Archive for the ‘Búsica’ Category

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Beady Eye – Bring The Light

16/11/2010

Pouco mais de um ano após o fim do Oasis, começa a ficar claro quem era o verdadeiro responsável pelos longos intervalos da banda inglesa entre o lançamento de seus discos de inéditas e turnês.

Sem perder tempo, a Beady Eye – banda formada por Liam Gallagher, Gem Archer e Andy Bell, todos ex-Oasis mais o baterista Chris Sharrock, que também tocava na banda do Noel, mas como músico contratado – trabalhou em composições, gravou as músicas e se prepara para lançar o primeiro disco em 2011.

Bring The Light, ao que tudo indica, não é o primeiro single da nova banda. Não se sabe ao certo nem se a canção estará no disco de estréia do Beady Eye, mas é a primeira mostra do trabalho realizado pela galiera ex-Oasis.

O clip oficial de Bring The Light é esse aí acima. Já tinha ouvido a música, que estava disponível gratuitamente no site do grupo.

Assistindo ao vídeo e, após algumas audições, a música até fica melhor. Ainda assim parece mais uma daquelas composições do Liam tipo Better Man e Meaning Of Soul, sem estrutura nem refrão.

Possivelmente essa não será, digamos, “a melhor música do CD” e se todo o resto do material for desse nível, é seguro dizer que poderemos ter em mão um disco de rock bastante sólido. Ou, pelo menos, uma leve distração até sair o primeiro solo do Noel, o que, a julgar pelo modus operandi do velho Gallagher deve demorar mais un sete ou oito anos para acontecer.

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“Memories” novo single do Weezer

11/08/2010

Já dá para ouvir “Memories” o primeiro single do próximo álbum do Weezer, Hurley.

Sempre procurei entender como é que os fãs do Metallica e do Pearl Jam se sentiam quando reclamavam dos discos lançados por essas bandas, odiando com força os novos rumos musicais de seus grupos preferidos, morrendo de saudades do pasado.

Hoje, sei bem como se sentem.

Não gosto nem um pouco do que o Weezer se tornou.

Os quatro primeiros discos da banda, pra quem era fã de verdade, são únicos e especiais. Tu pode preferir um ou outro, algumas músicas, mas sempre poderia ouvir cada obra por completo, redescobrindo qualidades em canções que não costumava dar valor e entoando os velhos hinos de sempre.

Entretanto, após Make Believe, o Weezer se perdeu. Esse disco até tem algum mérito, porque ainda foi feito no velho padrão Weezer de qualidade. É apenas um disco fraco, com umas três músicas boas.

Mas o que veio depois virou palhaçada. O Red Album, além de fraco, limou as guitarras, cismou com batidas de música pop e enfiou um lado meio “rap do branquelo tanso” nas músicas, com direito a “buuuuuyáá” em uma das músicas(basta dizer que o Marcos Mion costuma dizer essa “gíria”).

Em Raditude, o álbum seguinte, piorou. O Weezer assumiu de vez o papel de bandinha pop que faz de tudo para aparecer nas paradas de sucesso. Teve música(ruim) com participação de rapper, música(pior ainda) com trechos em indiano ou sabe lá o que era aquilo e mais guitarra limada, mais batida eletronica… e menos Weezer.

Tudo bem, é natural que bandas evoluam e mudem o som. O próprio Weezer já tinha feito isso e os quatro primeiros álbuns são diferentes entre si. Mas existe uma diferença entre mudar e se prostituir. E o Weezer se vendeu. E muito barato.

Sacrificou toda a sua identidade, tudo o que os fãs – fiéis como os dos Los Hermanos e Oasis – conseguiam encontrar de igual entre banda e seus corações. Uma lástima. O Weezer virou uma putinha da mídia.

Essa música nova “Memories” não tem nada demais, a não ser a velocidade rapidinha(que soa como um Weezer de araque) e o uso excessivo de sintetizador, clinicamente utilizado para tornar uma faixa bastante limitada algo especial.

Soa bem, até que funciona. Mas pra quem gosta de Weezer de verdade, é muito pouco. E pior, é um aviso de que o resto do álbum vai ser tão ruim quanto a gente não queria que fosse.

Rivers e Hurley: o final de Lost foi melhor que o do Weezer

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13 de julho

13/07/2010

Oasis – Hello

Essa data, segundo alguns, não sei quem foi quem inventou, é o Dia Mundial do Rock.

Como consumidor exclusivamente desse gênero musical eu confesso que deveria estar animado com a ocasião, mas para mim é apenas uma oportunidade para milhares de posers ao redor do Brasil se acharem os maiores roqueiros da história do universo, se agarrando aos eternos clichês que o passado desse estilo de música forneceu até a década de 80.

Como sou totalmente àquelas farofadas estilo MTV, tudo o que oferecerei em “comemoração” da data são uns vídeos muito significativos de minha banda favorita.

Ambos são da mesma apresentação: a histórica performance em Knebworth, em agosto de 1996. Naquela ocasião o recorde de shows de rock no Reino Unido foi quebrado com dois shows, um no dia 10 e outro no dia 11 que reuniram cada um 125 mil pessoas, totalizando um público de 250 mil sortudos(cerca de 2 milhões de pessoas tentaram comprar ingressos).

O que mais me impressiona sobre aquele show é que a banda tinha lançado apenas dois discos, um em 1994 e outro 1995. E ainda assim deixou pra trás Pink Floyd, Led Zeppelin, Queen e botou o maior público de Knebworth para um show de rock em todos os tempos.

Hoje nenhuma banda de rock consegue uma proeza desse calibre. E acredito que ficará assim por muitas décadas. Será um dia triste quando a Lady Gaga superar esse número daqui a uns dois anos…

Oasis – Cigarettes And Alcohol

Oasis – Morning Glory

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Hayley Williams Topless

28/05/2010

O Twitter é mesmo uma ferramenta maravilhosa…

No dia de ontem, sem aviso prévio, Hayley Williams – ou @yelyahwilliams, pra quem quiser seguir – vocalista da banda adolescente Paramore postou em seu twitpic fotos em que aprece de topless, premiando seus belos peitinhos de ruivinha com os afagos da liberdade. E da exposição pública, logicamente.

Nós, do Blog do Titan, sempre em compromisso com o que é jóia, reproduzimos a foto aqui. E sem tarja, lógico. Para mim, que sou ainda um singelo bebê, a imagem é duplamente atrativa. :9

Para quem não sabe de quem se trata, confiram aqui também um vídeo de Hayley tocando com sua banda, o Paramore, com seus peitos tão vestidos que estão até irreconhecíveis:

#iloveredheads!!!!!!

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RIP Ronnie James Dio

17/05/2010

O rock perdeu mais uma lenda. Aliás, o rock de hoje vive de perder lendas, lembrando de seus momentos de magia apenas na hora do adeus dos grandes homens que construíram seu legado.

E aí se encaixa Ronnie James Dio, o mítico vocalista de rock cabeludo que morreu no último domingo.

Tão mítico que até mesmo um cara como eu, que nunca foi particularmente fã do tipo de música que ele fazia admirava seu trabalho, afinal de contas foi o cidadão que assumiu o Black Sabbath, uma das maiores bandas de todos os tempos, depois que o Ozzy foi expulso.

O vídeo acima é uma singela homenagem a uma singela homenagem feita pelo Jack Black em seu filme Tenacious D – The Pick Of Destiny.

Quem sabe agora, se a gente rezar, o Dio não aparece mesmo pra nos ajudar a salvar o rock…

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Tim Maia Racional

15/03/2010

*Em homenagem aos 12 anos da morte de Tim Maia, republico esse post sobre o disco Tim Maia Racional.

“Eu tive que subir

Lá no alto

Para ver

Energia Racional

A verdadeira luz da humanidade”

Os versos acima são a letra de “Energia Racional”, quarta faixa do disco Tim Maia Racional Vol. 1. À capella, Tim Maia canta um pequeno pedaço de sua experiência com a Cultura Racional. Todas as outras letras do disco( e do volume 2) seguem o mesmo teor de pregação e divulgação da “seita”(que se dizia não ser nem religião, nem filosofia, nem culto, nem nada…).

Em julho de 1974 Tim Maia estava em fase de  produção de seu novo disco. As músicas estavam prontas, quase todas as bases gravadas. Faltavam apenas as letras. Tim tomou uma mescalina e resolveu visitar seu amigo Tibério Gaspar.

Ao chegar em sua casa, teve que esperar até que saísse do banho. Pra matar o tempo, Tim Maia pegou um livro que estava em cima da mesa e começou a dar uma folheada. Quando Tibério saiu do banho, Tim quis saber mais detalhes sobre o que acabara de ler. Tim pegou o livro e levou pra casa.

Dois dias depois, Tim Maia chamou seu guitarrista-amigo-secretário Paulinho e lhe disse que precisava dizer coisas importantíssimas. Queria dividir o que tinha aprendido com o livro de Tibério, que se chamava Universo em Desencanto:

“Nós somos originários de um planeta distante e perfeito e estamos na Terra exilados. Aqui, nós vivemos na animalidade, sujos e magnetizados, sofrendo nesse vale de lágrimas. A única salvação é a imunização racional, que se conquista lendo o livro e seguindo seus ensinamentos. Só assim podemos nos purificar e ser resgatados pelos discos voadores de volta a nosso planeta de origem: o Racional Superior”

Após ser conquistado pela leitura de Universo em Desencanto, Tibério levou Tim à Baixada Fluminense para conhecer o mestre Manoel Jacintho Coelho, sumo sacerdote do Racional Superior, que psicografava os livros do Universo em Desencanto e comandava os rituais de leitura, doutrina e purificação.

Manoel Jacintho era um mulato grande e forte, que parecia bem mais jovem do que seus 70 anos e tinha quase 2 metros de altura. Tim Maia conversou com “o maior homem do mundo” e juntos leram um trecho do livro. Após o longo período de doutrinação na casa de Manoel, Tim Maia estava completamente tomado pelo Racional Superior. A Cultura Racional mudaria sua vida e sua música.

Tim ficou alguns dias sumido, sem dar explicação, na casa da Baixada Fluminese, se convertendo ao Universo em Desencanto. Participava de leituras do livro em coro, vestido completamente de branco, sob a inspiração do Racional Superior encarnado em Seu Manoel Jacintho.

Quando voltou, Tim Maia reuniu a banda e partiu pra São Paulo para fazer, ao lado de artistas como Rita Lee, Chico Buarque e Elis Regina, o show de abertura do Teatro Bandeirantes.

No final do show, antes da última música, Tim Maia – que nem havia reclamado muito do horroroso som da casa – agradeceu a todos e disse, falando muito sério:

“Eu estou lendo um livro muito importante que queria recomendar a todos vocês. Se chama Uni-ver-so em – de-sen-can-to e nele vocês vão saber a verdade sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos.” E mandou:

Uh, uh, uh, que beleza

Que beleza é sentir

A natureza…”

Tim Maia voltou para casa um novo homem. Limpou o visual, raspando o bigode e cortando o cabelo. Passou a se vestir apenas de branco. Abdicou também de seus prazeres preferidos, drogas, bebidas e sexo por se tratarem de “coisa do demônio” e adotou uma dieta rigorosa que não incluia carne vermelha.

A perda de peso e a interrupção de hábitos nada saudáveis fizeram com que Tim Maia atingisse sua melhor forma em anos. Não apenas estava mais magro como estava cantando melhor do que nunca. Após arrumar a letra de “Que Beleza” para que os versos tivessem normas do Universo Racional, Tim levou a fita para seu Manoel Jacintho. Enxergando a grande visibilidade que a canção traria para a Cultura Racional, seu Manoel incentivou Tim Maia a mudar todas as letras do disco, pregando pesado em todas as faixas. Nascia ali o disco renegado de Tim Maia.

Todas as músicas de Tim Maia Racional contém elementos de Universo em Desencanto. Algumas dizem que o livro é a resposta, a grande maioria tem a frase “leia os livros” e a melhor faixa dos dois volumes mostra a mea culpa de Tim Maia e o descobrimento da Cultura Racional. A letra de “Bom Senso” é a mais biográfica do disco:

“Ja senti saudade

Já fiz muita coisa errada

Já pedi ajuda

Já dormi na rua

Mas lendo atingi o bom senso

Mas lendo atingi o bom senso

A imunização

Racional”

Mas a personalidade forte de Tim Maia não iria deixar as coisas da forma como estavam. Se ele era Racional, todo mundo da banda tinha que ser também. Senão, estava fora. Ele não precisava de nenhum magnético obstruindo seu caminho de purificação. Dessa forma, os discos voadores nunca viriam buscá-lo. Assim, todos os membros da banda estavam proibidos de beber, fumar e de fazer sexo, a não ser que fosse com o propósito de procriação.

Mas aí tinha um problema: nem a pau que a RCA, gravadora de Tim, iria lançar no mercado um disco sobre Cultura Racional. Era uma época de perigosa repressão política e ninguém queria correr o risco de ver o risco censurado, causando um prejuízo incalculável.

Nascia assim a Seroma Discos, fundada pelo próprio Tim e batizada com seu nome(Sebastião Rodrigues Maia). Para que o disco fosse lançado, Tim Maia pediu a gravadora que cancelasse o contrato. Ele compraria as dez fitas gravadas e se encarregaria de prensar, distribuir e vender o álbum.

Manoel Jacintho explicou a Tim que as cores vivas – e especialmente os metais – atraíam magnetismo negativo. Tim mandou que todos na banda se vestissem de branco e ordenou que fossem compradas duas latas de tinta esmalte branco e, junto com os músicos, pintou todo o equipamento da banda. Nem o saxofone escapou.

Quando seu filho nasceu em janeiro de 1975, foi a realização de seu maior sonho. O garoto seria criado dentro dos preceitos da Cultura Racional. Tim foi perguntar a seu Jacintho qual era o nomeque o Racional Superior indicava para que o garoto crescesse feliz e imunizado. “Robson, Telmo ou Carmelo”, foi a resposta. A caminho do cartório de Registro Civil, Tim ficou em dúvida entre Telmo e Carmelo, e quando chegou lá registrou o filho como Carmelo. Entretanto, a dúvida continuou em sua cabeça e quando chegou em casa, anunciou:

“O nome do muleque é Telmo, foi o seu Manoel Jacintho que recomendou”

O fato gerou muita confusão para o garoto, principalmente quando entrou na escola. Afinal de contas, enquanto todos os familiares o chamavam de Telmo, a professora fazia a chamada e perguntava “Carmelo Maia?” para não ouvir resposta…

Tim Maia passou a buscar adeptos para a seita. Quando não iam voluntariamente, ele tentava à força.

Quando algum conhecido chegava na casa de Tim Maia, era recebido de forma calorosa:

“E aí meu… pô, mas tu tá muito magnético, mermão. Vamos dar um jeito nisso. Que número tu calça?”

E entravam no carro, para depois voltar e entrar numa salinha, saindo de lá com camisa, calça, sapatos brancos, muitos livros e uma enorme conta para pagar.

Com Raul Seixas, seu vizinho na Figueiredo Magalhães, foi pior: Tim tentou convertê-lo e acabaram em uma discussão acalorada sobre drogas, com Raul ligadão defendendo a cocaína e Tim advertindo:

“Tu toma cuidado, hein, magrelo. Nego cheira cocaína e fica logo com vontade de dar o cu, cocaína afrouxa o brioco, mermão!”

Os músicos sofriam com a conversão de Tim, já que não partilhavam do mesmo entusiasmo que o chefe pela Cultura Racional. Além de ler chatíssimos livros, também tinham que ficar horas com Tim olhando fixamente para uma folha de papel em branco, conforme intruções do mestre, para ver a Luz Racional. De vez em quando ele se excitava com um pontinho de luz que aparecia nas retinas cansadas:

“Estou vendo um pinguinho! Estou vendo a Luz Racional!”

Os tempos de Tim Maia Racional resultaram em pouquíssimas apresentações. A banda praticamente só tocava para os participantes do culto, que eram também basicamente quem consumia os discos. Quando acontecia algum show “pra fora” quase sempre era de graça ou com cachê resumidíssimo.

Tim Maia anunciou que mandaria livros para James Brown e Curtis Mayfield:

“Em português mesmo. O Racional Superior se encarregará de fazer com que eles entendam.”

Ou não. Tim acabou mandando também LP e livro para John Lennon, mas recebeu como resposta uma foto do ex-Beatle inteiramente nu, com um bilhete:

Dear freak,

I don’t understand Portuguese. What about LISTEN to this photo?

John Lennon”

Tim ficou puto. Disse que no jornal que o Racional Superior tinha dado só mais nove anos de vida a Lennon, que estava marcado para morrer em 1984. Só esqueceu de avisar Mark Chapman.

Quando os discos chegaram à imprensa e às rádios, ninguém entendeu nada. “Que Beleza” ainda tocou um pouquinho, mas o resto foi sumariamente ignorado. A crítica malhou o disco e as lojas não queriam ficar com nenhuma cópia.

No dia 25 de setembro de 1975, Tim Maia acordou com uma vontade louca de comer uma carne vermelha sangrenta, tomar um goró e fumar um baseado. Se fudia trabalhando que nem um desgraçado, tocava quase de graça e só para racionais, vendia disco nas ruas. Teve uma desiluminação e abandonou a seita no seu velho estilo, quebrando tudo. Voltou para o apartamento que tinha na Figueiredo Magalhães, tirou e queimou a roupa branca e, nu e furioso, foi para a janela e começou a gritar para a rua, em volume máximo, que seu Manoel Jacintho era um pilantra, um ladrão e um tarado que comia todo mundo. E convocou a imprensa para dizer que tinha sido enganado e roubado pelo ex-guru:

“Logo vi que o negócio dele era umbanda e espiritismo(…) era dono de uma propriedade enorme em Nova Iguaçu, que tinha até motel pra extraterrenos. Ele tomava guiné-tatu, uma raiz que deixa a pessoa querendo sexo três dias sem parar(…) ele era o rei da guiné-tatu e comia todas as garotinhas”

Depois da desilusão, Tim Maia sempre pareceu sentir muita vergonha do período Racional, renegando os dois volumes lançados em 1975. Não importava que as músicas fossem maravilhosas, que ele estava em sua melhor forma técnica. Aquele era um episódio de sua vida que não deveria nunca mais ser revisitado.

Hoje em dia o disco é facilmente encontrado, embora uma versão original em vinil seja raríssima e muito valiosa. Como bom moço que é, Fernando Silva Racional vai disponibilizar os dois volumes aqui no blog para download. A audição é obrigatória. Nenhum brasileiro deveria ser resgatado pelos discos voadores antes de ouvir os dois discos. A faixa mais famosa talvez seja “O Caminho do Bem”, presente no filme de grande sucesso Cidade de Deus.

Hoje em dia as letras Racionais soam curiosas e divertidas, principalmente se você conhece um pouco sobre a figura cheia de excessos de Tim Maia.

Agradecimentos a Nelson Motta, que escreveu o excelente livro “Tim Maia: Vale Tudo” de onde tirei as informações desse post(e alguns parágrafos inteiros).

Tim Maia Racional Vol.1

Tracklist:

1. Imunização Racional

2. O Grão Mestre Varonil

3. Bom Senso

4. Energia Racional

5. Leia o Livro Universo em Desencanto

6. Contato com o Mundo Racional

7. Universo em Desencanto

8. You Don’t Know What I Know

9. Racional Culture

10. Ela Partiu

11. Meus Inimigos

Clique aqui para baixar o disco Tim Maia Racional Vol. 1

Tim Maia Racional Vol. 2

1. Quer Queira Quer Não Queira

2. Paz Interior

3. O Caminho do Bem

4. Energia Racional

5. Que Legal

6. Cultura Racional

7. O Dever de Fazer Propaganda Desse Conhecimento

8. Guiné Bissau, Moçambique e Angola

9. Imunização Racional(Que Beleza)

Clique aqui para baixar o disco Tim Maia Racional Vol. 2

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(What’s The Story)Morning Glory eleito o melhor disco dos últimos 30 anos no Brit Awards

17/02/2010

Merecidíssimo.

O Oasis venceu ontem a categoria “Melhor Álbum dos Últimos 30 Anos” do Brit Awards, a mais importante premiação musical daqueles lados da Terra.

A organização dos Brits queria juntar Noel e Liam na premiação, mas obviamente isso não aconteceu. Liam foi, recebeu o prêmio, jogou pra galera(o microfone também, como podemos ver no vídeo acima) e curtiu a festa. Noel não foi.

Confira a concorrência do Oasis:

Coldplay – “A Rush of Blood to the Head”

Dido – “No Angel”

Dire Straits – “Brothers in Arms”

Duffy – “Rockferry”

Keane – “Hopes & Fears”

Phil Collins – “No Jacket Required”

Sade – “Diamond Life”

The Verve – “Urban Hymns”

Travis – “The Man Who”

Os indicados a esse prêmio foram os discos mais vendidos dos últimos 30 anos que também venceram a categoria de “Melhor Álbum” do Brit Awards em seu ano de lançamento. Por isso tem Duffy e Sade ali no meio…

Qualquer que fossem os indicados, o Oasis seria o vencedor. Morning Glory não foi apenas o melhor, mas o mais importante disco britânico dos últimos 30 anos.

Os únicos que poderiam desbancar os irmão Gallagher seriam os Smiths, mas The Queen Is Dead perde em relevância por não ter estourado nos Estados Unidos nem por ter servido como peça mais importante da retomada da música inglesa no cenário mundial.

Lançado em 1995, Morning Glory veio em sequência ao melhor disco de estréia já produzido por uma banda de rock na história da humanidade, Definitely Maybe, lançado um ano antes. Definitely Maybe por si só já seria uma obra histórica; pedra fundamental do tal “britpop”, que lançou holofotes em cima de qualquer banda que pudesse ser chamada de britânica. Mas, apesar de brilhante, o disco não possuía o alcance pop necessário para uma dominação do mundo. Esse estágio foi alcançado com Morning Glory.

Um som mais limpo, Noel cantando e baladas arrasadoras levaram o Oasis a ser um dos maiores atos do mundo e semideuses na Inglaterra. Mesmo com as rádios americanas – e brasileiras e de outras nacionalidades –  ignorando “Some Might Say” e “Roll With It”, os dois primeiros singles do disco e sucesso na Inglaterra, o Oasis engatou uma sequência de hits com as canções contidas no álbum:  “Wonderwall”, “Don’t Look Back In Anger”, “Hello”, “Champagne Supernova”, “Morning Glory”.

Por mais que se exalte os discos do Radiohead, a “aura U2” do Coldplay e a irreverência de Dalmon Albarm – dos Gorillaz, não do Blur – quem fez o melhor rock and roll das últimas décadas na Inglaterra, e fora dela também, foi o Oasis.

Ou resumindo, (What’s The Story)Morning Glory? foi o disco que fez o Oasis tocar para 250 mil pessoas em Knebworth, batendo o recorde de público de Queen, Pink Floyd e Paul McCartney.

E era apenas o segundo disco…