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“Memories” novo single do Weezer

11/08/2010

Já dá para ouvir “Memories” o primeiro single do próximo álbum do Weezer, Hurley.

Sempre procurei entender como é que os fãs do Metallica e do Pearl Jam se sentiam quando reclamavam dos discos lançados por essas bandas, odiando com força os novos rumos musicais de seus grupos preferidos, morrendo de saudades do pasado.

Hoje, sei bem como se sentem.

Não gosto nem um pouco do que o Weezer se tornou.

Os quatro primeiros discos da banda, pra quem era fã de verdade, são únicos e especiais. Tu pode preferir um ou outro, algumas músicas, mas sempre poderia ouvir cada obra por completo, redescobrindo qualidades em canções que não costumava dar valor e entoando os velhos hinos de sempre.

Entretanto, após Make Believe, o Weezer se perdeu. Esse disco até tem algum mérito, porque ainda foi feito no velho padrão Weezer de qualidade. É apenas um disco fraco, com umas três músicas boas.

Mas o que veio depois virou palhaçada. O Red Album, além de fraco, limou as guitarras, cismou com batidas de música pop e enfiou um lado meio “rap do branquelo tanso” nas músicas, com direito a “buuuuuyáá” em uma das músicas(basta dizer que o Marcos Mion costuma dizer essa “gíria”).

Em Raditude, o álbum seguinte, piorou. O Weezer assumiu de vez o papel de bandinha pop que faz de tudo para aparecer nas paradas de sucesso. Teve música(ruim) com participação de rapper, música(pior ainda) com trechos em indiano ou sabe lá o que era aquilo e mais guitarra limada, mais batida eletronica… e menos Weezer.

Tudo bem, é natural que bandas evoluam e mudem o som. O próprio Weezer já tinha feito isso e os quatro primeiros álbuns são diferentes entre si. Mas existe uma diferença entre mudar e se prostituir. E o Weezer se vendeu. E muito barato.

Sacrificou toda a sua identidade, tudo o que os fãs – fiéis como os dos Los Hermanos e Oasis – conseguiam encontrar de igual entre banda e seus corações. Uma lástima. O Weezer virou uma putinha da mídia.

Essa música nova “Memories” não tem nada demais, a não ser a velocidade rapidinha(que soa como um Weezer de araque) e o uso excessivo de sintetizador, clinicamente utilizado para tornar uma faixa bastante limitada algo especial.

Soa bem, até que funciona. Mas pra quem gosta de Weezer de verdade, é muito pouco. E pior, é um aviso de que o resto do álbum vai ser tão ruim quanto a gente não queria que fosse.

Rivers e Hurley: o final de Lost foi melhor que o do Weezer

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