profissonal de futebol do Flamengo. Muita alegria e parabéns ao garoto. Ainda precisa evoulir muito, mas mostra muita vontade…

Aí perto do fim, já no segundo tempo, Kléberson faz uma falta nem tão perto da área e o Gabrile empata com um canudo. Tá certo que o Lomba tem crédito e tal, vem jogando bem, mas quer saber? Essa daí o Bruno pegava…

O empate, ou melhor, a falta de vitória contra o Avaí afastou o Flamengo do G4. Foi uma ótima oportunidade de alcançar o topo jogada no lixo. Mas, se precisamos colher bons apontamentos dos frutos negativos, ficou uma lição muito importante sobre as deficiências do Flamengo.

O grande problema da equipe, de modo geral, é simples: só consegue marcar um gol por partida.

Não consigo me lembrar se em algum jogo esse Flamengo de 2010 conseguiu marcar mais de uma vez apenas. Foi um gol só contra Vitória, Grêmio, Palmeiras, Botafogo, Atlético-GO, Avaí…

Aí não tem jeito, porque é estatisticamente impossível vencer 27 jogos por 1 a 0 em sequência. Uma hora acontece que nem foi ontem, o adversário mete um também. Vai ter adversário que vai meter dois, três e aí não é um golzinho que vai resolver.

Mas a raiz desse defeito grave vem da incapacidade do treinador em transformar o elenco em um time, uma equipe eficiente de futebol.

A escalação a gente sabe de cor. Beleza. Mas precisa de mais que apenas colocar cada personagem em sua devida vaga pra fazer a máquina funcionar. Tem coisas que precisam urgentemente de uma solução.

O time não consegue se organizar dentro de campo. Defensivamente, isso resulta numa série de “abafas” quando o adversário aperta. Ofensivamente significa que os jogadores não conseguem se encontrar, não sabem aonde estão os companheiros ou como construir uma jogada de ataque.

Como o Flamengo é um punhado de volantes com o Petkovic de 37 anos jogado ali no meio, fica difícil para a bola rolar até Vinícius Pacheco, meia fazendo as vezes no ataque, e Diego Maurício, o jovem de 1 gol em 7 jogos no profissional que precisa ainda evoluir muito. Tá vendo, matemática pura…

Mas essa máquina aí tem mesmo é defeito no motor.

Mandaram o Andrade embora pra enfiar o Rogério no cargo de técnico faz mais tempo do que a torcida gostaria e aí? Não chegou nem perto de arrumar o time.

O Flamengo de 2007 é um ótimo exemplo de como um técnico bem resolvido pode colher resultados das limitações de um elenco.

Naquele ano o Joel tinha um time melhor que o atual, é verdade, mas não possuía meia de ligação, improvisava o Renato Augusto na frente e tinha o Souza de centro-avante.

Aí o que ele fez foi congestionar o meio-campo com a tal Tropa de Elite – entenda-se, tudo volante – com o talento do Ibson pra fazer a saída de bola pra frente. Liberava os laterais para atacar, sendo que Juan e Léo Moura tinham liberdade quase total e, jogando como alas, criavam a maioria das jogadas ofensivas da equipe. Lá na frente, Souza segurava a bola no ataque pras subidas dos laterais/alas e do Ibson, com o Renato Augusto como opção de mais talento.

Simples e eficiente: o Flamengo engrenou e terminou o Campeonato em terceiro lugar.

Hoje o Flamengo não tem a qualidade do Ibson, mas tem o Kléberson que do pouco que faz pelo menos sabe sair jogando e conta com o talento do Pet, a velocidade do Pacheco e a força do Willians. Tá certo, o ataque é ponto fraco, mas o da época do Joel também era, e o Rogério ainda conta com os mesmos Leo Moura e Juan que gastaram a bola em 2007.

Não por coincidência, Rogério Lourenço ficou satisfeito com o resultado.

Pode trazer Val Baiano e Renato, enquanto não mudar o capitão desse barco, a bagaça toda vai continuar afundando. Um golzinho de cada vez.

O próximo compromisso é com o provável campeão desse Brasileirão, o Internacional.

Se eles não marcarem nenhum gol, dá até pra ganhar…

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