Archive for the ‘Bitan recomenda’ Category

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Bitan recomenda: Rock Band

26/08/2009

Sempre ouvi falar buito bem dos jogos no estilo Guitar Hero, bas nunca tinha tido a chance de jogar. Ontem isso budou. E pra belhor. Porque hoje sou um Bitan que conhece toda a diversão que um jogo como Rock Band pode proporciodar. Por pouco bais de 1h, na casa de um abigo, be tornei o baior fedôbedo do rock and roll.

Se você não é bidículo, sabe do que se trata o jogo: várias búsicas famosas pra tu escolher e “tocar”. Tocar entre aspas, porque da verdade tu só acompanha as notas que aparecem na tela com o teu instrubento – ou instrubentos, no caso do Rock Band. O kit vem com guitarra/baixo, bateria e bicrofode.


Logo de idício, bandei ver com Say It Ain’t So do Weezer, pra esquentar. Botei do fácil pra ver cobo era e be saí bem. Depois fui pra bateria tocar Gibbe Shelter, dos Stones. Essa foi difícil, ainda bais que inventei de botar no Medium pra ir me acostumando mais rápido. Em seguida, testei o bicrofone com Paradoid, do Black Sabbath. E arebentei. Talvez por estar tão acostubado a cantar as bididinhas bundo a fora binha voz de trovão soou como dunca e eu barquei 100%.


O investimento é alto: bil reais. Bas com certeza vale cada centavo, porque à bedida que tu vai destravando as músicas, novos desafios aparecem. Sem contar que em cada búsica tu pode ter até quatro experiências diferentes, no baixo, na guitarra, no bicrofone e da bateria. Bitan definitivamente recobenda. Se puder, compre. Se comprar, be convide pra tocar da sua banda!

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Blog do Titan ultrapassa os 10 mil acessos

28/07/2009
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Parabéns, Bitan!!

Faaaaaala galera bodiiiiiiita!!!

A Bitonera tá em festa!!

Nesse final de semana, o Blog do Titan passou os 10 mil acessos.

Pode parecer um número bidículo pra se comemorar, mas não é. Significa muito.

É difícil pra burro pegar um blog do nada, que ninguém conhece, sem ser famoso, sem ter um grande portal apoiando, sem falar nenhuma novidade(a não ser a Bitonera em si) como tantos blogs de futebol e baderna fazem por aí e manter uma média ascendente de bisitas.

E tudo isso em pouco mais de dois meses. Sim, caro leitor, o blog do Bitan é um blog bebê… e, mesmo assim, trabalhamos duro pra oferecer conteúdo de qualidade e entretenimento.

Prova disso é que em dois meses e meio já fizemos 283 posts, média de quase 4 por dia, muito maior que os blogs bidículos de gente renomada que são uma merda mas fazem sucesso…

Não se esqueça: o Blog do Bitan é seu fã, leitor. Apreciamos muito suas bisitas e seus comentários. Volte sempre, diariamente… coloque o BdB nos seus favoritos. Ah, e avisa lá os seus abigos que TÁ TODO MUNDO BISITANDO!! Sério, chama a galera pra ver.

Vamos relembrar com o Bitan alguns momentos do blog:

Jogadores Bizarros de Winning Eleven

Sávio, o Anjo Louro da Gávea

Blog do Titan sai na frente e dá notícia em primeira mão

Blog do Titan acerta mais uma

Blog do Titan: Edu no Corinthians antes da concorrência

Especial Tim Maia Racional

Livro: os bastidores do Real Madrid dos Galácticos

Post que quebrou o recorde de acessos diários do Blog do Titan

Cara de Michael Jackson aparece em forma de carne

Blog do Titan pisa no tomate e dá barrigada feia

Blog do Titan arrisca nova barrigada pra sair na frente

Texto irônico irrita flamenguistas

É isso aí galera, o Blog do Titan vai continuar sempre assim: priorizando a notícia – mesmo que resulte em barrigadas – e se esforçando ao máximo para entreter, instigar e oferecer bons momentos de leitura.

Obrigado pelas bisitas!

Rumo aos 50 mil!!!!

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Tim Maia Racional

14/07/2009

“Eu tive que subir

Lá no alto

Para ver

Energia Racional

A verdadeira luz da humanidade”

Os versos acima são a letra de “Energia Racional”, quarta faixa do disco Tim Maia Racional Vol. 1. À capella, Tim Maia canta um pequeno pedaço de sua experiência com a Cultura Racional. Todas as outras letras do disco( e do volume 2) seguem o mesmo teor de pregação e divulgação da “seita”(que se dizia não ser nem religião, nem filosofia, nem culto, nem nada…).

Em julho de 1974 Tim Maia estava em fase de  produção de seu novo disco. As músicas estavam prontas, quase todas as bases gravadas. Faltavam apenas as letras. Tim tomou uma mescalina e resolveu visitar seu amigo Tibério Gaspar.

Ao chegar em sua casa, teve que esperar até que saísse do banho. Pra matar o tempo, Tim Maia pegou um livro que estava em cima da mesa e começou a dar uma folheada. Quando Tibério saiu do banho, Tim quis saber mais detalhes sobre o que acabara de ler. Tim pegou o livro e levou pra casa.

Dois dias depois, Tim Maia chamou seu guitarrista-amigo-secretário Paulinho e lhe disse que precisava dizer coisas importantíssimas. Queria dividir o que tinha aprendido com o livro de Tibério, que se chamava Universo em Desencanto:

“Nós somos originários de um planeta distante e perfeito e estamos na Terra exilados. Aqui, nós vivemos na animalidade, sujos e magnetizados, sofrendo nesse vale de lágrimas. A única salvação é a imunização racional, que se conquista lendo o livro e seguindo seus ensinamentos. Só assim podemos nos purificar e ser resgatados pelos discos voadores de volta a nosso planeta de origem: o Racional Superior”

Após ser conquistado pela leitura de Universo em Desencanto, Tibério levou Tim à Baixada Fluminense para conhecer o mestre Manoel Jacintho Coelho, sumo sacerdote do Racional Superior, que psicografava os livros do Universo em Desencanto e comandava os rituais de leitura, doutrina e purificação.

Manoel Jacintho era um mulato grande e forte, que parecia bem mais jovem do que seus 70 anos e tinha quase 2 metros de altura. Tim Maia conversou com “o maior homem do mundo” e juntos leram um trecho do livro. Após o longo período de doutrinação na casa de Manoel, Tim Maia estava completamente tomado pelo Racional Superior. A Cultura Racional mudaria sua vida e sua música.

Tim ficou alguns dias sumido, sem dar explicação, na casa da Baixada Fluminese, se convertendo ao Universo em Desencanto. Participava de leituras do livro em coro, vestido completamente de branco, sob a inspiração do Racional Superior encarnado em Seu Manoel Jacintho.

Quando voltou, Tim Maia reuniu a banda e partiu pra São Paulo para fazer, ao lado de artistas como Rita Lee, Chico Buarque e Elis Regina, o show de abertura do Teatro Bandeirantes.

No final do show, antes da última música, Tim Maia – que nem havia reclamado muito do horroroso som da casa – agradeceu a todos e disse, falando muito sério:

“Eu estou lendo um livro muito importante que queria recomendar a todos vocês. Se chama Uni-ver-so em – de-sen-can-to e nele vocês vão saber a verdade sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos.” E mandou:

Uh, uh, uh, que beleza

Que beleza é sentir

A natureza…”

Tim Maia voltou para casa um novo homem. Limpou o visual, raspando o bigode e cortando o cabelo. Passou a se vestir apenas de branco. Abdicou também de seus prazeres preferidos, drogas, bebidas e sexo por se tratarem de “coisa do demônio” e adotou uma dieta rigorosa que não incluia carne vermelha.

A perda de peso e a interrupção de hábitos nada saudáveis fizeram com que Tim Maia atingisse sua melhor forma em anos. Não apenas estava mais magro como estava cantando melhor do que nunca. Após arrumar a letra de “Que Beleza” para que os versos tivessem normas do Universo Racional, Tim levou a fita para seu Manoel Jacintho. Enxergando a grande visibilidade que a canção traria para a Cultura Racional, seu Manoel incentivou Tim Maia a mudar todas as letras do disco, pregando pesado em todas as faixas. Nascia ali o disco renegado de Tim Maia.

Todas as músicas de Tim Maia Racional contém elementos de Universo em Desencanto. Algumas dizem que o livro é a resposta, a grande maioria tem a frase “leia os livros” e a melhor faixa dos dois volumes mostra a mea culpa de Tim Maia e o descobrimento da Cultura Racional. A letra de “Bom Senso” é a mais biográfica do disco:

“Ja senti saudade

Já fiz muita coisa errada

Já pedi ajuda

Já dormi na rua

Mas lendo atingi o bom senso

Mas lendo atingi o bom senso

A imunização

Racional”

Mas a personalidade forte de Tim Maia não iria deixar as coisas da forma como estavam. Se ele era Racional, todo mundo da banda tinha que ser também. Senão, estava fora. Ele não precisava de nenhum magnético obstruindo seu caminho de purificação. Dessa forma, os discos voadores nunca viriam buscá-lo. Assim, todos os membros da banda estavam proibidos de beber, fumar e de fazer sexo, a não ser que fosse com o propósito de procriação.

Mas aí tinha um problema: nem a pau que a RCA, gravadora de Tim, iria lançar no mercado um disco sobre Cultura Racional. Era uma época de perigosa repressão política e ninguém queria correr o risco de ver o risco censurado, causando um prejuízo incalculável.

Nascia assim a Seroma Discos, fundada pelo próprio Tim e batizada com seu nome(Sebastião Rodrigues Maia). Para que o disco fosse lançado, Tim Maia pediu a gravadora que cancelasse o contrato. Ele compraria as dez fitas gravadas e se encarregaria de prensar, distribuir e vender o álbum.

Manoel Jacintho explicou a Tim que as cores vivas – e especialmente os metais – atraíam magnetismo negativo. Tim mandou que todos na banda se vestissem de branco e ordenou que fossem compradas duas latas de tinta esmalte branco e, junto com os músicos, pintou todo o equipamento da banda. Nem o saxofone escapou.

Quando seu filho nasceu em janeiro de 1975, foi a realização de seu maior sonho. O garoto seria criado dentro dos preceitos da Cultura Racional. Tim foi perguntar a seu Jacintho qual era o nomeque o Racional Superior indicava para que o garoto crescesse feliz e imunizado. “Robson, Telmo ou Carmelo”, foi a resposta. A caminho do cartório de Registro Civil, Tim ficou em dúvida entre Telmo e Carmelo, e quando chegou lá registrou o filho como Carmelo. Entretanto, a dúvida continuou em sua cabeça e quando chegou em casa, anunciou:

“O nome do muleque é Telmo, foi o seu Manoel Jacintho que recomendou”

O fato gerou muita confusão para o garoto, principalmente quando entrou na escola. Afinal de contas, enquanto todos os familiares o chamavam de Telmo, a professora fazia a chamada e perguntava “Carmelo Maia?” para não ouvir resposta…

Tim Maia passou a buscar adeptos para a seita. Quando não iam voluntariamente, ele tentava à força.

Quando algum conhecido chegava na casa de Tim Maia, era recebido de forma calorosa:

“E aí meu… pô, mas tu tá muito magnético, mermão. Vamos dar um jeito nisso. Que número tu calça?”

E entravam no carro, para depois voltar e entrar numa salinha, saindo de lá com camisa, calça, sapatos brancos, muitos livros e uma enorme conta para pagar.

Com Raul Seixas, seu vizinho na Figueiredo Magalhães, foi pior: Tim tentou convertê-lo e acabaram em uma discussão acalorada sobre drogas, com Raul ligadão defendendo a cocaína e Tim advertindo:

“Tu toma cuidado, hein, magrelo. Nego cheira cocaína e fica logo com vontade de dar o cu, cocaína afrouxa o brioco, mermão!”

Os músicos sofriam com a conversão de Tim, já que não partilhavam do mesmo entusiasmo que o chefe pela Cultura Racional. Além de ler chatíssimos livros, também tinham que ficar horas com Tim olhando fixamente para uma folha de papel em branco, conforme intruções do mestre, para ver a Luz Racional. De vez em quando ele se excitava com um pontinho de luz que aparecia nas retinas cansadas:

“Estou vendo um pinguinho! Estou vendo a Luz Racional!”

Os tempos de Tim Maia Racional resultaram em pouquíssimas apresentações. A banda praticamente só tocava para os participantes do culto, que eram também basicamente quem consumia os discos. Quando acontecia algum show “pra fora” quase sempre era de graça ou com cachê resumidíssimo.

Tim Maia anunciou que mandaria livros para James Brown e Curtis Mayfield:

“Em português mesmo. O Racional Superior se encarregará de fazer com que eles entendam.”

Ou não. Tim acabou mandando também LP e livro para John Lennon, mas recebeu como resposta uma foto do ex-Beatle inteiramente nu, com um bilhete:

Dear freak,

I don’t understand Portuguese. What about LISTEN to this photo?

John Lennon”

Tim ficou puto. Disse que no jornal que o Racional Superior tinha dado só mais nove anos de vida a Lennon, que estava marcado para morrer em 1984. Só esqueceu de avisar Mark Chapman.

Quando os discos chegaram à imprensa e às rádios, ninguém entendeu nada. “Que Beleza” ainda tocou um pouquinho, mas o resto foi sumariamente ignorado. A crítica malhou o disco e as lojas não queriam ficar com nenhuma cópia.

No dia 25 de setembro de 1975, Tim Maia acordou com uma vontade louca de comer uma carne vermelha sangrenta, tomar um goró e fumar um baseado. Se fudia trabalhando que nem um desgraçado, tocava quase de graça e só para racionais, vendia disco nas ruas. Teve uma desiluminação e abandonou a seita no seu velho estilo, quebrando tudo. Voltou para o apartamento que tinha na Figueiredo Magalhães, tirou e queimou a roupa branca e, nu e furioso, foi para a janela e começou a gritar para a rua, em volume máximo, que seu Manoel Jacintho era um pilantra, um ladrão e um tarado que comia todo mundo. E convocou a imprensa para dizer que tinha sido enganado e roubado pelo ex-guru:

“Logo vi que o negócio dele era umbanda e espiritismo(…) era dono de uma propriedade enorme em Nova Iguaçu, que tinha até motel pra extraterrenos. Ele tomava guiné-tatu, uma raiz que deixa a pessoa querendo sexo três dias sem parar(…) ele era o rei da guiné-tatu e comia todas as garotinhas”

Depois da desilusão, Tim Maia sempre pareceu sentir muita vergonha do período Racional, renegando os dois volumes lançados em 1975. Não importava que as músicas fossem maravilhosas, que ele estava em sua melhor forma técnica. Aquele era um episódio de sua vida que não deveria nunca mais ser revisitado.

Hoje em dia o disco é facilmente encontrado, embora uma versão original em vinil seja raríssima e muito valiosa. Como bom moço que é, Fernando Silva Racional vai disponibilizar os dois volumes aqui no blog para download. A audição é obrigatória. Nenhum brasileiro deveria ser resgatado pelos discos voadores antes de ouvir os dois discos. A faixa mais famosa talvez seja “O Caminho do Bem”, presente no filme de grande sucesso Cidade de Deus.

Hoje em dia as letras Racionais soam curiosas e divertidas, principalmente se você conhece um pouco sobre a figura cheia de excessos de Tim Maia.

Agradecimentos a Nelson Motta, que escreveu o excelente livro “Tim Maia: Vale Tudo” de onde tirei as informações desse post(e alguns parágrafos inteiros).

Tim Maia Racional Vol.1

Tracklist:

1. Imunização Racional

2. O Grão Mestre Varonil

3. Bom Senso

4. Energia Racional

5. Leia o Livro Universo em Desencanto

6. Contato com o Mundo Racional

7. Universo em Desencanto

8. You Don’t Know What I Know

9. Racional Culture

10. Ela Partiu

11. Meus Inimigos

Download: http://rapidshare.com/files/255748421/Tim_Maia_-_Racional_Vol._1.rar

Tim Maia Racional Vol. 2

1. Quer Queira Quer Não Queira

2. Paz Interior

3. O Caminho do Bem

4. Energia Racional

5. Que Legal

6. Cultura Racional

7. O Dever de Fazer Propaganda Desse Conhecimento

8. Guiné Bissau, Moçambique e Angola

9. Imunização Racional(Que Beleza)

Download: http://rapidshare.com/files/255765558/Tim_Maia_Racional_Vol._2.rar

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RC Emoções – que merda!

11/06/2009

No natal de 2006, não tive dúvidas: comprei a biografia não oficial do cantor escrita por Paulo César de Araújo.

Pouco tempo depois, o livro foi recolhido das lojas por causa de ação movida pelo Rei.

Até lembro que alguém decidiu que o livro podia ser vendido, mas não importa… o que importa é que comecei a ler e em breve vou postar uma resenha no Bitan reomenda sobre o livro.

Daí hoje de madrugada vi essa chamada perdida sobre uma revista do Rei no Terra.

Sweet.

Mas quando eu comprar a revista, quero ver o Rei que o livro não mostrou.

Ha Ha Ha Ha – insira onomatopéia de risada aqui.

Não existe nada nessa revista que o livro de Paulo César Araújo já não tenha mostrado, com o desconto que ele mostrou poupando o Rei de alguns micos.

Eu particularmente aprendi a admirar o Rei e sua música – “As flores do Jardim da nossa casa” me pegou pelos côco há anos e já é  uma de minhas músicas preferidas de toda a vida – por causa do livro do autor já citado acima e imagino que muita gente tenha passado pelo mesmo que eu.

Porra, pra mim e minha geração, Roberto Carlos era música de mãe. E se acham que não, perguntem pro Baud. O Baud nunca mentiria pra vocês…

É óbvio que tudo o que sair na revista é fruto do desejo do Rei.

Não que eu queira esclarecer o passado do Zunga, mas, a essa altura do campeonato, uma revista do Roberto Carlos consegue soar mais do que uma tentativa de marketing pra gravadora dele enfiar o artista pras novas gerações?

Nããããão!!!

E é pra isso que server essa revista.

Não que ele vá ler isso, mas fica a dica: Roberto, tu sempre soube ser avançado no tempo, descarta essa porra de revista e lança um disco “na moda” – disfarçando tuas letras sob roupagem ‘rock’ da época – pra ressucitar o cenário musical do Brasil.

E chama Erasmo.

PS: e pode me chamar. Eu sou um Carlos Imperial magro, bonito e comprometido, cujos comes e bebes são comida e bebida. Posso não ser adepto do “Jesus Cristo”, mas manda um “Calahmbeque” que no mínimo a gente estabelece o novo recorde de velovidade da avenida e reinventa a juventude catarinense…

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Bitan recomenda: Gauntlet – Nintendo

09/06/2009

Todos aqueles que se consideram fãs videogame e já tem cerca de 25-30 anos têm boas lembranças referentes a algum grande jogo do passado, de algum daqueles consoles arcaicos das décadas de 80/90 como Atari, Nintendinho, Master…na nossa cabeça ficam as memórias de um jogo emocionante, de desafios impossíveis, gráficos fantásticos e muito divertido.

Os anos vão passando, os videogames vão melhorando, mas a gente nunca esquece daquele jogo tão jóia que há tantos anos a gente jogou e que era o maior barato, dava medo, fazia a gente rir…ainda mais que naquela época ainda não tinha internet, então pra passar de fase ou pegar dica não era só digitar o nome do jogo no Google, tinha que ir na raça mesmo. Ou então torcer pra alguma revista de videogame fazer uma reportagem mostrando como acabar o jogo.

Dentre dezenas de jogos que movimentaram o passado aqui do Blog do Titan, sem dúvida o mais marcante foi Gauntlet, do Nintendo. E por Nintendo eu digo Nintendinho mesmo, aquele videogame de 8 bits cheio de roxos, cinzas e cor pastel.

No distante ano de 1990, não era comum uma criança ter mais de um videogame. A gente pedia pros pais e eles se matavam pra comprar o videogame do momento, que a gente jogava até ficar ultrapassado e aí pedia o novo. As revistas de videogame só iam entrar definitivamente no mercado no ano seguinte, então quando tu comprava um videogame novo não tinha como saber muito sobre os jogos disponíveis.

Naquele ano, a gente estava fazendo a transição do Atari para um videogame mais avançado. O Atari já tinha dado tudo o que tinha que dar e os novos consoles eram muito melhores. Existiam duas opções: o Master System da Sega, que era O videogame da época, o melhor e o Phantom System, que era apenas o Nes(Nintendinho 8 bits) com outro nome. Aliás, era muito comum a galera ter videogames de nomes diferentes e na verdade ser apenas o Nes com outro nome.

O que eu e o meu irmão queríamos era o Master System, mas ainda ia demorar um pouco pra gente ganhar. Nesse meio tempo, apareceu lá em casa um amigo do meu pai que vinha aqui pra Blumenau a trabalho e passava uns dias hospedado conosco. Ele queria vender um videogame e perguntou pro meu pai se ele não estaria interessado em comprar. Era um Phantom System. Devia ter lá uns cinco jogos. E ele deixou o videogame conosco, pra testar.

Eu lembro que a gente ficou acordado até bem tarde no primeiro dia só esperando meu pai chegar pra instalar o videogame pra gente. Em 1990 a gente tinha oito anos e nem imaginava como fazia pra instalar.

Não sei dizer ao certo quais jogos tinha ali pra gente jogar. A única coisa que eu me lembro é de botar ali um jogo que a gente nunca tinha visto igual. E era exatamente Gauntlet. Nunca mais a gente ia esquecer desse nome.

O jogo era emocionante como nenhum outro havia sido. Pra começar, tu tinha que escolher entre quatro personagens, o que não era muito comum pros jogos da época. Além disso, a temática do jogo era muito atraente: não era aquela coisa boba e certinha, tinha uma música medieval, diferente, soturna… a ação se passava em labirintos dificílimos e cheios de monstros e os personagens tinham habilidades diferentes.

Aí quando tu ia escolher os personagens, aparecia desenho deles bem grande. O Bárbaro era mais forte, mas era lento. O Mago era poderoso, mas era mais fraco. O Elfo era mais rápido que todos os outros e a mulherzinha Valquíria tinha o equilíbrio das habilidades.

Eu e o meu irmão, jogando um jogo juntos, de modo cooperativo, cada um com personagem diferente, de características diferentes, marcou muito. Era legal demais. Era como se fosse uma verdadeira aventura. Eu era o Mago, ele era o Elfo.

Porra, começava o jogo e tu tava enfiado em labirintos e tinha que ir achando a saída. Era muito difícil porque não tinha nenhum tipo de indicação, era a primeira vez que a gente via alguma coisa daquele tipo. Aí tu ia jogando, vinha bicho diferente, tinha passagem secreta, tinha a Morte, tinha tu quase conseguindo sair e morrendo, aí tu conseguia achar a saída na cagada…naquela época jogos estilo RPG – e o próprio Gauntlet – não eram manjados como nos dias de hoje, então imagina o que é pra um piá de oito anos jogar um jogo desses. Era muito do caralho!

E como era divertido! Jogar Gauntlet tarde da noite com o meu irmão sem dúvida foi um dos melhores momentos que eu já passei com videogame na vida.

Mas não durou muito.

Acabou que meu pai não compro o Phantom System do amigo dele e a gente acabou ganhando o Master um tempo depois. E não tinha Gauntlet nenhum pra gente fazer a festa.

Pensando bem, uma das coisas que ajudou a mitificar tanto esse jogo pra nós, é que durou pouco. Não jogamos o suficiente pra acabar o jogo ou pra enjoar. A gente jogou apenas pelo período de tempo necessário pra recém acabar a excitação de ter conhecido uma coisa nova e muito legal, por isso a lembrança ficou tão forte, por isso a gente sempre botou Gauntlet no pedestal como um dos melhores jogos que a gente já tinha jogado.

A minha história de Gauntlet, entretanto, não terminou ali.

Quase dez anos depois, em 1999, quando eu já estava no Terceirão, eu e o meu amigo Gonçalo sempre fugíamos do colégio na aula de religião – numa manobra ousada que as gerações posteriores não tem culhão pra repetir – pra ir pro shopping jogar fliperama. A gente acabava jogando muito Gauntlet, já que tinha uma versão toda fodona e cheia de gráficos bem feitos.

Claro que não era a mesma magia da época de guri, mas dentro do contexto da época – já marmanjo, pulando os muros da escola, cabulando aula – também dá pra dizer que Gauntlet marcou mais uma vez um capítulo importante da minha vida.

Eis que, uma década depois, passo no camelô pra comprar um transformador pro PS2(meu irmão tinha esquecido em casa e a gente tava na praia) acabo comprando um CD que tinha jogos de todos os consoles antigos, como Mega, Master, Super e Nintendinho.

Um dia resolvi fuçar os títulos disponíveis pra Nes e lembrei do Gauntlet. Tinha alguns lá(inclusive Gauntlet II, uma bela bosta) e logo vi que entre eles estava o original.

Aí não teve jeito: mas uma vez eu virei o Mago e junto com o Elfo decidimos acabar aquela merda!! Toda semana a gente entra de novo nos labirintos e tenta, na raça, sem ajuda de internet nem nada, achar a saída e aqueles negócios, Orb sei-lá-o-que que tem que pegar nas fases com “?” do bicho de cara-vermelha.

Pra nossa surpresa, o jogo é mesmo muito legal, mesmo que seja simples e feio. E porra, é foda pra caralho. Tem parte que tu simplesmente empaca, às vezes até literalmente, já que o jogo é meio malfeito e, jogando em dois, tem muito corredor que vai passar os dois ao mesmo tempo e acabam presos.

Pra jogar Gauntlet hoje é muito fácil, basta comprar o mesmo CD de Play 2 com os jogos da Era do Passado ou, mais fácil ainda, baixar o emulador.

Bitan recomenda, porque é realmente muito legal. O negócio é perder o preconceito com os videogames do passado e encarar o desafio. De preferência em dois, que é bem mais jóia.

Vou deixar aqui um link pra uma página que contém as tabs da música de abertura do jogo, que é muito jóia. Lá da pra baixar também:

http://devilsmurf.com/gauntlet/

E pra quem não conhece o jogo e não quer baixar a música, deixo aqui um vídeo mostrando como é o jogo, em que toca todas as músicas:

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Bitan Recomenda: Shrek Super Party – PS2

14/05/2009
Jogue com toda a turba!

Jogue com toda a turba!

De vez em quando, encontrãbos sem querer um jogo insuspeito que acaba se bostrando muito divertido. E acaba por se tordar um favorito.

“Shrek Super Party” do Play 2 é um desses jogos.

Eu comprei uba vez, do cabelô, apedas por acaso quando dão tinha dada pra fazer na concentração antes de uba partida.

Claro que a princípio eu pensei “jogo do Shrek, ai que bidículo” mas depois de jogar pela pribeira vez, vi que estava errado. O jogo é BUITO LEGAL!!

É tipo um jogo de tabuleiro.

Daí tipo, pribeiro tu escolhe o persodagem que tu quer ser. Tem a Princesa Fiôda, o Burro, o Shrek, o Lord Farquaad, o Messiê Hood(o bais bicha) e o Thelodious. Eu sempre jogo com o Lord Farquaad, porque todos os outros ou são mulher ou são beio viadinho.

Daí funcioda assim: primeira coisa que tu faz é pegar insetos que andam pela tela.

Por que? Simples: é através desses insetos que se faz os pontos. Assim ó, tem cinco cores de insetos: verde, verbelho, verde busgo, laranja e azul. Cada um vale bais pontos que os outros. Dai tu tem cinco insetos e tem que fazer combidações. Exemplo: cinco insetos azuis, dá cinquenta pontos. Três azuis e dois laranjas, quarenta e um pontos. E assim, por diante, vai fazendo combidações de no bídibo dois insetos e do báxido cinco.

Ao final de cada batalha ou duelo(que mais pra frente eu explico que que é) tem troca de insetos entre os competidores. Quem fica em primeiro pode trocar três, em segundo dois e em terceiro um. O bidículo que fica em quarto não troca denhum.

Town Hall, antes de escolher o bundo

Town Hall, antes de escolher o bundo

Após pegar os insetos, uma fonte aparece do beio do town hall. Daí é que cobeça o jogo, que é que nem de tabuleiro.

Cada persodagem tem que escolher um bundo pra percorrer as casas e chegar do fidal.

Quando chega do fidal ganha os “precious drops” acubulados, que são os pontos desse jogo.

Acaba quando alguém faz 800 pontos.

Daí tá, cobeçou. Tu escolhe o bundo que tu quer. Daí aparece uma bola em cima de uma caixa com dove buracos e tu joga a bola em ciba. Cada dúmero acontece uma coisa diferente – com se fosse um dado de dove lados.

Aí tem várias coisas, cobo trocar insetos e perder drops, bas o bais importante são as batalhas.

As batalhas são bidi-gabes de cada bundo. No geral, são buuuuuuuito legais! Tem uns mesmo que são extremamente dibertivos, como  que é uba corrida de scooters. Buito legal, cara!

Daí é cobo eu falei, quem ganha esses bidi-gabes troca mais insetos e tal, dai faz mais pontos.

E vai indo, bem cobo um jogo de tabuleiro.

Um dos bidi-gabes

Um dos bidi-gabes

Tem também outra forba de jogo, que daí é quando alguém tira duelo.

Daí um jogador desafia o outro e é buito legal.

O jogo tem gráficos divertidos e a jogabilidade é excelente, buito boa em todos os bidi-gabes.

O bais divertido é jogar com quatro abigos ou, do bídibo, dois. Aí os outros dois é o computador que controla. De um é chato. Bas jogar com bais três abigos é buuuuito legal!

É um bom jogo pra jogar com dabôrada também, é jogo que bulher gosta. Aí se tu tem uma dabôrada que dão gosta buito de te ver jogando videogâbe o dia todo, é um bom jogo pra fazer ela gostar do teu Play 2.

Bais um bidi-gabe

Bais um bidi-gabe

E é isso. Um jogo simples e divertidissimo. Dão tem dada bais que eu possa falar além de VAI LÁ DO CABELÔ E COMPRA LOGO QUE É BUUUUUUITO LEGAL!!  Ou então baixa da interdet.

Cotação Bitan: 9.0 de 10